A semana passada foi marcada pelo lançamento da nova camisa da Seleção Brasileira de Futebol que tinha como lema a expressão “Vai, Brasa!”. A estranheza veio nesse lema, usado no lugar do “Vai, Brasil”, esperado e desejado por seus torcedores. O uso do termo “Brasa” irritou muita gente e causou revolta nas redes sociais. Embora a palavra Brasil seja originalmente um derivado da palavra “brasa”, o contexto do lema utilizado é outro e segue o coloquialismo da Faria Lima que hoje contaminou o vocabulário cotidiano dos brasileiros, do Oiapoque ao Chuí. Ou seja, a forma como foi adotado o lema da camisa da CBF, que já foi descartado devido à repercussão negativa, é rigorosamente a mesma que fez os empresários do entretenimento, no fim dos anos 1990, reaproveitarem a gíria “balada”, um jargão de jovens riquinhos para um rodízio de consumo de ecstasy, transformando-a num jargão pretensamente “universal e atemporal”. Quem criou o lema “Vai, Brasa!” pertence à mesma elite que desenvolve o reper...