LULA QUER SER DURO CONTRA QUEM IMPÕE O TARIFAÇO, MAS É MOLE COM O MERCADO INTERNO QUE AUMENTA PREÇOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS.
Já avisamos que Lula só age se for pressionado. Se ninguém se mobilizar e ficar contente em ver o petista na presidência, tudo o que ele vai fazer é somente um governo neoliberal com matizes assistencialistas. Lula parece ser movido mais por uma agenda pessoal do que por um senso estratégico de verificar os problemas da nação.
O presidente brasileiro vive na zona de conforto dos programas de grife, como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Dá baixos salários e evita brigar pesado contra os aumentos de preços. Mas se limita a dar auxílios financeiros e facilitar o pagamento de dívidas ou prestações, fazendo os pobres aguentarem sua pobreza, mantida em níveis suportáveis.
Lula apenas surfa em agendas que promovem sua consagração pessoal. Ele não só representa a “democracia de um homem só” como representa a “democracia do eu sozinho”. Uma "democracia" em que um único homem decide por todos e ao povo só resta brincar, dançar, consumir e “bebemorar”. Para a turma que vê o Brasil como um gigantesco Instagram, isso é ótimo.
No episódio recente do novo tarifaço de Donald Trump, Lula encena a bravura que deixa de ter nas pautas trabalhistas brasileiras, enquanto os lulistas tratam um assunto de economia externa como se fosse de economia interna. O presidente brasileiro quer participar da reunião do G7 para “botar ordem na casa”, crente agora que o Brasil é “quase desenvolvido” por conta de aparentes façanhas como o “IDH muito alto” e a “décima economia do mundo”.
Internamente, porém, Lula não investe em moradias gratuitas para os sem teto, nem em políticas consistentes de geração de empregos. Só agiu pelas causas trabalhistas depois que viu sua popularidade ser ameaçada. Lula só se preocupa com sua agenda, ele não é uma pessoa com visão completa e ampla do Brasil. Já teve uma visão abrangente, mas hoje, perdido no seu culto à personalidade, nada mais faz se não receber a pressão da sociedade.
Lula quer falar grosso contra quem impõe o tarifaço, mas fala fininho para quem impõe alíquotas elevadas, mantém os juros altos da dívida pública e aumentam os preços dos combustíveis e, por conseguinte, de produtos e serviços. É duro com os EUA que impõem o tarifaço, mas é mole com o mercado interno que mantém preços caros. Que presidente é esse, que já foi comparado a um leão, mas que atua como um ratinho medroso em muitas situações?
É como se Lula fosse um boneco que precisa dar corda para poder andar. Os próprios amigos mais chegados do petista sabem disso, daí que não raro os petistas mais antigos pedirem para o povo ir às ruas reivindicar pautas trabalhistas para o governo. Mesmo assim, Lula, no caso dos professores e servidores do ensino público, não deu a atenção merecida.
Isto quer dizer que, se depender unicamente de Lula, ele muito pouco fará pelos brasileiros. Somente concessão de auxílios financeiros e facilitação de créditos. Tudo para o povo pobre continuar na mesma, apenas em situação "menos ruim". Daí que não dá para reeleger um homem desses, perdido apenas na sua busca pela consagração pessoal, um sentimento ególatra que o faz esquecer do próprio Brasil.
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