Um relato de uma locutora mostra os bastidores da realidade opressiva e da visão cruel de trabalho que o Grupo Camargo de Comunicação, dono da 89 FM, defende contra seus contratados. O caso envolve outra rádio conhecida do grupo, a Alpha FM, dedicada ao pop adulto. A radialista Mayumi Sam passou por um momento difícil na rádio. Ela chegou a trabalhar de forma ininterrupta, em sete dias por semana (escala 7X0), numa jornada de 18 horas, na Alpha FM, e, sentido sinais de esgotamento, pediu um período de 30 dias de férias. Ela também tinha outra profissão, a de roteirista de um humorístico da Record. Quando encerraram as férias, Mayumi foi informada que seu pai estava seriamente doente. Ela então pediu demissão para cuidar do familiar, e com o tempo o pai melhorou de saúde. Mesmo assim, o episódio mostra como é o drama trabalhar numa poderosa corporação da grande mídia que, como muitos da mídia hegemônica, impõem uma carga horária análoga a um trabalho escravo. Muita gente passa pano...