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ELITE DO BOM ATRASO CRUZA OS BRAÇOS FELIZ COM LULA



A acomodação que faz os lulistas festejarem diante de Lula como presidente do Brasil é um fenômeno estranho, mas real. Apostar num idoso para conduzir sozinho o futuro do nosso país, confiando demais no que ele fizer e disser, mesmo quando, hoje, o petista fez concessões à direita moderada mais do que qualquer pelego sindical poderia fazer.

O conformismo social, que se acentua sobretudo na juventude, agora submetida em maioria ao modismo woke, tornou-se tão grande que hoje o Brasil virou um parque de diversões para uma parcela da sociedade que se considera feliz. E todos dormindo tranquilos porque vovô Luís, com 80 anos aparentando 100, segundo os padrões de velhice de hoje, vai conduzir sozinho o nosso país.

O mais triste é ver Lula, que chegou a ser uma figura admirável, se tornar tão dissimulado e sem autocrítica de hoje, desempenhando um papel constrangedor de mascote da Faria Lima, fingindo estar em treta com essa elite para ficar bem na foto.

A luta da elite do bom atraso para manter o mundo do faz-de-conta de Lula 3.0 criou até a figura do negacionista factual, o “bom isentão”, a boicotar o pensamento crítico nas redes sociais, sempre mantendo Lula apegado a seu mito.

Isto quer dizer que, por mais que Lula se torne aliado da burguesia, com a qual finge ter uma relação de atritos, ele sempre tem que estar associado à imagem de “amigo dos pobres”, de “político esquerdista comprometido com as causas trabalhistas”. Daí que, oficialmente, a queda de popularidade de Lula é vista, oficialmente, como algo “difícil de explicar”.

Com os negacionistas factuais zelando pela “democracia” como se fossem os velhos funcionários da Censura Federal de 50 anos atrás, nota-se o quanto temos de ilusões desde que a burguesia reconheceu em Lula uma espécie de “gênio da lâmpada” dessa elite.

O Clube de Assinantes VIP do Lulismo vive nas suas zonas de conforto, sem precisar fazer manifestação, contentes com o papel que Lula está fazendo, o de Papai Noel da Faria Lima. Talvez um candidato da direita, como Tarcísio de Freitas, fosse estimular mais as manifestações populares, por devolver ao Brasil a realidade, diferente do mundo de sonhos e guloseimas do atual mandato de Lula.

Nota-se que Lula cria nos seus seguidores uma acomodação, uma quase preguiça, uma “democracia” na qual só um decide, e por sinal um homem idoso. Uma “democracia” que desestimula a mobilização, o pensamento crítico e a pesquisa científica autêntica - não confundir com as passagens de pano fenomenógicas das pesquisas acadêmicas dos últimos tempos - e só estimula a festa e a brincadeira.

Daí ninguém se preocupar com uma figura nova na vida política. A não ser fora da bolha lulista, que aí sim pensa e se mobiliza criticamente, mas em oposição não só ao nefasto bolsonarismo, mas também ao fantasioso lulismo.

A crise do lulismo, portanto, mostra o quanto o próprio Lula e seus seguidores se acomodaram, na inútil tentativa de reconstruir com festa. Mas não se faz reconstrução com festa, mas com trabalho, e trabalho não é uma coisa que se faz no âmbito da propaganda e dos relatórios, mas das ações concretas. E isso quase nunca vimos no atual mandato de Lula.

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