O mercado de trabalho, privado e estatal, este por meio de concursos públicos, nem sempre conseguem os profissionais certos. Na verdade, profissionais certos se tornam raros, pois em muitos casos a falsa meritocracia das provas concurseiras no setor estatal e o jogo de conveniências do setor privado contratam gente que, se não é de todo desastrada, também não faz algo marcante e, em muitos casos, fica na zona de conforto da mediocridade.
A função de Analista de Redes Sociais se tornou algo tão estranho que teve que mudar de nome para Analista de Marketing Digital, além de sofrer uma reestruturação funcional. Embora a função seja definida por um trabalho dinâmico que juntasse elementos de Publicidade, Assessoria de Comunicação e assimilava elementos de propaganda digital, como a produção de vídeos para o Instagram, a função se desgastou pelo caráter vago de seu programa.
Afinal, era uma função técnica ou um trabalho intermitente? Era uma função para analisar o desempenho da empresa cliente nas redes sociais ou para gravar vídeo de propaganda dessa empresa? E quando se contratam os influenciadores digitais ou os comediantes de estandape, se leva em conta o talento ou a visibilidade?
As empresas se queimam com isso e a função de Analista de Redes Sociais acaba tendo um desempenho morno no mercado. Um trabalho qualquer nota, corretamente feito, mas que está longe de fazer alguma diferença. O prestígio do influenciador e do comediante apenas serve de enfeite, é bom para o marketing da empresa mas é ruim para o crescimento profissional dela, que fica na zona de conforto da fama e do status quo.
Daí ser preciso que este e outros setores do mercado de trabalho possam enxergar o profissional correto. Fala-se muito para os candidatos evitarem mandar currículos mas ninguém fala para os recrutadores terem paciência para ler currículos. Pois o bom profissional não está no comediante que conta boas piadas no coffee break, mas no pobre coitado que manda currículo à moda antiga, procurando mostrar um pouco de seu talento e vocação.
Do jeito que está, as empresas só vão adquirir vitrines que podem temporariamente trazer algum sucesso a essas companhias, mas depois tudo cairá no esquecimento. Até as piadas do momento do cafezinho.

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