No conjunto de seus textos, dois principais veículos da grande mídia, as Organizações Globo e o Grupo Folha, mostraram uma discreta divergência quanto às posições tomadas nos últimos meses sobre a candidatura de Lula.
Enquanto a Globo sinaliza uma proximidade com Flávio Bolsonaro, portanto atuando de forma opositora à reeleição de Lula, a Folha parece adotar uma postura que é favorável ao petista. As posições são uma média das matérias publicadas nos dois veículos.
Não se trata de corroborar com a narrativa bolsonarista de que a grande mídia seria apoiadora e beneficiária das verbas dos governos do PT, mas apenas sinalizar um contexto em que mesmo setores conservadores da sociedade se sentem ameaçados pela possibilidade de Flávio Bolsonaro vencer as eleições.
Da parte da Folha de São Paulo, a exceção vai para articulistas que não se identificam com Lula, mas não deixam claro se apoiam ou não Flávio. Do outro lado, há atores e atrizes da Rede Globo que, em grande maioria, manifestam apoio ao petista.
Entre os veículos da grande mídia, nota-se que Estadão parece adotar um apoio crítico a Flávio. O extremo-direitista também recebe apoio da Veja. No lulismo, a mídia alternativa se transformou em mídia mainstream através de Carta Capital, Diário do Centro do Mundo e Brasil 247.
Diferente do período golpista de 2016 e da campanha do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, em 2018, época em que Lula estava preso, a disputa está equiparada, com Lula e Flávio disputando a preferência do eleitorado. O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou dias atrás o canal “Exército do Lula”, para reverter o aparente favoritismo do rival nas supostas pesquisas de opinião.

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