O "DONO DA DEMOCRACIA".
Depois que o terceiro mandato do presidente Lula demonstrou ser uma grande decepção, realidade negada somente pela sua bolha de seguidores, o chefe da nação anda desesperado para se reeleger e conta com artifícios para ingressar no novo mandato, mesmo que seja por uma pequenina diferença de votos.
Desde os primeiros meses do mandato iniciado em 2023, o pesquisismo sempre apelou para a vitória eleitoral de Lula, com uma frequência hipnotizante e um forte apelo de persuasão. Bordões como “Lula vence todos os cenários”, “Lula está acima da soma de outros candidatos” ou “Lula abre mais pontos em relação ao segundo colocado” eram despejados em média duas vezes por mês. Como um voto de cabresto repaginado para o contexto atual.
Neste mandato, Lula fez muito pouco pelos brasileiros. Ele mais viajou do que trabalhou e mais falou do que agiu. Nos discursos durante eventos do governo, ele nem parecia um governante, opinando como se pedisse aos outros para agir. E Lula lançou tamtas gafes que isso acaba desgastando a imagem do petista diante do público.
Apesar disso, Lula se impõe como “único favorito”, na marra. Fez um governo ruim mas é o único a “vencer” as eleições, segundo os institutos de pesquisa. Num país menos ingênuo, Lula estaria em último lugar e não seriam as odes à democracia que salvariam sua reputação.
Daí o pesquisismo, a sucessão hipnotizante das supostas pesquisas de opinião feitas para criar a espiral do silêncio e fazer leigos e opositores flexíveis terem que votar em Lula porque é o “menos ruim”. A esperança deu lugar ao medo e a ideia é fazer os brasileiros votarem no petista com medo de que Flávio Bolsonaro entregue o Brasil ao presidente dos EUA, Donald Trump.
E aí vemos Lula se achando o “dono da democracia”, financiando “pesquisas eleitorais” que só servem para impor o voto a ele. E agora, mais uma vez, os lulistas acham um “acerto” o petista faltar ao debate presidencial da Rede Globo, o que é uma insensatez. É Lula imitando Fernando Collor no primeiro turno de 1989, mas se achando no clima de “já ganhou”.
Que saudades dos tempos em que era mais difícil Lula vencer uma eleição. A burguesia tinha outros candidatos, mas o jogo poderia ser mais democrático. Tomara que, ao menos, Lula reviva os tempos em que perdia nas eleições. É para a vida ensinar duro a quem quer demais.

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