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PSOL DEIXA A MÁSCARA CAIR VOTANDO PELOS INTERESSES DA OPERAÇÃO LAVA JATO

GLAUBER BRAGA, DEPUTADO FEDERAL DO PSOL FLUMINENSE, ACABOU PASSANDO PANO NO MESMO SÉRGIO MORO QUE HAVIA CHAMADO DE LADRÃO, TEMPOS ATRÁS.

O noticiário brasileiro está muito tenso e o país, muito confuso.

Vejamos. No bolsonarismo, vimos Eduardo Bolsonaro vestido de xeque árabe em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, dizendo "estar buscando empregos para o Brasil".

E Michelle Bolsonaro, madrasta de Eduardo, vestida de palhaça numa campanha do secretário de Cultura Mário Frias para apoiar o circo, quando o ex-ator de Malhação resolveu atacar o meio artístico.

Temos um tenso Paulo Guedes dizendo, no primeiro momento, que iria romper o teto de gastos públicos para garantir o Auxílio Brasil (pastiche do Bolsa Família, que poderia se chamar "Bolso Família"), que teve seu aumento anunciado de R$ 375 para R$ 400.

O valor proposto no aumento é 66,7% o total proposto por Lula no seu programa de governo.

O mercado chiou, o dólar aumentou para quase R$ 5,70 reais e a crise do ministro da Economia fez sua equipe toda pedir demissão.

E a CPI da Covid terminou branda para Jair Bolsonaro, pois retirou as acusações de genocídio e homicídio, substituídas por "crimes contra a humanidade".

Em todo caso, Jair Bolsonaro se desgasta de fato e ainda haverá o julgamento da chapa eleitoral com o general Antônio Hamilton Mourão a ser realizado na próxima terça-feira, pelo Tribunal Superior Eleitoral.

E ainda temos a prisão de Allan dos Santos decretada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal que está à frente de uma investigação sobre fake news nas redes sociais.

Devido a isso, os truculentos fãs do canal de Allan, o Terça Livre, estão planejando matar o ministro do STF, indignados com o fim do que entendem ser o "direito de veicular notícias falsas na Internet".

A situação não está mole, e um fato chama muito a atenção e que ocorreu anteontem.

É a votação dos deputados do PSOL contra a PEC 5, proposta de emenda constitucional que altera alguns procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), chama muito a atenção.

Para a PEC 5, que regulamentaria o CNMP eliminando privilégios - como a escolha do corregedor do conselho, hoje feito pelos próprios membros, seria substituído pela escolha pelo Congresso Nacional - , seriam necessários 308 votos para ser aprovado.

Os votos acabaram sendo de 297 a favor e 182 contrários.

O PSOL, assim como a Rede e o ex-psolista que hoje está no PSB, Marcelo Freixo, votaram contra, o que fez a proposta ser reprovada.

A PEC também aumentaria o número de membros, de 14 para 17, visando ampliar o debate jurídico no Ministério Público.

A atitude do PSOL foi duramente criticada. Como suposta vanguarda das esquerdas, o PSOL, que já foi querido pela maioria dos jovens brasileiros, não seguiu a tendência do PT e PC do B, que em todos os seus quadros de parlamentares votaram a favor da PEC.

Isso criou uma crise séria no PSOL e, no âmbito das esquerdas, o episódio se compara ao Lula fazendo acordos com os golpistas do MDB para se tornar eleitoralmente viável.

Isso mostra o quanto o esquerdismo no Brasil está em séria crise, e, se o PSOL, considerado o mais carismático partido de esquerda pela juventude brasileira, pela sua pauta identitária e sua conduta festiva e coloquial, está em séria crise, imagine as esquerdas restantes.

O PSOL fez coisa grave. Acabou votando em favor dos interesses dos membros que, anos atrás, fizeram a Operação Lava Jato, como Sérgio Moro e Deltan Dallagnol.

Existe até uma piada de que a sigla PSOL passou a se chamar "Partido Socialismo e Operação Lava Jato".

E isso põe, principalmente, em contradição o deputado federal Glauber Braga, do PSOL fluminense.

Em julho de 2019, Braga havia xingado de "ladrão" o então juiz Moro, numa audiência no Congresso Nacional.

Hoje Braga carrega o peso de ter votado, anteontem, pelos privilégios do Ministério Público, agradando justamente a Operação Lava Jato e seu "juiz ladrão".

Que o PSOL adotou posições estranhas, como Chico Alencar acenando para Aécio Neves e Marcelo Freixo, então no partido, apoiando o lavajatista fluminense Marcelo Bretas, vá lá que já são coisas graves, mas compreensíveis.

Mas agora, com essa votação, o PSOL mostrou a que veio, uma esquerda domesticada e submissa à Rede Globo. Daí tanto entusiasmo que os psolistas sempre se manifestaram com o "funk". "Rede Globo... funk!".

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