Na noite de ontem, duas notícias se destacaram, como a aprovação, por pelo menos oito votos (até a edição desta postagem), dos ministros do Supremo Tribunal Federal para a continuidade do inquérito das fake news dos apoiadores de Bolsonaro, e, sob o impacto dessa investigação, surgiu o anúncio de que Abraham Weintraub decidiu sair do Ministério da Educação, ato ainda não oficializado na ocasião desta postagem, mas tendo substituto cotado, o olavista Carlos Naradim.
Nas minhas andanças cotidianas, vejo que as pessoas estão se livrando de obras que haviam sido best sellers neste mercado analgésico que é o da comercialização de livros. Dias atrás, em Niterói, numa dessas caixas de doação de livros nos pontos de ônibus, vi muitos livros da série 50 Tons de Cinza , espécie de erotismo milenial cheio de suspense. No último dia 10, foi a vez de uma sacola deixado pela vizinhança para o recolhimento de descartáveis. Como era domingo, a sacola eu tive que pegar para botar embaixo no prédio, porque é proibido deixar material reciclável na escadaria nesse dia da semana. Por curiosidade, eu vi o conteúdo. Livros juvenis banais, desses que o calor do momento faz badalação intensa, mas o tempo condena ao esquecimento mais fúnebre, e o Floresta Encantada , "clássico" dos "livros para colorir". Tudo literatura analgésica, em que palavras como Conhecimento e Saber são praticamente inexistentes. São muitos vampiros estudantis, muitos cavaleiro...
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