O PRÓPRIO PRESIDENTE LULA USOU A CAMISA DA CBF NA CAMPANHA DO ÚLTIMO FIM DE SEMANA.
A noite do dia 17 de outubro de 2026 representou a queda da máscara de Lula, com o manifesto do apoio de ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, como Aloysio Nunes, Cláudia Coston e Rubens Ricupero, da filha do ex-presidente, Beatriz Cardoso, e do jurista Miguel Reale Júnior, que assinou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
Sob o pretexto de garantir a “democracia”, a nata do tucanato raiz mostra que o esquerdismo de Lula, que sempre foi moderado, virou coisa do passado. E, no último fim de semana, os lulistas se apropriaram de um símbolo bolsonarista, o uso político da camiseta da CBF, para tentar enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A ideia, transmitida por André Janones no seu canal “Exército do Lula”, era transformar a camisa da Seleção Brasileira de Futebol em um “símbolo pátrio”, associado à “democracia”, o que fez muitos famosos aderirem a essa campanha.
Mas ela foi um tiro pela culatra, pois a reação bolsonarista foi imediata, acusando os lulistas de se sentirem envergonhados com a camiseta vermelha do PT e decidissem se apropriar de um símbolo bolsonarista para buscarem uma virada numa campanha em que Flávio Bolsonaro é considerado favorito. Houve até piadas dizendo que os lulistas viraram cabos eleitorais de Flávio.
É um fim de semana que, no plano internacional, foi marcado pela revolta contra os preços altos na França, que incluiu vários atos de vandalismo e um prédio da prefeitura de Limoges foi destruído por um incêndio. Uma pessoa morreu durante os protestos. O presidente francês Emmanuel Macron, amigo do presidente brasileiro Lula, condenou os protestos.
Voltando ao Brasil, há a adesão de famosos à candidatura de Lula e o efeito do fim da escala 6x1 no trabalho, que foi aprovada a tempo de Lula se apropriar da causa, depois de ficar indiferente a ela. Tudo parece, a princípio, conspirar para mais uma vitória de Lula.
Mas o problema é que podem haver efeitos adversos a Lula. O fim da escala 6x1 equivale à Lei Áurea, que em 1888 despertou reações contrárias do empresariado e dos proprietários de terras da época, que acabaram reivindicando um golpe, comandado curiosamente por um militar monarquista, o Marechal Deodoro da Fonseca, que deu origem justamente à República brasileira.
Já o apoio dos famosos à candidatura de Lula lembra o que foi feito recentemente na campanha de Kamala Harris nos EUA, que acabou causando o efeito contrário, pois o povo pobre desconfia do apoio de um monte de bacanas apoiando a candidata e resolveram votar em Donald Trump, como protesto.
Por enquanto, Lula parece triunfante na sua vitória. Mas é evidente o desespero dos lulistas em querer manter a democracia de um homem só, que promete para a “boa” sociedade a conversão do Brasil em um parque de diversões mundial. Por isso é que a nata da burguesia está toda com Lula, dos atores de TV ao tucanato.

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