QUERER QUE O BRASIL SEJA DESENVOLVIDO AGORA É COMO OFERECER CARNE DE SEGUNDA CRUA E DIZER QUE É UMA PICANHA BEM PASSADA.
O Brasil não tem condições de ser um país desenvolvido. Ainda vivemos sob a hegemonia de uma ordem social que tomou o poder em 1964 e se consolidou durante o “milagre brasileiro”. Querer desenvolver o Brasil seria romper de forma brusca com muitos valores vigentes na sociedade, o que irritaria muita gente.
Em uma entrevista recente a dois canais, Não Inviabilize e As Cunhãs, Lula fez promessas de que o Brasil atingiria, nim possível quarto mandato, "alto nível de desenvolvimento:
"Isso me leva a pensar o que fazer num quarto mandato. Eu sou candidato a presidente da República porque acho que temos que dar um salto de qualidade no Brasil. Quero levar o Brasil ao padrão dos países altamente desenvolvidos. E começa pela educação. Não há exemplo no mundo de qualquer país que tenha se desenvolvido sem antes investir na educação. Investir muito na engenharia, em matemática, inteligência artificial".
Lula iniciou sua campanha pela reeleição desejando demais. E, neste caso, promete fazer no quarto o que recusou a fazer no terceiro pois, em nome do "déficit zero" fez vários cortes financeiros que atingiram principalmente a Educação publica. Lula também desperdiçou tempo na política externa gastando o dinheiro que poderia servir para melhorar as escolas públicas e aperfeiçoar os programas de ensino, além de remunerar melhor os professores.
O excesso de promessas no seu novo programa de governo mais assusta do que anima. Os antipetistas até ironizam, dizendo que, a cada campanha presidencial, Lula pede votos prometendo melhorias para o Brasil e, depois de eleito, não se dispõe a fazer.
O pesquisismo constante preocupa e sufoca o direito de escolha do eleitorado. Na prática, assim como em 2022, Lula impõe, na prática, uma candidatura única, forçando os rivais da disputa presidencial a desempenhar um papel decorativo nesta etapa da “democracia de um homem só” manifesta pelo petista.
Dissimulado, Lula mascara a mediocridade de seu terceiro mandato com a publicidade espetacular de sua política externa, enquanto, no Brasil, promove trabalho precarizado, salários baixos, preços caros, impostos altos e juros exorbitantes, além de cortes de investimentos para Educação e Saúde públicas e duplicação do já catastrófico número de pessoas em situação de rua.
Lula ainda fica com um déficit financeiro de R$ 105,5 bilhões que o impede de realizar investimentos públicos, principalmente para Educação e Saúde, uma grana desperdiçada nas viagens ao exterior e na compra de votos para as propostas do governo rebatizadas pelo nome “técnico” de ”verbas para emendas parlamentares”. Enquanto isso, Lula se reuniu com a elite empresarial da Faria Lima para acertar apoio para sua campanha presidencial deste ano.
Preocupa a obsessão de Lula pelo quarto mandato, depois do constrangedor terceiro, que está no fim. Viagens desnecessárias, que causaram rombo no dinheiro público, e discursos cheios de gafes não impediram essa ambição sem freio que faz o presidente entrar em clima de “já ganhou”.
É coisa de se preocupar. Lula já hipnotiza, desde o começo do terceiro mandato, com supostas pesquisas de opinião que impõem sua vitória, com narrativas do tipo “Lula abre tantos pontos”, “Lula ganha todos os cenários” etc. Já se fala até em vitória do primeiro turno, não se sabe com que votos, já que o povo pobre se desiludiu com o presidente e quem se empolga com ele é a elite do bom atraso.
Lula fala em promover, no seu sonhado quarto mandato, o Brasil como “país desenvolvido”, mesmo com o nosso país social e culturalmente devastado. Os sorrisos cínicos do presidente causam apreensão, pois Lula está no clima de querer tudo de tudo, algo perigoso para um octogenário com histórico de tabagismo intenso e consumo regular de álcool no passado.
Não se pode desejar demais as coisas. Lula de comporta como um menino mimado d História. Não existe, todavia, a ideia de que a História tem ue atender os favores de uma personalidade. É muito preocupante isso, ver que Lula já se acha com a campanha presidencial ganha, só dependendo da formalidade da votação popular para “confirmar” essa “vitória”.
O protagonismo das esquerdas já foi artificial, negociado com setores da direita moderada que fizeram aliviar a agenda programática de Lula 3.0. Mas Lula quer arrombar as portas das circunstâncias, com sua “democracia de um homem só”, e desenvolve ambições maiores do que as que a realidade permite assumir.
E aí veremos que o Brasil será como carne de segunda que, disfarçada de picanha, será servida crua, mas dizendo que está "bem passada". Nosso país não tem condições de ser um país desenvolvido, status que não se obtém apenas por melhorias na Economia nem em relativos avanços de cunho sociopolítico e institucional. Querer impor esse status brasileiro ao mundo é ter pressa e, como diz o ditado popular, “apressado come cru”.

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