Num país onde se produz biscoitos e sorvetes com sabor de frutas sem as frutas e salgados com sabores de cebolas e batatas sem terem cebolas e batatas, onde temos até mulher fake (vide o fenômeno Pabblo Vittar, que na vida real é um homem) e até espíritos fake (vide as “psicografias”, inclusive as de “médiuns” tidos como “os mais renomados”), o radialismo rock não foge desse Brasil de mentirinha. Desde os anos 1990, quem procura ouvir rock no rádio passou a ter dificuldades. As chamadas “rádios rock” caíram em qualidade ao contratarem radialistas que sobraram do excesso de demanda das rádios pop. São "rádios rock" com jeito de coisa fake , mas não dá para explicar isso para quem não nasceu para ouvir a programação até agora insuperável da Fluminense FM de Niterói. As programações diárias se distanciaram de qualquer estilo, linguagem e mentalidade do que deveria ser uma rádio de rock. "Loucutores" que mais parecem animadores de gincanas ou de ginástica fitness anun...