Os exemplos de indícios de plágios em dissertações do atual ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, e do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, são uma tendência mais comum do que se pensa, dentro de um âmbito dos cursos de pós-graduação, onde o senso crítico é discriminado, mas não os plágios, dentro de um padrão de cosmética "científica", teses meramente descritivas e abordagens supostamente "imparciais" e "objetivas".
Nas minhas andanças cotidianas, vejo que as pessoas estão se livrando de obras que haviam sido best sellers neste mercado analgésico que é o da comercialização de livros. Dias atrás, em Niterói, numa dessas caixas de doação de livros nos pontos de ônibus, vi muitos livros da série 50 Tons de Cinza , espécie de erotismo milenial cheio de suspense. No último dia 10, foi a vez de uma sacola deixado pela vizinhança para o recolhimento de descartáveis. Como era domingo, a sacola eu tive que pegar para botar embaixo no prédio, porque é proibido deixar material reciclável na escadaria nesse dia da semana. Por curiosidade, eu vi o conteúdo. Livros juvenis banais, desses que o calor do momento faz badalação intensa, mas o tempo condena ao esquecimento mais fúnebre, e o Floresta Encantada , "clássico" dos "livros para colorir". Tudo literatura analgésica, em que palavras como Conhecimento e Saber são praticamente inexistentes. São muitos vampiros estudantis, muitos cavaleiro...
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