A prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, dois nomes do “funk ostentação” que introduziram a franquia estadunidense do trap - que no país hoje governado por Donald Trump era um derivado do gangsta rap - , fazem a gente pensar a respeito da longa choradeira em prol do”funk”. Foram uns 25 anos de muita choradeira, que fabricou uma falsa reputação “libertária” do ritmo popularesco. O “funk” era só um pop dançante comercial, medíocre e às vezes até engraçado, mas foi só a polícia intervir para que se produzisse uma narrativa ao mesmo tempo vitimista e triunfalista, como o prato principal do grande cardápio brega-popularesco do discurso do “combate ao preconceito”. Todos os ritmos brega-popularescos faziam a sua choradeira difundida pela intelectualidade “bacana”, mas foi o “funk” que apelou para essa retórica desesperada. E, enquanto famílias pobres viam com desconfiança o entretenimento funqueiro que, não raro, colocava meninos das favelas em encrencas e meninas na gravidez precoce, a bur...