Lula decidiu zerar, na semana passada, os impostos de importação de vários produtos alimentícios, dos quais incluem o café, o azeite de oliva, o milho, a carne e massas como o macarrão, entre outros. A medida, segundo o governo, serviria para pressionar a queda dos preços dos alimentos. O governo Lula estima que, entre outras coisas, o azeite de oliva possa reduzir em 15% seu preço, que atingiu padrões caríssimos de, em média, R$ 46, transformando o famoso tempero em artigo de luxo.
A atitude de Lula poderia ter sido desnecessária se o presidente tivesse agido em primeira hora para combater a fome através de uma política econômica imediata e agressiva, logo que tomou posse, em 2023. Poderia ter sido o primeiro ato do governo estabelecer critérios de produção, distribuição e comercialização que pudessem frear os preços altos e garantir o abastecimento nas mesas dos brasileiros.
Só que não. Lula preferiu priorizar a política externa, com viagens desnecessárias em busca de um pretenso protagonismo mundial que mais pareceu uma ostentação. Durante meses essa atitude supérflua, que trouxe aos brasileiros a sensação de que o presidente abandonou o povo, foi defendida pelos lulistas como "bastante acertada", mas hoje ninguém fala mais no assunto.
Lembrando do ditado popular que diz que "é melhor prevenir do que remediar", Lula decidiu remediar com ações meramente paliativas ou de baixa eficácia. Zerar impostos, segundo especialistas, só trará efeitos limitados na queda dos preços e não garantirá a estabilidade dos custos acessíveis para a compra de alimentos.
É triste ver que um presidente como Lula prometeu demais para os brasileiros, e pouco fez de realizações concretas, se constituindo num governo medíocre e acovardado diante das imposições das classes dominantes.
Refém da Faria Lima, do agronegócio e do Centrão, Lula queria parecer gigante na sua política externa, mas só cometeu gafes quando quis intervir em pautas internacionais. Lula perdeu uma boa oportunidade de, ficando no país, resolver em 2023 os estragos de Jair Bolsonaro. Talvez se só preocupasse com a política externa, Lula teria garantido a popularidade que hoje se perdeu, talvez para sempre.
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