Os exemplos de indícios de plágios em dissertações do atual ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, e do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, são uma tendência mais comum do que se pensa, dentro de um âmbito dos cursos de pós-graduação, onde o senso crítico é discriminado, mas não os plágios, dentro de um padrão de cosmética "científica", teses meramente descritivas e abordagens supostamente "imparciais" e "objetivas".
Fico refletindo o quanto há muitos estrangeiros que se demonstram tão ou mais brasileiros do que muito nativo deste Brasil deitado eternamente em berço esplêndido. Mino Carta, por exemplo, é um jornalista honrado, lúcido, experiente e mais apaixonado pelo Brasil do que muito jornalista hidrófobo que quer entregar toda a condução da política e economia de nosso país para paus-mandados de Wall Street, da Casa Branca e do Pentágono, aqui nascidos. Temos Noam Chomsky, que sabe mais do que muitos brasileiros que houve golpe político em 2016, um evento que começa a desaparecer até da memória de muitos esquerdistas iludidos com o identitarismo fácil. Temos alemães que, lá do seu país, nos alertam para o risco de endurecimento fascista do governo Jair Bolsonaro. Temos japoneses e estadunidenses que apreciam a mesma MPB autêntica que é demonizada pela nossa intelectualidade tupiniquim, mais identificada com os "bumbum tantãs", os "tecnobregas" e as "pisadinhas" da ...
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