Enquanto o dito Dia Mundial (sic) do Rock rende, no Brasil - único país em que se comemora essa data, criada pela "Jovem Pan com guitarras", a 89 FM de São Paulo - , um mundo de festa e alegria (afinal, "É dia de rock, bebê!"), o criador do Live Aid, que inspirou a data e comemorou 35 anos de existência (em 13 de julho de 1985), o músico Bob Geldof, afirma que o festival lhe trouxe prejuízos em sua vida.
Fico refletindo o quanto há muitos estrangeiros que se demonstram tão ou mais brasileiros do que muito nativo deste Brasil deitado eternamente em berço esplêndido. Mino Carta, por exemplo, é um jornalista honrado, lúcido, experiente e mais apaixonado pelo Brasil do que muito jornalista hidrófobo que quer entregar toda a condução da política e economia de nosso país para paus-mandados de Wall Street, da Casa Branca e do Pentágono, aqui nascidos. Temos Noam Chomsky, que sabe mais do que muitos brasileiros que houve golpe político em 2016, um evento que começa a desaparecer até da memória de muitos esquerdistas iludidos com o identitarismo fácil. Temos alemães que, lá do seu país, nos alertam para o risco de endurecimento fascista do governo Jair Bolsonaro. Temos japoneses e estadunidenses que apreciam a mesma MPB autêntica que é demonizada pela nossa intelectualidade tupiniquim, mais identificada com os "bumbum tantãs", os "tecnobregas" e as "pisadinhas" da ...
Comentários
Postar um comentário