Lula tenta justificar a ausência dos debates presidenciais alegando que o modelo adotado pelas emissoras de TV é “desigual” e acolhe candidatos de partidos sem representatividade no Congresso Nacional. Foi revelado que, na campanha de 2022, Lula tinha medo do Padre Kelmon, que, na paranoia anti-bolsonarista do petista, era visto como “linha auxiliar de Jair Bolsonaro”.
Lula criou uma neurose que via em todo opositor um extremo-direitista. Em 2022, houve uma campanha de linchamento moral contra um forte concorrente, Ciro Gomes, comandada pelos petistas que, usando a Projeção Psicológica, fenômeno conhecido no pensamento freudiano, se diziam “agredidos” pelo político cearense.
Agora, Lula sente medo de Renan Santos, um dos nomes “menores” da campanha presidencial. O “gigante” Lula tem medo de enfrentar os “nanicos” da política. Os adeptos de Lula admitem que ele não é um bom debatedor, e os erros que ele cometeu serão duramente explorados. E Lula cometeu uma grande quantidade de erros graves, vários impróprios para um político de sua envergadura, como o sinal do dedo do meio e a atribuição preconceituosa de que pobre usa varanda para peidar.
O grande problema de Lula é sua ambição desmedida, combinada com um comportamento impulsivo e com uma agenda temática limitada às suas impressões pessoais. Isso faz com que o petista, quanto o assunto é trabalho, por exemplo, pense no fim da escala 6x1 mas se esquece do trabalho 100% comissionado, que converte a remuneração em uma loteria, com ganhos altos mas incertos.
Daí que o presidente, que ainda comete a insensatez de dar baixos salários para as classes trabalhadoras, tornou-se decepcionante no seu terceiro mandato. Só a bolha lulista se empolgou com este mandato e está esperançosa com a reeleição. E essa bolha não é composta pelas classes populares, mas pela elite do bom atraso, comandada pela burguesia ilustrada.
Lula tenta, em sua campanha, atrair as classes populares, as mulheres e os jovens. Até aí, tudo bem, é natureza de toda campanha. Mas o problema é que Lula está em desvantagem nestes segmentos sociais, o que pode lhe prejudicar na sua busca à reeleição.
Lula demonstrou que foi mais um marqueteiro do que um gestor. Ele junta temas grandiloquentes como o tarifaço, os minerais críticos, as terras raras e a Margem Equatorial. Geralmente pautas internacionais, enquanto as pautas brasileiras estão em segundo plano. Lula fala em fortalecer a industrialização brasileira instalando empresas chinesas que exploram trabalho forçado, mas deixa de atender a políticas de geração e preservação dos empregos e ainda faz uma política salarial debilitada.
Como um presidente nessas condições pode agir como se sua reeleição já estivesse garantida? Um mandato medíocre, aliás, ruim em muitos aspectos, não pode se achar o dono da democracia. Aqui vale fazer uma irônica sugestão. Já que o Brasil 247 alega que Lula estaria perto de ganhar no primeiro turno, por que não falam em Lula ser reeleito antes das eleições? O marketing do lulismo transforma um anão político num gigante que, depois, é desmascarado pela realidade dos fatos.

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