
LULA EM ENTREVISTA À RECORD TV, ONTEM.
Não é preciso ser de direita para constatar que o governo Lula 3.0 é um completo desastre, com o presidente celebrando a si mesmo, enquanto a reconstrução que terminou sem começar mostra seus estragos.
Empresas fechando e despedindo milhares de empregados. Aumento do trabalho precarizado. Salários baixos. Aumento da população em situação de rua. Aumento de gente endividada. Impostos altíssimos. Aumento de combustíveis e ainda a permissão, do Governo Federal, de incluir taxas de etanol na gasolina, prejudicando o funcionamento dos motores de automóveis incompatíveis com esta substância.
Lula viajou gastando muito dinheiro. Priorizou a política externa a ponto de dar pitaco em conflitos estrangeiros. Falava demais nos seus discursos, mesmo com a voz debilitada, e cometeu muitas gafes. Mostrou o dedo do meio. Disse, de modo preconceituoso, que pobre usava varanda do apartamento para peidar.
O presidente em busca de reeleição faltou ao debate presidencial da Band. Como a lebre da famosa fábula, Lula não age como o político competitivo que diz ser. Ele acha que está ganhando, que os escândalos do filho Lulinha não estão abalando seu desempenho nas supostas pesquisas de opinião. O petista acha que está reeleito por antecipação, por isso evita debates.
Lula não age como um verdadeiro vencedor. Desde 2022, ele impôs sua vitória, sabotando o jogo democrático. Isso é muito ruim e vai contra a verdadeira democracia. Seu triunfalismo preocupa quando o presidente Lula se torna ambicioso demais, a ponto de incluir, num programa de governo dedicado ao Brasil, a proposta de reformulação da ONU. Qual eleitor brasileiro, preocupado com seu ganha-pão, vai votar num candidato que promete mexer nas estruturas de poder de um órgão internacional?
Lula tentou compensar a ausência no debate de ontem com a entrevista na Record TV. Pode parecer uma estratégia, mas por outro lado parece correr por fora. E, diante da crise em que vive o Brasil, pensar grande no sentido internacional do termo, soa oportunismo.
Afinal, para que pensar em minerais críticos e terras raras se não consegue proteger as empresas nacionais? Combater o tarifaço soa corajoso, mas essa coragem entra em contradição com os juros da dívida pública. Lula tem uma dívida trilionária que, em boa parte, se deu com viagens ao exterior, incentivos fiscais para famosos ricos e verbas para emendas parlamentares.
Tantos erros cometidos, em um mandato que Lula jurou que não podia errar, têm que ser considerados. Poderíamos sair perdoando e passando pano e deixar Lula seguir em frente, mas as coisas não são tão simples assim. Por exemplo, Lula agora quer destravar as votações do fim da escala 6x1 no trabalho, mas ele desperdiçou boa parte do seu mandato indiferente a essa causa, só aderindo quando viu que poderia favorecer sua reeleição.
Lula não inspira mais confiança alguma. E seu triunfalismo é preocupante porque se trata de um político que faz o que quer, que não tem autocrítica nem presta contas para a população e parece só ficar encenando personagens, seja o “estadista sério” das entrevistas e dos eventos de cúpula, seja o atrapalhado palestrante em comícios cheios de gafes.
O que mais aflige é que Lula, com sua ambição política desmedida, atua para vencer na marra sem mérito e com um mandato que se encerra no mais completo desastre. Em um país menos ingênuo, Lula já estaria em baixa na corrida presidencial. Vamos ver se essa ingenuidade que lhe dá chances para a reeleição chegue ao fim.
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