Na noite de ontem, duas notícias se destacaram, como a aprovação, por pelo menos oito votos (até a edição desta postagem), dos ministros do Supremo Tribunal Federal para a continuidade do inquérito das fake news dos apoiadores de Bolsonaro, e, sob o impacto dessa investigação, surgiu o anúncio de que Abraham Weintraub decidiu sair do Ministério da Educação, ato ainda não oficializado na ocasião desta postagem, mas tendo substituto cotado, o olavista Carlos Naradim.
Fico refletindo o quanto há muitos estrangeiros que se demonstram tão ou mais brasileiros do que muito nativo deste Brasil deitado eternamente em berço esplêndido. Mino Carta, por exemplo, é um jornalista honrado, lúcido, experiente e mais apaixonado pelo Brasil do que muito jornalista hidrófobo que quer entregar toda a condução da política e economia de nosso país para paus-mandados de Wall Street, da Casa Branca e do Pentágono, aqui nascidos. Temos Noam Chomsky, que sabe mais do que muitos brasileiros que houve golpe político em 2016, um evento que começa a desaparecer até da memória de muitos esquerdistas iludidos com o identitarismo fácil. Temos alemães que, lá do seu país, nos alertam para o risco de endurecimento fascista do governo Jair Bolsonaro. Temos japoneses e estadunidenses que apreciam a mesma MPB autêntica que é demonizada pela nossa intelectualidade tupiniquim, mais identificada com os "bumbum tantãs", os "tecnobregas" e as "pisadinhas" da ...
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