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DEBATE DA BAND MOSTROU QUE LULA NÃO QUER DISCUTIR IDEIAS

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O DESESPERO DOS LULISTAS PELA DEMOCRACIA DE UM HOMEM SÓ

O PRÓPRIO PRESIDENTE LULA USOU A CAMISA DA CBF NA CAMPANHA DO ÚLTIMO FIM DE SEMANA. A noite do dia 17 de outubro de 2026 representou a queda da máscara de Lula, com o manifesto do apoio de ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, como Aloysio Nunes, Cláudia Coston e Rubens Ricupero, da filha do ex-presidente, Beatriz Cardoso, e do jurista Miguel Reale Júnior, que assinou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Sob o pretexto de garantir a “democracia”, a nata do tucanato raiz mostra que o esquerdismo de Lula, que sempre foi moderado, virou coisa do passado. E, no último fim de semana, os lulistas se apropriaram de um símbolo bolsonarista, o uso político da camiseta da CBF, para tentar enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. A ideia, transmitida por André Janones no seu canal “Exército do Lula”, era transformar a camisa da Seleção Brasileira de Futebol em um “símbolo pátrio”, associado à “democracia”, o que fez muitos famosos aderirem a essa campanha. Mas ela foi um ...

CONSULTORIA BRASILEIRA DE ROCK 3: “ANOTHER BRICK IN THE WALL - PART 2”

Dando continuidade às análises sobre os clássicos do rock se eles fossem lançados hoje, vamos mostrar um clássico do Pink Floyd, “Another Brick In the Wall - Part 2”, de 1979. Com a reação dos negacionistas factuais que acham que rock tem que ser “puro negócio” e que consultoria não rejeita músicos audaciosos. Esquecem que uma coisa é a teoria permitir tudo, outra coisa é a prática fazer várias restrições. Não concordo com as posturas manifestas nas simulações de avaliações dos consultores de rock brasileiros, mas é necessário colocar essas visões, para verificar como é essa mentalidade “empresarial demais” prejudica a cultura rock, mesmo com toda aquela narrativa de “viabilidade econômica” que não convence sequer uma lesma. Vamos a nossa análise: “Prezado Roger,  Eu reconheço seu esforço de compositor e músico de rock, que é indiscutível, mas vejo que às vezes você adota posturas que trazem algum incômodo.  Nem digo sobre aquela canção do passado, “Interestelar Overdrive”, qu...

A DIFÍCIL MISSÃO DE NOS LIVRARMOS DO ENTULHO CULTURAL DA ERA GEISEL

MUITA GENTE PENSA QUE OS ENTULHOS DA ERA GEISEL REPRESENTAM AS "BOAS COISAS DA VIDA". A potencial vitória eleitoral de Lula, por conta de vantagens como os comícios dos últimos dias 11 e 12, e da aprovação do fim da escala 6x1 no trabalho, ideia apropriada pelo presidente visando a reeleição (ele havia inicialmente desprezado a causa), obriga o Brasil a abrir mão de grande parte dos valores dos quais estava acostumado a apreciar. O Brasil passou por retrocessos socioculturais que foram introduzidos a partir do golpe de 1964. Consolidados dez anos depois com o culturalismo pós-milagre brasileiro, esses valores criaram o “novo normal” que acabou criando zonas de conforto, condicionando a “felicidade” e a “liberdade” de milhares de pessoas. A bregalização musical, a mediocridade cultural, o obscurantismo religioso e outros hábitos, que vão da divinização do cigarro, do fanatismo do futebol levado às últimas consequências e a decisão idiota de transformar o hábito de jogar comida...

CONGRESSO DERRUBA ESCALA 6X1 NO TRABALHO. COMO FICA AGORA?

O Congresso Nacional aprovou a lei que encerra a escala 6x1 no trabalho, um dos principais legados do governo Michel Temer. A medida também prevê que a jornada máxima de trabalho não seja superior a 40 horas semanais, garantindo o descanso dos empregados. Nas votações de anteontem no Senado, 75 deputados votaram pelo fim e apenas um pela manutenção da jornada de seis dias. Outros cinco não votaram, incluindo o presidente da casa legislativa, David Alcolumbre (União-AP), não pode votar em razão deste cargo. O único a discordar da PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) foi o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que ficou decepcionado com a falta de apoio ao seu voto, apesar de saber que a orientação do partido Republicanos era contrária à escala 6x1. “Eu tinha a esperança de que, pelo menos uns 10, 12, estivessem comigo nessa votação. Alguns tinham o compromisso específico de votar a favor do projeto. Mas outros, não. Não precisavam”, disse Mourão em entrevista à Rádio G...

DERROTA ELEITORAL DE PT E ALIADOS PARA O LEGISLATIVO CONFIRMA PROTAGONISMO POSTIÇO DAS ESQUERDAS

NOMES IMPORTANTES DO PT E PARTIDOS ALIADOS NÃO CONQUISTARAM VAGA PARA O LEGISLATIVO NAS ELEIÇÕES DESTE ANO. A tese de que as esquerdas brasileiras obtiveram um protagonismo postiço na política em 2023, renegada pelos lulistas e pelos negacionistas factuais nas redes sociais, se confirmou com as derrotas eleitorais para o Legislativo. Figuras históricas do PT como José Dirceu, Rui Falcão, Benedita da Silva e Gleisi Hoffmann, além de aliados de outros partidos, perderam as eleições para o Legislativo, no último dia 04 de outubro, e isso nos faz pensar sobre o que as esquerdas médias definem como “excelente fase” para o lulismo. A derrota se deu porque as esquerdas não só perderam o espírito de luta de momentos antes, manifestos até durante o governo Michel Temer. Elas foram derrotadas porque adotaram, seguindo o próprio presidente Lula, uma posição complacente com parte do maligno legado do mesmo Temer, apoiando setores flexíveis do golpismo de 2016 dos quais o lulismo dependeu para gara...

GOLPE É BOM PARA OS OUTROS, PARA AS ELITES QUE O CRIARAM, NÃO

LULA TORNOU-SE O DOMADOR DE POBRES E O GUARDIÃO DOS RICOS.  Com exclusividade, nosso blogue alertou de que o apoio que Lula recebe é da burguesia ilustrada e até de setores da alta burguesia, enquanto o apoio dos pobres acabou quase por completo. Essa narrativa ainda é rara nas redes sociais, mas é a que encontra maior ressonância nos fatos concretos. Pode parecer absurdo para muitos, mas quem mais quer Lula hoje é, em boa parte, quem desejou a derrubada de João Goulart em 1964. As sucessivas conveniências sociais e políticas, aliadas aos efeitos danosos diversos dos governos de direita, Para quem ainda não entendeu, as gerações que fizeram o golpe de 1964 queriam conceber um modelo de “democracia”, na qual seus futuros descendentes verão o caminho da subversão completamente desfeito. Ao longo de seis décadas, sindicalistas e camponeses foram mortos ou desacreditados, o feminismo foi banalizado pelo narcisismo feminino woke, os estudantes foram domesticados e a multiplicação de fac...

ESTRANHEZAS

SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO - A mesma multidão? As manifestações no fim de semana parecem iguais. A questão não é Lula não sobrecarregar a agenda, mas a presença de uma mesma multidão apenas em uma manifestação por dia, em vez de outros grandes movimentos solidários a Lula.  Em outras palavras, uma mesma concentração que, no último domingo, 11 de outubro, se deu na Avenida Paulista, em São Paulo, e, no dia seguinte, na Praia de Copacabana. Uma só concentração no dia. Não chega a ser um truque de Inteligência Artificial, como reclamaram os bolsonaristas no Threads, mas se Lula só poderia estar num lugar, outras manifestações gigantescas teriam ocorrido sem ele. No dia 11, apenas algumas iniciativas estudantis aconteceram fora de São Paulo, como em Niterói, na Praia de Icaraí. Com todos os esforços para que ocorra a tal virada, ainda não se viu um movimento com a dimensão das Diretas Já com a autonomia da Passeata dos Cem Mil (que, mesmo numerosa em 1968, não conseguiu pôr fim à ditad...

CONSULTORIAS DE ROCK NO BRASIL TERIAM BANIDO RENATO RUSSO

Ontem, 11 de outubro, lembramos os 30 anos de falecimento do músico Renato Manfredini Jr., o Renato Russo, que entre 1984 e o ano de sua morte, esteve à frente da Legião Urbana, banda que marcou a trajetória do Rock Brasil e que, por incrível que pareça, não é devidamente entendida pelo seu público. Hoje o pessoal acha normal haver até tributos sinfônicos da Legião Urbana ou até Ivete Sangalo participando de tributos caça-níqueis. André Frateschi é até um cantor talentoso, mas uma coisa é fazer covers da Legião, outra é ser Renato Russo, algo que é pessoal e intransferível. Vamos torcer para que Frateschi possa se destacar num caminho próprio e autoral. Num momento em que a cultura rock virou refém da Faria Lima, a personalidade de Renato Russo seria considerada um problema para um mercado dominado por uma rádio, a 89 FM, controlada por uma família que apoiou a ditadura militar e defende a escala 7x0 no trabalho. A Faria Lima quer fazer crer que, quando a rebeldia roqueira já está cons...

NEGACIONISTA FACTUAL NÃO QUER QUE SE CRITIQUE A DETURPAÇÃO DA CULTURA ROCK NO BRASIL

Nota-se que existe uma campanha negacionista que quer proteger todo o processo de sabotagem e deturpação da cultura rock no Brasil, com o claro objetivo de proteger os interesses empresariais que andam faturando alto com o gênero, mesmo estando em baixa popularidade. Aquele velho papo da “viabilidade econômica” que não convence mais. No momento, há um tributo sinfônico do Rock Brasil, algo que tira do contexto o cenário dos anos 1980 e nada contribui para relembrar as grandes canções de rock das novas gerações, só servindo de trilha sonora para um bando de gente rica descolada beber vinho e jogar conversa fora. Não, a gente não pode criticar essas coisas. Nós não podemos criticar a máquina de patrocínios da 89 FM, a “rádio rock” da Faria Lima. Nas redes sociais, temos um monte de “donos da verdade” que não entende de 1% sequer da realidade e da História do Rock e se acha proprietário do gênero e xinga a mãe de quem não aceita suas imposições. E manda boicotar textos que contestassem t...