LULA NA SABATINA DO JORNAL NACIONAL, DA REDE GLOBO.
A campanha presidencial deste ano segue uma situação surreal. Um presidente em busca de reeleição que manipula o jogo político e se coloca como “única opção para a democracia”. Chega a colocar dois ex-ministros do TSE,os irmãos Fernando e Henrique Neves, para reforçar sua campanha e, além disso, Lula sinaliza viver no clima de “já ganhou”.
Pesquisismos e relatorismos são despejados, impedindo o eleitorado de respirar fundo e pensar em quem votar. Recentemente o desemprego teria recuado em 5,3% segundo o IBGE, dentro das mesmas notícias de emprego trazidas pelo governo e, agora, com o sabor tendencioso de favorecer a reeleição do presidente.
Escrevo isso depois que Lula decidiu ir à sabatina da Rede Globo, após a resistência de ir a debates presidenciais. O petista fala que o modelo de debates está caduco, mas ele também não tem coragem de enfrentar concorrentes, temendo ser derrotado de repente.
A opção de Lula para as urnas é oferecida nos moldes do voto de cabresto, praticamente um voto pré-determinado, com outras escolhas consideradas “fracas”. O voto democrático mais parece um simulacro para um presidente que se recusa a admitir derrota.
Um verdadeiro vencedor não impõe sua vitória. Ele busca sua vitória e admite riscos de derrota, o que lhe faz lutar por meios honestos para vencer, o que não deve ser confundido com vencer na marra.
Lula hesitou tanto no caso do fim da escala 6x1 no trabalho que em última hora resolveu lutar para a medida ser votada antes das eleições. E isso depois de deixar vários trabalhadores aguentando trabalhar seis dias de semana e tendo folga apenas em um.
Atualmente Lula, mesmo triunfalista, está aflito quanto a pressão da concorrência. Não é uma preocupação natural de um candidato que pode ser derrotado por algum rival numa competição normal, mas uma obsessão de Lula em vencer na marra que é incomodada pela ascensão de algum outro presidenciável.
O que devia ser preocupante é ver a democracia ser transformada numa propriedade de um único homem. É como se Lula quisesse a democracia para si e mais ninguém. Uma "democracia" em que somente ele decide e o povo só resta brincar, dançar, consumir e festejar.
O receio é que as eleições se tornem um jogo de urnas marcadas, com Lula vencendo na base da trapaça, como se viu na campanha de 2022. Lula ainda tenta fazer crer que só haverá transparência nas eleições se ele sair vencedor nas urnas, caso contrário é "fraude" ou "interferência dos EUA".
E o petista, em vez de lutar contra a carestia nos preços, prefere processar uma campanha de denúncias sobre os alimentos caros. Lula colocou o trabalho precarizado nas normas da CLT e deu reajustes salariais mixurucas, que se dissolvem em duas semanas com tantos gastos em comida e contas a pagar.
E nem se fala mais das qualidades que consagraram Lula tempos atrás, porque seu mandato se tornou medíocre, mais voltado à propaganda do que ao trabalho. O Lula 3.0 mostrou mais um astro pop na política do que um gestor e não se viu um esforço técnico de encarar e resolver os problemas brasileiros.
O terceiro mandato de Lula foi uma amostra do que poderá ser o quarto, que tende a ser pior com a radicalização dessa performance medíocre do petista.

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