No Bom Dia Brasil da Rede Globo, edição de 11 de agosto de 2026, a jornalista e comentarista de Economia, Miriam Leitão, fez um comentário que causou repercussão negativa nas redes sociais. Ela tentou desmentir a carestia dos preços dos alimentos, sob o pretexto da aparente queda da inflação, alegando que se tratava apenas de uma “sensação do consumidor”. Disse a jornalista:
“A sensação que as pessoas têm conversando com as pessoas na rua é que, poxa, que notícia é essa? Que a inflação desacelera, mas eu vou com R$ 100 no supermercado, não consigo comprar quase nada, os preços estão super altos.
(...)
Olha, essa é uma coisa importante na economia, é que os números nem sempre coincidem com a sensação. Às vezes, você tem a sensação de preço alto, sensação de carestia, mesmo quando os índices estão mostrando queda.
(...)
Se você foi ao supermercado recentemente, viu que batata caiu, tomate caiu, café caiu. Mas, em geral, está difícil de fazer todas as compras”.
A declaração de Miriam Leitão não faz sentido, apesar dela ter falado de que alguns produtos teriam baixado de preço e que alguns produtos são mais caros num estabelecimento do que em outros. Isso porque a carestia é uma realidade num governo como o Lula, que não quis combater os juros da dívida pública.
Em primeiro lugar, há dúvidas se a inflação está em baixa no Brasil. O relatorismo do IBGE, na gestão de Mário Pochmann, se torna pouco confiável ao apelar para o sensacionalismo estatístico, vide a precipitada divulgação dos “recordes históricos” da série “Efeito Lula”, tão fantásticos, fáceis e imediatos para serem realidade.
Em segundo lugar, os juros altos da dívida pública pressionam os impostos, assim como os combustíveis caros. Esses dois fatores fazem os preços subirem, o que “sangra” no bolso do povo brasileiro, obrigado a abrir mão de itens essenciais, se conformando em adquirir só o mínimo para a sobrevivência.
Fatores eventuais fazem com que alguns preços caiam, mas no contexto do Brasil de hoje, infelizmente a tendência predominante é de carestia. Daí que o comentário de Miriam Leitão foi alvo de gozações diversas. A vida real está longe do que a TV e o cenário político atual de Lula 3.0 mostram.
O cotidiano vivido na prática escapa até mesmo de narrativas compartilhadas por centenas ou milhares de pessoas e a carestia se dá quando as pessoas não têm dinheiro suficiente para comprar o que precisam. A “sensação” de carestia, portanto, é real e concreta. Miriam Leitão errou.

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