Setores perigosamente emotivos e ingênuos das esquerdas estão caindo na tentação de aderir a referenciais culturais e religiosos conservadores, iludidos pela fachada de "liberdade" por trás deles. É a erotização exagerada e a bregalização, por um lado, e o moralismo da religião "espírita" - lembremos que Espiritismo, no Brasil, não passa de um Catolicismo medieval repaginado - , que, respectivamente, apelam para a liberdade do corpo e para a escravidão do espírito.
ACIMA, A REVOLTA DE OITO DE JANEIRO EM 2023, E, ABAIXO, O MOVIMENTO DIRETAS JÁ EM 1984. Nos últimos tempos, o Brasil vive um período surreal. Uma democracia nas mãos de um único homem, o futuro de nosso país nas mãos de um idoso de 80 anos. Uma reconstrução em que se festeja antes de trabalhar. Muita gente dormindo tranquila com isso tudo e os negacionistas factuais pedindo boicote ao pensamento crítico. Duas simbologias irônicas vêm à tona para ilustraresse país surrealista onde a pobreza deixou de ser vista como um problema para ser vista como identidade sociocultural. Uma dessas simbologias está no governo Lula, que representa o ideal do “milagre brasileiro” de 1969-1974, mas em um contexto formalmente democrático, no sentido de ninguém ser punido por discordar do governo, em que pese a pressão dos negacionistas factuais nas redes sociais. Outra é a simbologia do vandalismo do Oito de Janeiro, em 2023, em que a presença de uma multidão nos edifícios da Praça dos Três Poderes, ...
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