Se segurem nas poltronas. O obscurantismo religioso disfarçado de ecumenismo futurista, mas que mal consegue esconder seu moralismo punitivista mesmo com doces e suaves palavras, usará o cinema para adoçar corações e mentes com sua mancenilheira da fé. Títulos como “Nosso Lar”, “Mensageiros”, “Sexo e Destino”, “O Advogado de Deus” e “A Viagem” puxam uma onda de dramalhões melosos e vergonhosamente piegas que prometem ao público incauto “esclarecimento, luz e sabedoria através do entretenimento”, sob a chancela do Espiritismo brasileiro, nome de fantasia para o Catolicismo medieval que vigorou no Brasil colonial. A burguesia ilustrada está feliz da vida. Vai ver filmes que, a seu ver, “trazem lições de vida” e “são até divertidos”, sem falar daquela masturbação pelos olhos que é a comoção reduzida a um mero divertimento fútil, não raro às custas do sofrimento alheio. E alguém pensa que esses filmes “espíritas” são ou serão lançados por generosidade humana e pelo saudável propósito de es...