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FEMINICÍDIO DIMINUI EM 15 OU 20 ANOS O TEMPO DE VIDA DE QUEM COMETE ESSE CRIME

A SOCIEDADE PATRIARCAL E AS RELIGIÕES CONSERVADORAS TRATAM AS LUTAS CONJUGAIS QUE RESULTAM EM FEMINICÍDIO COMO SE O AUTOR DO CRIME FOSSE O SUPER-HOMEM EXTERMINANDO A NAMORADA LOIS LANE. 

Recentemente, o Ministério da Saúde do Brasil pediu para a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluir o feminicídio como uma doença mental, com o objetivo de estimular a criação de medidas preventivas contra esse crime e proteger as mulheres de continuar sofrendo essa tragédia.

Na verdade, no feminicídio, fala-se que a mulher morre à vista e o homem morre a prazo. O feminicida também produz a sua tragédia, e falar nisso é um tabu para nossa sociedade. O feminicida e sua vítima costumam ser trabalhados pela mídia como se o Super-Homem matasse a Lois Lane.

Essa abordagem que transforma o feminicida num "forte", atribuindo a ele uma longevidade surreal - supostamente resistente a doenças graves - , é compartilhada pela sociedade patriarcalista e pelo velho moralismo religioso conservador, de origem medieval e vigente em parte da religiosidade brasileira.

Infelizmente a mídia venal sofre a tentação de espetacularizar o feminicídio, incentivando, sem querer, a prática desse crime abominável. A nossa grande mídia pode não aprovar o feminicídio, mas noticia de forma que torna o crime ao mesmo tempo "exótico" e que acaba, mesmo sem querer, estimulando novas práticas desse crime, até pela maneira sensacionalista com que é narrado.

Nos anos 1990, um comercial de uma marca de TV, gravado na entrada de um cinema, fazia alusão ao feminicídio como o desfecho de uma mocinha em um filme, mencionado por um menino peralta. Lamentavelmente o filme publicitário foi transmitido no horário nobre, principalmente na Rede Globo. O comercial poderia servir de apologia acidental a esse crime violento que só foi considerado hediondo a partir de 2015.

Se a masculinidade tóxica abrevia a vida do machão bonachão, machista mas inofensivo, o feminicida, que comete o crime com a consciência de que terá que sofrer as consequências do terrível ato, tende a viver menos e está mais sujeito a males que diminuem seu tempo de vida drasticamente.

A imprensa não diz, por razões diversas, mas os feminicidas estão entre os que mais morrem no Brasil, por consequência de sua condita tóxica. Há os que se suicidam, mas há os que morrem cedo contra sua vontade, mas em função de sua negligência e imprudência. Grande parte dos óbitos envolvendo feminicidas, mesmo na alta sociedade, se situa entre os 45 e 79 anos de idade.

Segundo dados não oficiais, um feminicida tem a expectativa de vida correspondente a, no máximo, 80% da expectativa de um homem comum sob as mesmas condições. Hoje a expectativa de vida de um homem no Brasil é de cerca de 73 anos. A de um feminicida considerado saudável e de boa condição social tem uma expectativa de vida de 54 ou 59 anos ou, se cometer a partir desta idade, de viver 20 anos.

A personalidade tóxica do feminicida, manifesta antes, durante e depois do crime, abala de forma violenta a sua saúde. Sentimentos de irritação profunda e constante, estresse, depressão e eventuais sustos minam o organismo de um feminicida de forma a fazê-lo envelhecer mais rápido. Mesmo a aparente longevidade de alguns feminicidas mais famosos não acontece sem a ocorrência de graves doenças, surgidas já na casa dos 50, 60 anos.

A vulnerabilidade dos feminicidas é tanta que listamos algumas causas potenciais que matam esses falsos defensores da honra e do respeito. Vamos a elas:

1) DOENÇAS CARDIORRESPIRATÓRIAS - Essas doenças se agravam devido ao comportamento tóxico de um feminicida, que, por sua agressividade, despeja grandes quantidades de adrenalina no sangue, que podem afetar de forma gravíssima o coração e o pulmão, principalmente se o homem neste caso for um fumante;

2) INFARTO - As pressões das circunstâncias podem fazer um feminicida sofrer um infarto fulminante. Nos EUA, um homem morreu de infarto depois de matar sua esposa, falecendo enquanto enterrava o corpo dela no quintal de sua casa;

3) ACIDENTE DE TRÂNSITO - Na ironia do trocadilho com uma frase machista, feminicida no volante é perigo constante, vide o nervosismo próprio do comportamento tóxico;

4) CÂNCER - O comportamento tóxico de um feminicida faz o organismo reagir e muitos feminicidas têm histórico de consumo de álcool, nicotina e até drogas lícitas. A demora em admitir a doença faz muitos feminicidas morrerem pelo agravamento do câncer, não sem antes gastar fortunas com tratamentos tardios contra essa enfermidade;

5) AGRAVAMENTO DE DOENÇAS POR NEGLIGÊNCIA - A recusa na prevenção de doenças, própria da arrogância machista, faz com que elas piorem, causando a morte. Dados não oficiais indicam que mais de 3 mil feminicidas teriam morrido vítimas da Covid-19.

6) ASSASSINATO - Como o feminicídio irrita outras pessoas, sobretudo homens, um feminicida também é um jurado de morte em potencial, e há dados de feminicidas que foram ameaçados de morte, principalmente por familiares das vítimas. Em outras ocasiões, um homem que cometeu feminicídio tem histórico de brigas e pode ser morto durante uma discussão;

7) LATROCÍNIO - Pelo semblante carregado que o feminicida mostra, ele não precisa reagir para ser vítima de latrocinio. O semblante já irrita o ladrão que já vê na expressão facial uma reação ao assalto. Mesmo se o feminicida ter sido um policial, ele não escapa de ser morto em um assalto, pois o ladrão tende a ser mais rápido no ataque. As chances de um feminicida ser morto num assalto são quase totais. O ladrão não aborda um feminicida, sobretudo, de boa condição financeira, para pedir autógrafo.

A prevenção do feminicídio deveria ocorrer com a mudança no sistema de valores, divulgando a degradação humana de quem pratica esse crime. Deveria haver a mudança de critérios para a formação de casais e descartar boates e casas noturnas, onde o consumo de bebidas alcoólicas e drogas é habitual. 

As próprias mulheres deveriam, também, considerar mais o caráter do que o status físico e financeiro, evitando, assim, que, sob o pretexto de obter um protetor, elas acabem levando inimigos mortais para suas casas.

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