O "HUMILDE" ÍDOLO BREGA-POPULARESCO JOÃO GOMES, CANTOR DE PISEIRO, É DONO DE IMÓVEIS COM VALOR SUPERIOR A R$ 5 MILHÕES.
A campanha do “combate ao preconceito” queria nos fazer crer que a bregalização era a “cultura do povo pobre por excelência” e que seus ídolos eram coitadinhos em busca de um lugar ao Sol Tão Bonito da Música Popular Brasileira. Narrativas chorosas, que chegaram a contaminar a mídia esquerdista, lutavam para que o jabaculê musical de hoje se tornasse o folclore de amanhã.
Mas a realidade mostra que os verdadeiros pobres e discriminados não estão na música popularesca facilmente tocada nas rádios, mas na MPB acusada de ser "purista", "elitista" e "higienista". Dois fatos recentes demonstram isso.
Foi revelado que o cantor de piseiro João Gomes, que tentou se vender como pretensa “renovação” da MPB, apesar de sua gritante mediocridade artística, tem um patrimônio milionário com várias propriedades. Com apenas 23 anos, é dono de uma fazenda no Vale de São Francisco avaliada em R$ 2 milhões e um apartamento em Recife no valor de R$ 3 milhões. O cantor vive com a esposa numa mansão de luxo e ele é dono de outros imóveis, como apartamentos e sítios.
Num outro contexto bastante diferente, uma operação policial, na semana passada, prendeu os ídolos do trap, MC Poze do Rodo e MC Ryan, e o dono do portal de fofocas Choquei, Rafael Sousa Oliveira, por possível envolvimento de um esquema de lavagem de dinheiro.
Alguns empresários de "funk" também foram presos, como Rodrigo Oliveira, da GR6 Explode, acusado de envolvimento com o PCC e que foi visto em jantar com convidados que contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O encontro ocorreu na casa do funqueiro Latino.
O trap é uma franquia estadunidense adquirida pelo “funk ostentação”. A versão brasileira do trap, surgida uma década depois da original, tem como peculiaridade uma batida que lembra uma lata de conservas, tipo ervilha ou milho verde.
Enquanto os “pobres” do brega-popularesco mostram sua opulência financeira, a “burguesa” Bossa Nova, que virou vidraça para a festejada intelligentzia “sem preconceitos” mas terrivelmente preconceituosa e intolerante para a aula prática de antropofagia cultural que foi o ritmo carioca, mostra mais um caso de problemas financeiros.
EM CONTRAPARTIDA, O "ARISTOCRÁTICO" MÚSICO DA BOSSA NOVA, JOHNNY ALF, TEVE DIFICULDADES FINANCEIRAS QUE IMPEDIRAM A CONCLUSÃO DE UM DISCO DE 2001, SÓ FINALIZADO ANOS APÓS SUA MORTE.
Não bastasse haver, no histórico bossanovista, casos de artistas como Lúcio Alves e João Gilberto morrendo na penúria, temos agora o caso de Johnny Alf, que não teve condições de lançar um álbum gravado nos EUA por causa de problemas financeiros e de saúde. O cantor e pianista, um dos pioneiros da Bossa Nova, gravou o disco em 2001, oito anos antes de falecer, e só agora ele foi finalizado e lançado.
É vergonhoso e revoltante ver que a Bossa Nova é ridicularizada, depreciada de forma ofensiva e agressiva, por gente que se autoproclama "culturalmente progressista" mas que, neste caso, dispara sua raiva contra esse gênero musical com um apetite em dimensões bolsonaristas, mesmo partindo daqueles que correm para se esconder sob os paletós azuis de Lula.
Daí que esse "combate ao preconceito", cujos maestros foram gente do nível do "isentão" Paulo César de Araújo e do "filho da Folha" Pedro Alexandre Sanches, este com seu esquerdismo canastrão, só criou uma máscara para esse mercado da mediocridade musical que produz milionários que faturam às custas da ingenuidade do povo pobre, amestrado pela mídia que, apesar de "popular demais", é controlado por oligarquias das mais poderosas.
Enquanto isso, a Bossa Nova, massacrada pelo suposto elitismo, é subestimada e seus artistas, que valorizavam o humanismo, a beleza melódica e a criatividade e respeitavam mais o povo pobre que muito funqueiro metido a "gente do morro", sofreram e sofrem problemas financeiros. É a MPB autêntica que anda escorraçada, discriminada e injustiçada, enquanto os ídolos popularescos posam de coitadinhos e desembolsam milhões de reais por mês.
Esse drama, demonstra que a MPB está mais pauperizada e abandonada, verdadeiramente vítima do preconceito cruel que ferve nos corações sádicos daqueles que se autoproclamam "sem preconceito", mas que veem o povo como se fosse um bando de idiotas.
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