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O SONHO E O PESADELO NO MERCADO DE TRABALHO

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QUANDO RECRUTADORES JOGAM FORA A MINA DE OURO

Infelizmente, no Brasil, quem interessa por gente talentosa é arrivista e corrupto, que precisa de uma aparência de bom profissionalismo para levar vantagem. É quando há patrões ruins em busca de ascensão e empregam pessoas com notável competência apenas para dar um aspecto de “respeitabilidade” para suas empresas. Fora isso, o que temos são contratadores que acabam admitindo verdadeiras aberrações profissionais, enganados pela boa aparência e pela visibilidade do candidato canastrão que, todavia, é um mestre da encenação na hora da entrevista de emprego ou na videoconferência seletiva. Mas, para o cargo desejado, o sujeito decepciona, com 40% de profissionalismo e 60% de desídia. Para quem não sabe, “desídia” é o mesmo que “vadiar durante o expediente”. Daí a invasão de influenciadores digitais e comediantes de estandape nos postos de trabalho sérios ligados à Comunicação. O caso do Analista de Redes Sociais é ilustrativo, um cargo qualquer coisa que ninguém define se é um serviço téc...

A SIMBOLOGIA DO REBAIXAMENTO DA ESCOLA DE SAMBA QUE HOMENAGEOU LULA

O resultado do desfile da Acadêmicos de Niterói, cujo tema foi “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula”, pode ter sido um alívio para os lulistas diante da forte acusação de crime eleitoral que poderia causar. A escola foi rebaixada e voltou ao grupo de acesso, um ano após ter chegado ao grupo de elite do Carnaval do Rio de Janeiro. A vencedora foi outra escola niteroiense, a Viradouro, o que permitiu a visibilidade da cidade de Niterói, que há 51 anos teve tirado, da ditadura militar, o status de capital do Estado do Rio de Janeiro, condenada a uma vassalagem que só beneficiou o empresariado e acostumou mal a população, mesmo sendo a maos prejudicada neste processo. Niterói hoje se reduziu a um quintal do Rio de Janeiro, um playground de luxo para os vizinhos do outro lado da Baía da Guanabara se divertirem. Só para perceber o absurdo da situação, muitas matérias dos noticiários nacionais produzidos no Rio creditaram Niterói, de forma irresponsável, como “Rio de Janeiro -RJ”, metr...

ATÉ O AMIGO DA ONÇA EXPLICA FARSA DE UM ÍDOLO RELIGIOSO

Muita gente acha que o mal depende sempre da cosmética do raivismo. As piores pessoas costumam ser aquelas que explodem em fúria, irritação e paranoia e falam aos berros. Para muitos hoje em dia, é impossível haver alguém traiçoeiro que fale de forma calma, demonstre simpatia e até se dispõe a apertar a mão de outrem e até pagar um cafezinho. Ninguém entendeu o Amigo da Onça, antigo personagem de cartum que fez muito sucesso entre a década de 1940 e começo da de 1960. Criado pelo desenhista Péricles Maranhão que, apesar do sobrenome, era pernambucano de nascimento, o personagem era um sujeito franzino que usava roupa de gala - o chamado terno smoking - e que, de forma simpática e gentil, metia as outras pessoas em encrencas ou, se elas estavam encrencadas, usava uma desculpa cordial para mantê-las nessa situação. O nome Amigo da Onça foi criação da equipe da revista O Cruzeiro, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand e Péricles foi encomendado a fazer o personagem, inspirado num...

QUANDO O MERCADO INSISTE EM REJEITAR OS PROFISSIONAIS CERTOS

RECRUTADORES ACABAM CAINDO NA PEGADINHA DE COMEDIANTES DE CARREIRA INVENTANDO PROFISSÕES SIMULTÂNEAS EM OUTRAS ÁREAS. Em todo lugar há recrutadores que cometem a besteira de rejeitar os profissionais certos, por diversos motivos, que vão desde a recusa de recebimento de currículos até as conveniências sociais. Acabam tomando decisões que, não obstante, se tornam desastrosas ou, na melhor das hipóteses, inúteis. No ramo da análise de redes sociais, o mercado prefere contratar influenciadores e comediantes que têm visibilidade mas pouco talento e são desprovidos de competência técnica, sendo apenas bons de gravar vídeos com muita fala, muitos gestos e pouco conteúdo. É o que podemos chamar de Comunicação sem mensagem, que interage sem mostrar algo relevante que deixe marca na vida das pessoas. No radialismo rock, temos o caso de, desde os anos 1990, as rádios contratarem animadores de gincanas, festas infantis e ginástica aeróbica, ou o que sobrou das rádios pop, para comandar a programa...

EDUARDO PAES É MUITO MAIS PERIGOSO QUE TARCÍSIO DE FREITAS

EDUARDO PAES (D), AO LADO DE LUCIANO HUCK - "Príncipes" da Faria Lima no Rio de Janeiro. As narrativas que prevalece nas redes sociais são enganosas. A seletividade do pensamento crítico esbarra em certos limites e as abordagens acabam mostrando como “piores” coisas que até são bem ruins e nocivas, mas que estão longe de representar o inferno dantesco a que se atribuem. Comp jornalista, tenho compromisso de fazer textos que desagradam, mas são realistas. Meu Jornalismo busca se aproximar da fidelidade dos fatos, não sou jornalista para escrever contos de fadas. Por isso não faço jornalismo de escritório, que fala coisas como “a cidade A tem mais mulher porque tem praia e coqueiros ou a cidade B é mais barata porque lá os moradores rezam mais”. Não aprendi Jornalismo para me submeter a tais vexames. Por isso, quebro narrativas e crendices que parecem universais, mas expressam a visão de uma elite. O “funk” é considerado a “verdadeira cultura popular”? Eu revelo que não, que o ...

O CARNAVAL BRASILEIRO VIROU UMA "CONTRACULTURA DE RESULTADOS"

DESFILE DO BLOCO TARADO NI VOCÊ, NO CENTRO DE SÃO PAULO. O Brasil virou um país estranho, culturalmente deteriorado e marcado por uma bregalização quase total e um complexo de superioridade de uma elite de privilegiados que domina as narrativas nas redes sociais, a burguesia ilustrada, classe que se acha "mais povo que o povo". Transformado em um grande parque de diversões, o Brasil no entanto tenta vender como "cultura de protesto" eventos que são somente puro entretenimento, daí os risíveis fenômenos do brega-vintage - cujo exemplo maior foi a canção "Evidências" na voz de Chitãozinho & Xororó - e, agora, do das canções infantilizadas como "Lua de Cristal", "Superfantástico" e "Ilariê". Em seguida, vemos o fato da axé-music querer se vender como a "Woodstock brasileira", e as narrativas de transformar o Carnaval de Salvador num fenômeno de engajamento sociopolítico e cultural são bem arrumadinhas. Sim, porque n...

A IRRESPONSABILIDADE DOS MAIS VELHOS EM DEFENDER UMA RELIGIÃO FARSANTE

CONTRADIÇÃO - NO ESPIRITISMO BRASILEIRO, OS ADEPTOS IDOSOS SE DIZEM PROTEGIDOS POR "ENERGIAS ELEVADAS", MAS SUA RAIVA EXPLODE NA MENOR CONTRARIEDADE. O que se observou na sociedade brasileira é que o Espiritismo brasileiro tornou-se uma “religião de velhos”. Apesar do disfarce de “futurista” e, na fachada, apresentasse uma roupagem “nova”, o Espiritismo brasileiro não conseguia esconder que era somente uma forma repaginada do velho Catolicismo punitivista da Idade Média. As energias maléficas por conta de seu obscurantismo fraudulento - é evidente, por exemplo, o caráter fake das ditas “psicografias” - fazia com que a religião “espírita” protegesse os velhos matasse os jovens, contradizendo sua posição de “novo” na religiosidade do nosso país. O maior ídolo dessa crença foi um “médium” de Minas Gerais que era desonesto e ultraconservador. Contra ele há acusações de promover literatura fake e espetáculos de falsa materialização, além da defesa radical e inflexível da ditadura...

“ANALISTA DE REDES SOCIAIS” ÊXITO MORNO NO MERCADO, CREDIBILIDADE BAIXA NA SOCIEDADE

O mercado de trabalho, privado e estatal, este por meio de concursos públicos, nem sempre conseguem os profissionais certos. Na verdade, profissionais certos se tornam raros, pois em muitos casos a falsa meritocracia das provas concurseiras no setor estatal e o jogo de conveniências do setor privado contratam gente que, se não é de todo desastrada, também não faz algo marcante e, em muitos casos, fica na zona de conforto da mediocridade. A função de Analista de Redes Sociais se tornou algo tão estranho que teve que mudar de nome para Analista de Marketing Digital, além de sofrer uma reestruturação funcional. Embora a função seja definida por um trabalho dinâmico que juntasse elementos de Publicidade, Assessoria de Comunicação e assimilava elementos de propaganda digital, como a produção de vídeos para o Instagram, a função se desgastou pelo caráter vago de seu programa. Afinal, era uma função técnica ou um trabalho intermitente? Era uma função para analisar o desempenho da empresa clie...

IDENTITARISMO E A GOURMETIZAÇÃO DA MÚSICA COMERCIAL

A realização do Super Bowl, torneio de futebol americano realizado nos EUA, pouco se destacou, neste ano, pelo evento esportivo em si. Também as atrações dos intervalos, geralmente esquetes publicitárias com vários famosos, estiveram em segundo plano na edição do último domingo. Quem se destacou na ocasião foi um rapper que faz um som com influências latinas, chamado Bad Bunny, que virou o hype da vez, não porque sua música medíocre se tornou o sucesso do momento, mas por conta de um discurso de caráter identitário que havia feito em prol dos latinos que vivem nos EUA, principalmente de Porto Rico, país de origem do intérprete e que vive a situação desgraçada de ser uma colônia da nação estadunidense. Querendo evocar a América não só como o país que comanda o continente americano mas o próprio continente em si, Bad Bunny disse “Somos todos América”. Famosos ligados às causas woke ficaram extasiados e postaram imagens ou o som dos sucessos do ídolo. Por outro lado, o presidente Donald T...