Há, entre os lulistas, posturas muito estranhas. Os “brinquedos culturais”, por exemplo, fazem um indivíduo das esquerdas médias pensar: “ Ele é de direita, mas eu gosto dele. Logo, ele é de esquerda”. Muita gente conservadora se passou por "progressista" por conta dessa ilusão. Assim, valores e ídolos que estiveram em evidência como associados ao astral conservador da ditadura militar eram adotados, décadas depois, pela esquerda mainstream , por conta de pretensas simbologias como, em tese, “fazer o pobre sorrir”, ou lançar palavras-chave como “paz”, “interatividade” e “mobilidade urbana”. A atual base de apoio de Lula pouco tem a ver com a esquerda raiz. Podemos dizer muito pouco, quase nada. Até o antigo reduto de Lula, a região Nordeste, está em declínio, seguindo a tendência da desilusão das classes populares com o petista. E parte da geração Z já começa a ver em Lula um político ultrapassado, complicando as chances de reeleição com muitos jovens que não estão identifica...