O GOVERNO LULA QUER COMBATER O TARIFAÇO NO MERCADO EXTERNO, MAS SE ESQUECE DE COMBATER OS PREÇOS ALTOS NO MERCADO INTERNO.
Note que o governo Lula afunda na mediocridade por conta de suas ações limitadas no âmbito dos projetos sociais,que contrastam com a sua ambição de ser um líder internacional. E isso se deve a uma agenda limitada, além do fato de que o petista só age quando pressionado pelas circunstâncias.
Se ninguém se mobiliza, o governo Lula será limitado a conceder auxílios e créditos, enquanto trabalha uma agenda neoliberal visando apenas o êxito econômico. Tanto isso é verdade que, no caso da industrialização, Lula se limitou a abrir o mercado para empresas asiáticas, ao passo que deixou as empresas nacionais falirem ou apelar para a recuperação judicial.
Lula, esta semana, vai subir no pedestal na reunião do G7, querendo que um país ainda precarizado seja reconhecido como “país desenvolvido”. Sem fazer algo de transformador para os brasileiros, tudo o que Lula fez foi reacender a patética narrativa bolsonarista do “Luladrão”.
Observamos que Lula não é um estrategista, pois, quando tenta fazer algo relevante, é feito no piloto automático. Nos temas trabalhistas, se limita a combater a escala 6x1 no emprego, mas não avança para outras questões. Se a questão são os alimentos industrializados, se limita a determinar a quantidade de chocolate nos produtos relacionados, sem perceber que há outras questões, como café, biscoitos e sorvetes.
Lula quer discutir o tarifaço, uma coisa mais complexa do que os preços no mercado interno brasileiro. Mas esta coisa, mais simples para resolver, o presidente não resolve, deixando para a “discussão pelos diversos setores da sociedade”. Os preços continuam altos e só pouca coisa barateou, e olhe lá. E isso anda irritando profundamente os pobres no Brasil.
Lula não escolhe direito as prioridades. Só prioriza aquilo que lhe dá cartaz. Sua agenda carece de uma visão estratégica que não seja somente a de obter vantagens políticas. Daí que seu programa segue uma pauta engessada, que só avança de maneira tendenciosa, conforme as conveniências do momento.
A pauta da escala 6x1 no trabalho é um exemplo. Lula desprezou esse tema, disse apenas que discordava mas deixou para lá, até que resolveu, depois, explorar essa pauta quando viu que ela poderia garantir sua reeleição. Mas isso se deu em última hora, com os trabalhadores furiosos com o presidente porque ele permitiu que eles, sob o governo petista, continuassem trabalhando seis dias por semana.
Isso acaba influindo na procrastinação das pautas trabalhistas do governo Lula, o que inspira gozações dos bolsonaristas, que exploram as “velhas promessas” de Lula, pedindo “mais quatro anos para consertar o país”.
Lula acaba demonstrando não ser um político confiável, no sentido de poder realizar grandes feitos para o povo brasileiro. Lula só agrada mesmo é sua bolha de seguidores, que aceita qualquer coisa vinda dele, até se o petista só fazer palhaçadas no picadeiro.
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