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LULA NÃO CONVENCE COM SEU JOGO DE CENA



A atitude tardia de Lula de tentar fazer algo para salvar sua popularidade, investindo em propostas e bravatas para reverter sua decadência, não dá para convencer. Tudo soa jogo de cena, sobretudo pela supervalorização do papel de orador do presidente brasileiro, que com sua saúde arriscada, torna-se até perigosa, juntamente com sua agenda sobrecarregada.

Lula, vendo agora seu isolamento político, só vai ahravar as coisas com seu teatro bonapartista. O discurso “contra os super-ricos” soa fajuto, pois o presidente Lula não tem a bravura de um Leonel Brizola. Toda a “bravura” do “leão de Garanhuns” morre no aparato das palavras vibrantes, mas intensas como fogo de palha.

O presidente mostrou que não mantém a palavra. Não dá explicações sobre atos equivocados, quando decide não quer ouvir conselhos, não tem autocrítica e só percebe os erros depois dos estragos feitos. Portanto, Lula não é digno de confiança e “sinceridade” é apenas uma palavra no seu jingle de campanha.

Vemos o quanto é o pelego quando, depois de contatos com os patrões, retorna para o convívio dos colegas trabalhadores. Depois de dizer aos companheiros de causa que obteve benefícios abaixo do que foi esperado, ele tenta reconquistar a confiança destes.

Lula, no retorno de seus festejos aos beijos e abraços com a aristocracia nacional e internacional, viu que o povo não liga mais para ele e, por isso, passou a mudar levemente sua tática, sem ser no entanto um gestor exemplar.

Tudo ainda transita no âmbito do marketing, da oratória, das frases de efeito, da propaganda, dos relatórios, das cerimônias, dos gráficos, números e palavras, das plotagens com pobres de novela sorrindo. Pode ser Lula em um evento de gala em Paris ou num subúrbio de Salvador, rudo soa marqueteiro demais.

Enquanto isso, o povo da vida real, indiferente à atual demagogia de Lula, segue sua vida sofrida sem ter um Horizonte definido. E hoje os pobres da vida real são objetos de desejo da direita que usa as seitas neopentecostais como iscas para atrair o povo para si. O Brasil está complicado.

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