JOVENS ADULTOS SORRINDO, TOMANDO CERVEJA E ATÉ FUMANDO - Símbolo da felicidade tóxica do Brasil dos últimos tempos.
Um ranquim divulgado recentemente aponta que o Brasil teria se tornado o sétimo país mais feliz do mundo, sendo mais um dado para aumentar o clima de euforia vivido por uma elite abastada nos últimos anos. Mas será que esse dado é realmente verídico?
O Brasil continua vivendo um clima contrário, de violência no campo, feminicídios, criminalidade urbana organizada, convulsões sociais intensas. Temos um cenário cultural devastador e um quadro de desigualdade social que escapa da fantasia otimista dos relatorismos. E a idiotização sociocultural atinge níveis preocupantes nas redes sociais.
Poucos dias atrás, tivemos um caso de um feminicídio de um tenente-coronel da PM de São Paulo contra sua colega de farda e esposa, vítima da personalidade tóxica do marido, que tentou desmentir o crime até que gravações revelaram sua conduta deplorável, baseada em valores machistas podres de tão velhos.
Tivemos também a atitude agressiva de um segurança da cantora pop Chappell Roan, que agou com rispidez contra a filha de um jogador do Flamengo, Jorginho, que queria ver a estrela. O caso repercutiu negativamente na mídia estrangeira a ponto de Chappell Roan, que não tem a ver com o caso, mesmo assim não convencer com seu pedido de desculpas.
Entregues a supremacia dos escritórios e gabinetes como forças detentoras da “verdade”, muitos vão dormir tranquilos com essa suposta constatação de que o Brasil se tornou o sétimo país mais feliz do mundo. Para a elite do bom atraso, é um passo para o nosso país entrar no Primeiro Mundo, mesmo sem ter condições objetivas para isso.
Que o Brasil tem pessoas positivas e alegres, generosas e altruístas, é verdade. Mas não quer dizer que nosso país virou a “terra da felicidade”, mito que se baseia na posição tropical antes considerada “desconhecida” por aqueles que colonizaram nosso território, no século 16.
Mas é compreensível essa atribuição se percebermos as fontes utilizadas para colocar o Brasil numa posição generosa no “ranquim da felicidade”:
1) Dados fantásticos trazidos pelos relatórios do Governo Federal enviados pra instituições estrangeiras;
2) A propaganda das empresas de entretenimento que apontam um astral de parque de diversões da juventude atual;
3) O astral infantilizado da Geração Z;
4) O clima também infantilizado da maioria dos usuários brasileiros nas redes sociais.
Não são aspectos que refletem uma situação de prosperidade verdadeira que justifique esta felicidade. Nosso país está precário e também é considerado um dos mais violentos do mundo. É claro que o negacionista factual, o isentão de plantão, vai relativizar as coisas, dizer que “todo mundo tem problemas” e blá blá blá, como se pedisse para dar um troféu a um competidor cheio de falhas. Isentões adoram passar pano nos defeitos humanos, aquela baboseira de “gente como a gente” etc.
O Brasil está procurando pedestais agora que um afoito e afobado Lula quer colocar o país para “dominar o mundo”. E isso quando vemos que nosso país está longe de alcançar o nível de países desenvolvidos problemáticos.
Falta realismo no Brasil. Estamos sob a supremacia de uma elite empresarial que quer transformar o Brasil nim parque de diversões, com direito à felicidade tóxica do hedonismo desenfreado. Tudo a serviço dos instintos, sem a moderação da consciência. Assim, o Brasil não se tornará a terra da felicidade, pois a festa "sem fim" um dia acabará e nosso país é ruim de ressaca.
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