Pular para o conteúdo principal

O APOIO PODEROSO QUE DERRUBA A REPUTAÇÃO DE UM “SÍMBOLO DE HUMILDADE”

OS PODEROSOS FAZENDEIROS DE GADO DO TRIÂNGULO MINEIRO ESTARIAM POR TRÁS DO MITO DE HUMILDADE DE UM FESTEJADO ÍDOLO RELIGIOSO.

Desde 1974 temos narrativas oficiais que durante anos foram e ainda são tratadas como verdades absolutas, criando uma rede de apoios e de argumentação que chegam a desestimular a investigação jornalística, o inquérito jurídico e o questionamento intelectual, criando reputações artificiais que no entanto beiram à unanimidade pelas manobras discursivas e circunstanciais que são feitas.

Antes do farsante João de Deus, que foi desmascarado mas não sem antes de enganar até Oprah Winfrey e Madonna, tivemos outro charlatão, que desfigurou uma religião de modo irresponsável e que enganou tanta gente que sua rede de apoio alcançou até setores sociais que representam o oposto do universo conservador desse ídolo da fé obscurantista.

E isso mostra o quanto criar uma estória que seja envolvente e atraia adeptos, chegando a atingir até ateus, esquerdistas e fãs de heavy metal e rock progressivo, pode ser perigoso. Criar uma mentira para comover multidões, estabelecer um lobby que inclui os chefões da grande mídia, o empresariado da Faria Lima e os mais poderosos fazendeiros do Triângulo Mineiro, que cuidam das espécies de gado bovino mais caras do mundo, foi uma manobra sem igual que se torna difícil de ser mascarada.

O mito do “médium da peruca”, que enganou multidões em todo o Brasil, com seus 400 e tantos livros de pura mistificação lançados a partir de 1932, contou ainda com o AI-5 para liberar o caminho da falsa santidade, provocando a masturbação pelos olhos de seus devotos. Masturbar com os olhos é uma metáfora na qual o ato de se comover se torna um divertimento e um êxtase religioso comparável ao famoso ato libidinoso.

De um exótico dublê de paranormal, atração que animava as pautas do sensacionalismo noticioso e do jornalismo de fofocas, o “médium da peruca”, impune diante da acusação de crimes como o caso Humberto de Campos em 1944, o caso Amauri Pena em 1958 e o caso Otília Diogo em 1964 (do qual o “médium” é suspeito de tramar toda a farsa de materializações forjadas com técnicas circenses de ilusionismo), mesmo assim virou “espírito de luz” de graça, com frases de meros jogos de palavras (tipo “o silêncio é a voz de Deus”) que só os incautos acham “belas”.

Nem a defesa da ditadura militar, feita de forma ostensiva, radical e inflexível num programa de grande audiência da Rede Tupi em 1971, impediu as esquerdas médias de o acolherem. Do mesmo modo, a aversão dele ao rock, definido por ele como “música de espíritos trevosos”, não impediu que mesmo os headbangers manifestassem apreço a ele. E, sobre os ateus, a admiração foi nos níveis de ovelhas endeusando um coiote, mesmo apoiadas numa frase aparentemente dócil: “Você não acredita em Deus, mas Deus acredita em você”.

Haja Síndrome de Estocolmo para cultuar esse religioso de ideias medievais - baseadas na Teologia do Sofrimento - , que durante anos desarmou quem se esforçasse em pôr em xeque o seu mito, sustentado por três desculpas esfarrapadas que alegaram um altruísmo que nunca existiu, mas que recebeu tratamento de “verdade absoluta”.

Uma desculpa alega que o “médium” teria doado a grana da venda de livros para os pobres. Mentira. A grana foi para os dirigentes da federação que o tutelava, a FEB. Outra desculpa é a doação de mantimentos, um ato inspirado no crime eleitoral das cestas básicas que fazia os pobres se humilharem em longas e demoradas filas para receber donativos que só duravam dois dias.

A terceira desculpa eram as “cartas dos mortos” que deu ao charlatão o título de “carteiro” ou “lápis de Deus”, que foram fraudes feitas com base em leitura fria (análise psicológica de gestos dos depoentes, no caso os parentes e amigos dos mortos) e de pesquisas de fontes da imprensa ou do acervo deixado por um falecido.

Além de mais dividir do que unir familiares devido à credulidade de muitos deles, as “cartas consoladoras” serviram como cortina de fumaça para a crise da ditadura militar, quando vieram denúncias da violência do DOI-CODI. 

A ideia é anestesiar a população sob a desculpa subliminar que, se os familiares mortos de repente “estão bem”, os torturados da ditadura estão “melhor ainda”. Ou seja, as “cartas mediúnicas” acabaram servindo como uma defesa desesperada da ditadura no momento de seus desgaste. Lembremos que o “médium” nunca defendeu a redemocratização do país, só aceitando o fato alegando “vontade de Deus”.

E, como se não bastasse, a “caridade” do “médium” é desmentida pela omissão de socorro. Sim, isso mesmo. Como as ideias do “médium”, como tive a paciência de pesquisar, sempre se fundamentaram na defesa do sofrimento, pedindo para os oprimidos suportarem as desgraças calados, sem reclamar nem sequer gemer de dor, isso significa uma violenta recusa de ajuda. 

Em contrapartida, o “médium” defendia a positividade tóxica, dizendo para os oprimidos fazerem de conta que está tudo bem, como se fingir que a dor não existe fosse em si curar alguém desse flagelo. O "médium da peruca" foi o que mais representou a positividade tóxica, apelando para os oprimidos serem felizes à força, cinicamente convidando-os a olhar os seres da natureza.

E quem acha que o "médium" era o "símbolo da pobreza e da humildade mais pura", pode tirar o burrico do temporal, pois dois aspectos chamam a atenção e trazem indícios fortes de que tal "pobreza" não foi mais do que um grande blefe.

Primeiro, ele foi inspetor sanitário a serviço de grandes proprietários de terras, criadores de gado do Triângulo Mineiro. Segundo, há relatos de que o "médium" havia doado sítios e casarões para instituições "espíritas". Parando um pouco para pensar, e investigando as peças soltas do quebra-cabeça, juntando-as se chega a prováveis conclusões:

1) O "médium da peruca" era um grande protegido dos poderosos fazendeiros do Triângulo Mineiro, o que diz muito à blindagem de luxo que o dito "guru do Espiritismo" recebe, de fazer inveja a muito cacique do PSDB "das antigas";

2) Por esse apoio, o "médium da peruca" teria recebido títulos de propriedades e, portanto, ele pode ter sido não um pobre ou alguém que renunciou ao dinheiro, mas um serviçal de grandes fazendeiros que depois se tornou proprietário de terras, a exemplo do que foi João de Deus. Sim, o "carteiro de Deus" pode ter sido um latifundiário, por trás de sua fachada de frágil humildade.

O "médium" não teria doado terrenos do nada. E sua "renúncia ao dinheiro" seguia as mesmas caraterísticas da Rainha Elizabeth, a finada matriarca da família real britânica. Ou seja, não havia renúncia, apenas o "médium" e a monarca não gostavam de tocar em moedas sujas, sejam de níquel ou papel. 

O "médium" sempre viveu do mais absoluto conforto, até mais do que um suposto humilde poderia ter. No fim da vida, foi internado num hospital particular de Uberaba. A humildade também é contestada com uma foto que circula na Internet, com o "médium" com ar presunçoso, recebendo deprimentes senhoras pobres que beijavam a mão do obscurantista mineiro.

Por sorte, o mito do " sobrevive e persiste por duas razões. Primeiro, por uma narrativa unilateral desenvolvida no período ditatorial, já que não era possível haver uma imprensa que se opusesse à essa abordagem oficial, devido à censura. Segundo, porque o "médium" é blindado por uma das mais ricas e poderosas elites do Brasil, os grandes latifundiários do Triângulo Mineiro. 

Isso sepulta de vez a imagem de humildade que ludibriou milhares de pessoas e desperdiçou litros de lágrimas de comoção. Agora as lágrimas que devem ser derramadas serão as de vergonha e remorso. Quem mandou acreditar nessa grande mentira mistificadora?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LITERATURA DESCARTÁVEL

Nas minhas andanças cotidianas, vejo que as pessoas estão se livrando de obras que haviam sido best sellers  neste mercado analgésico que é o da comercialização de livros. Dias atrás, em Niterói, numa dessas caixas de doação de livros nos pontos de ônibus, vi muitos livros da série 50 Tons de Cinza , espécie de erotismo milenial cheio de suspense. No último dia 10, foi a vez de uma sacola deixado pela vizinhança para o recolhimento de descartáveis. Como era domingo, a sacola eu tive que pegar para botar embaixo no prédio, porque é proibido deixar material reciclável na escadaria nesse dia da semana. Por curiosidade, eu vi o conteúdo. Livros juvenis banais, desses que o calor do momento faz badalação intensa, mas o tempo condena ao esquecimento mais fúnebre, e o Floresta Encantada , "clássico" dos "livros para colorir". Tudo literatura analgésica, em que palavras como Conhecimento e Saber são praticamente inexistentes. São muitos vampiros estudantis, muitos cavaleiro...

“DO YOU WANNA DANCE?” E O VIRALATISMO BRASILEIRO

"DO YOU WANNA DANCE?" VERSÃO COM RAMONES - Nada a ver com "A meia-luz ao som de Johnny Rivers". Este ano fazem 50 anos do primeiro disco dos Ramones e vi no Instagram um vídeo de um filme de comédia estudantil, em que a banda novaiorquina, em sua saudosa formação original, interpretava a música “Do You Wanna Dance?”, que no Brasil tem uma trajetória surreal. Aqui a canção é uma balada - música lenta, gente, não o jargão da Faria Lima para definir festas noturnas - cantada por um crooner juvenil lançado nos anos 1960, Johnny Rivers, marcado por gravar covers . A versão de Johnny Rivers para “Do You Wanna Dance?” fez sucesso estrondoso no Brasil a ponto de muitos pensarem que foi criação original do cantor. Mas não é. E nem foi a versão mais destacada lá fora, onde Rivers era mais conhecido por outro cover, “Secret Agent Man”, de 1963. A superestimada versão, na verdade, é composição original do cantor Bobby Freeman, que interpretou a canção em 1958 e tinha como títu...

A DECADÊNCIA DAS SUBCELEBRIDADES

VIRGÍNIA FONSECA E DEOLANE BEZERRA. Sob a desculpa de colocar pessoas comuns para fazer sucesso através da fama, o mercado do entretenimento, controlado por poderosos homens de negócios, está provocando uma deterioração sem limites da cultura brasileira. Essa deterioração é tão grande que, quando surge a mediocridade musical mais arrumadinha, como os atuais ídolos Péricles, João Gomes e Jota.Pê, eles são considerados "sofisticados" dentro de um contexto em que a medonha "Evidências", de Chitãozinho & Xororó, é tida como "clássico", e grupos de forró-brega mais antigos, como Mastruz Com Leite, Magníficoss, Limão Com Mel e outros, são considerados "música nordestina de raiz". No âmbito dos famosos, a gente vê a multiplicação de subcelebridades despejadas todo ano pelos reality shows , que funcionam como uma sub-Hollywood do culturalismo viralata. E haja gente que fica famosa sem ter o que dizer, que transforma em notícia até festa de aniversári...

OFICINA DE IDEIAS OU DE MOVIMENTOS BRAÇAIS?

A má repercussão da função de Analista de Redes Sociais e similares, um trabalho que poderia ser técnico e no entanto se torna mais um trabalho impertinente, com o empregado fazendo umas duas campanhas para o cliente da tal empresa de Comunicação, ou então indo para algum lugar para gravar propagandas para o Instagram. Vemos o quanto essas empresas, que se comportam como se fossem consultorias de fundo de quintal, "oficinas de ideias" que mudam de nome a cada seis ou oito meses, dependem de influenciadores ou comediantes para projetar suas imagens, e fica fácil apelar para eles para obter visibilidade e prestígio. O trabalho acaba ficando longe de qualquer propósito técnico. Em tese, um analista de redes sociais deveria ter atribuições de Publicidade e Propaganda, algum apuro que pudesse administrar a imagem do cliente, estudando seu desempenho nas redes sociais e suas maneiras para conquistar o público específico. Em vez disso, o que se tem? Uma ligeira análise do desempenho...

'MICHAEL' E A SUPERVALORIZAÇÃO BRASILEIRA DO "REI DO POP"

A repercussão do filme Michael , de Antoine Fuqua, dedicado à vida do falecido ídolo pop Michael Jackson, é alvo de muita controvérsia. A produção é protagonizada por Jaafar Jackson, sobrinho de Michael e filho do também cantor Jermaine Jackson, um dos três remanescentes do Jackson Five (Tito Jackson faleceu em 2025 e só resta, além de Jermaine, Jackie e Marlon) e de sua banda derivada, os Jacksons. O filme tornou-se um sucesso de bilheteria, sobretudo no Brasil, onde o "Rei do Pop" é superestimado, mas a crítica chamou a atenção de que a narrativa do longa, autorizada pelos familiares de Michael, explora demais o mito do cantor e não traz uma abordagem realista dele. Em que pese o fato de parte das críticas feitas ao filme serem bastante negativas, Michael reforçou, para o público brasileiro, é notório o mito que o finado cantor tem no nosso país, mais do que nos Estados Unidos, onde o ídolo, falecido em 2009 quando iria retomar a carreira, passou os últimos anos como uma su...

LULA PAGA CARO PELO PRAGMATISMO

No seu medíocre terceiro mandato, Lula só foi fazer as coisas na última hora, pressionado pela queda de popularidade. Nos dois primeiros anos deste mandato, Lula preferiu viajar pelo mundo e fazer discursos, enquanto a ficção dos relatorismos falava em "recordes históricos", supostas realizações que, de tão fantásticas, fáceis e imediatas demais, parecendo ter surgido da noite para o dia, causavam desconfiança nas classes populares, que não viam essas realizações se concretizarem no seu cotidiano. Ontem Lula fez um discurso para o Dia do Trabalhador. As comunicações do seu governo se limitam ao âmbito da publicidade, não sensibilizando o povo que está revoltado com dívidas e com alimentos caros, enquanto o salário mínimo só aumenta em índices bastante precários, que não acompanham o crescimento dos preços. Lula tenta agradar, defendendo o fim da escala 6x1 no trabalho e retomou o Desenrola, programa de renegociação de dívidas dos brasileiros, permitindo a liberação de até 20%...

O VIRALATISMO CULTURAL DA BREGALIZAÇÃO

A GOURMETIZAÇÃO DO BREGA INTERESSA MAIS À BURGUESIA DO QUE AO POVO. Ultimamente, a música brega-popularesca tenta se gourmetizar. Depois da chorosa, patética mas bem sucedida campanha do “combate ao preconceito”, espécie de IPES-IBAD com chapéu de frutas na cabeça, ter ampliado reservas de mercado para os ditos “sucessos do povão”, agora a ideia dos empresários do entretenimento é dar uma reputação mais nobre. O mercado brega-popularesco ficou dominante e fechado. Sufocou a renovação da MPB e do Rock Brasil de tal forma que dois eventos recentes tiveram baixa repercussão.  Um é o triste falecimento do grande guitarrista Luiz Carlini, ícone do rock setentista brasileiro e que tocou na banda Tutti-Frutti que acompanhava Rita Lee. É dele o solo final da música “Ovelha Negra”, que fez grande sucesso. Pouca gente sentiu a perda do renomado músico, apenas o meio roqueiro sentiu e chorou. Outro evento é o lançamento do novo disco da dupla Antônio Carlos e Jocafi, músicos conhecidos pelo s...

LULA PASSOU PANO NA ESCALA 6X1 ANTES DE DEFENDER SEU FIM

O jornal britânico Financial Times, em exagerado tom de euforia, disse em matéria recente que o fim da escala 6x1 no trabalho “colocaria o Brasil como próximo dos países desenvolvidos” e “reaproxima o presidente Lula das classes trabalhadoras”. O otimismo antecipou outra euforia, a do encontro de Lula com o presidente dos EUA Donald Trump, para tratar de assuntos como a exploração de terras raras e minerais críticos. Para quem não sabe, terras raras são metais que integram um grupo relativamente abundante de 17 elementos químicos essenciais para a tecnologia moderna, sendo 15 lantanídeos, escândio e ítrio , usados para ímãs de alta potência em carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones e equipamentos de defesa. Já os minerais críticos são aqueles essenciais para o desenvolvimento econômico e para a tecnologia e defesa de um país. Lula tornou-se o “herói” num contexto da espetacularização da política internacional, enquanto, dentro do Brasil, tornou-se um governante medíocre que nã...

ROCK NO BRASIL VIROU REFÉM DA FARIA LIMA?

Não bastasse termos uma “rádio rock” controlada pelo mais poderoso empresário da Faria Lima, um banco de investimentos foi promover um evento com o Rock Brasil dos anos 1980. Nada menos rock’n'roll, diga-se de passagem, mas até o negacionista factual está feliz com essa verdadeira domesticação da cultura rock de nosso país. Não precisamos exigir que os roqueiros sejam transgressores o tempo todo, mas é preciso manter um mínimo de princípios. Num contexto em que, lá fora, membros dos Beatles e dos Rolling Stones lançam novos trabalhos, a cultura rock merece um mínimo de respeito, mais até do que dinheiro para viabilizar carreiras. Aqui a cultura rock ficou refém da Faria Lima. A gente escreve isso com a paciência de explicar e descrever problemas e o pessoal das redes sociais não gosta. É sempre aquele papo de “viabilidade econômica”, de “sustentar carreiras”, de “trazer bandas estrangeiras para tocar no Brasil “. Por isso tem tanto roqueiro de butique pagando pau para a Faria Lima....

A TRISTE TEIMOSIA DOS MENTIROSOS DA POLARIZAÇÃO

Que se mente muito nas redes sociais, isso é verdade. Lembra até o refrão da banda paulista de rock alternativo dos anos 1980, Voluntários da Pátria, “Verdades e Mentiras”, que diz: “O homem mente, é verdade”. Mas em dados momentos, a coisa chega a níveis insustentáveis, como nos devotos de fake news que são os bolsonaristas e os deslumbrados do reino do faz-de-conta do lulismo. A polarização transforma as redes sociais em terra de ninguém. De um lado, o moralismo hipócrita e o falso humanismo dos bolsonaristas. De outro, o esquerdismo frouxo e conciliador com a direita moderada do lulismo. Ambos vendendo a “sua verdade” dentro dos mesmos clichês de sempre. Os bolsonaristas vêm com a “luta contra a corrupção”. Os lulistas, com o assistencialismo identitário. Ambos os lados se achando triunfantes e vitoriosos, com suas argumentações desesperadas e cheias de convicções, prometendo fidelidade à realidade dos fatos mas nunca cumprindo essa promessa. Bolsonaristas se achando “conscientiza...