O Brasil que prevalece hoje, no seu viralatismo cultural enrustido, não é o país do povo brasileiro, mas de duas elites em disputa de hegemonia, que hoje se dividem entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois ídolos rivais da polarização política. O povo brasileiro real, invisível às redes sociais, não se sente representado pela bregalização musical, por “bispos” e “médiuns”, não fala gírias como “balada” nem fala o portinglês de termos como “body” e “bike”. O verdadeiro povo brasileiro está escondido em algum canto desde 1964 e suas vozes são mal interpretadas pelos pretensos representantes na dita “opinião pública”, a “opinião que se publica”. Desde que ocorreu o golpe de 1964, o povo brasileiro, como os pobres da vida real, os excluídos sociais da antiga classe média (que paga o preço de não compactuar com as classes dominantes), os homens com dificuldade na vida amorosa, as mulheres que não negociam com o machismo, as pessoas que não se submetem à idiotização cultural, caíram no esqueci...