LULA DISCURSANDO EM FRENTE A UMA FILIAL DAS CASAS BAHIA.
A falência ou a recuperação judicial de várias empresas, incluindo Casas Bahia, Braskem, Marabras, Grupo Petrópolis etc fazem com que o governo Lula se torne decepcionante na política econômica, principalmente no que se refere às taxas de juros e a geração de empregos.
É inútil compensar a falta de ações concretas com o relatorismo, ou seja, relatórios que anunciam supostas realizações do governo. Ficou uma coisa comparável à de um estudante que recorre à Inteligência Artificial para fazer um dever de casa, sem ter feito os estudos e a redação pelo seu próprio esforço.
Lula está pagando o preço da festa que fez antes da reconstrução e pela complacência com o neoliberalismo para garantir a governabilidade. Aliás, governabilidade e déficit zero valeram mais para Lula do que a justiça social, daí o desgaste de seu terceiro mandato.
Aliás, este mandato foi marcado por uma reconstrução que terminou sem começar, com uma colheita sem plantação. Lula não adotou um único apuro técnico no seu terceiro mandato. Tudo pareceu marketing, simulacro de ações.
Já escrevi sobre o “governo de simulacros” de Lula 3.0. Relatórios, supostas pesquisas, opiniões, promessas etc. E quando o presidente Lula não fazia, ele opinava. Ficava patético ele reclamar dos preços dos alimentos. Não é coisa de presidente reclamar da carestia, mas agir para combatê-la, beneficiando o povo.
Mas Lula só quis a consagração pessoal. Foi viajar ao exterior fazer o papel de “orador de proveta”, e prometeu trazer investimentos de mais de 40 países, o que não causou efeito algum. Foram só desculpas dos lulistas para o presidente fazer turismo.
Lula fez jogo de cena falando grosso e focando bravo com Roberto Campos Neto, então presidente do Banco Central, no caso dos juros altos da dívida pública. Mas Lula nada fez para tirar Campos Neto do poder e, quando este saiu do cargo, o sucessor Gabriel Galípolo parecia a esperança de queda dos juros. Só que não.
Lula mudou o discurso, dizendo que “não pode dar cavalo-de-pau na Economia” e não só manteve os juros altos como até deixou aumentar, o que influiu negativamente no cenário econômico brasileiro.
Lula queria fazer o papel de herói combatendo o tarifaço dos EUA, mas deixou que o “tarifaço à brasileira”, os juros altos da dívida pública, sufocassem empresas e trabalhadores. E mesmo assim Lula não gostava que lhe dissessem que ele colaborava com os banqueiros e com as elites da Faria Lima.
Mas a verdade veio e a crise das empresas tornou-se um problema grave que faz com que Lula, o pretenso gigante da política externa, virasse o anão vergonhoso que preferiu propor a paz entre Rússia e Ucrânia, mas nada agiu para enfrentar os problemas reais do Brasil.
Dissimulado, Lula disse que preços altos eram “meras sensações”. Fez crescer o trabalho precário e disse que eram “recordes históricos de emprego”. Quis punir quem difundiu um vídeo denunciando a carestia dos alimentos. Isso tudo vinha junto com as gafes do presidente com mania de discursar.
Agora se vê que, quando empresas faliram ou pedoram recuperação judicial, pondo milhares de trabalhadores no olho de rua, Lula demonstrou que seu terceiro mandato foi péssimo. E a popularidade de Lula pode cair ainda mais. É só esperar.

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