AS OPÇÕES DA TERCEIRA VIA.
Tudo indica que a campanha presidencial vai resultar no segundo turno. Lula e Flávio Bolsonaro chegaram ao limite de suas bases de apoio e não têm condições de conquistar uma maioria esmagadora para uma vitória em primeiro turno.
Atualmente os dois candidatos da polarização estão sendo alvos de denúncias na mídia e nas redes sociais. Flávio Bolsonaro não consegue se descolar de Daniel Vorcaro, o seu “grande irmão” do Banco Master. Lula comete gafes nos discursos e está associado a estragos no seu governo, como impostos e juros altos, aumento da pobreza e da população de rua, preços caros, falência de empresas e rombo de quase 11 trilhões de reais.
Apesar de, a princípio, Lula se impor como o candidato mais vantajoso, levianamente autoproclamado “competitivo” - apesar do medo explícito de encarar os debates presidenciais - , e dos lulistas celebrarem o clima de “já ganhou”, outros candidatos começam a ter maior visibilidade.
Não vai colar o discurso do “voto plebiscitário” e da “eleição excepcional”, pois o cenário é diferente do de 2022-2023. E Lula já está encerrando o terceiro mandato, não é mais a novidade que os lulistas venderam para a população aceitar de bandeja.
É claro que os lulistas, na sua arrogância que amanhã explicaremos, ainda querem repetir 2022. Tudo bem até certo ponto, pois é a campanha deles em defender o seu candidato. Mas pressupor que Lula está com o jogo ganho, porque supostamente o petista é o “único melhor candidato” e os outros são “um lixo” é de uma estupidez tamanha.
Lula cometeu uma coleção de erros e o caso das fotos dele com a lobista Roberta Luchsinger podem complicar ainda mais as coisas, não só aumentando a suspeita de envolvimento do presidente em possível esquema de corrupção do filho Lulinha, amigo dela, como também pode haver consequências drásticas depois que o chefe do Executivo federal a chamou de “pilantra”.
Lula pode ter aumentado a tensão pois Roberta Luchsinger está sob investigação da Polícia Federal e as fotos com o presidente, pela repercussão negativa causada, estão complicando a campanha do petista à reeleição. Lula acaba se equiparando a Flávio Bolsonaro pelos escândalos causados por suspeitas de corrupção.
É certo que a disputa presidencial está ruim, mas, paciência, não é hora mesmo do Brasil alcançar o Primeiro Mundo. Com um país devastado, com uma sociedade brega, violenta, infantilizada e desigual, é sonhar demais entrar no clube de países prósperos, pois esse desejo só interessa à elite do atraso que, agora, ficou politicamente correta e, virando a elite do bom atraso, passou a ser, somente ela, apoiadora da reeleição de Lula.
O aumento de visibilidade de Ronaldo Caiado (PSD-GO), Romeu Zema (NOVO-MG), Renan Santos (MISSÃO-SP) e do escritor de autoajuda Augusto Cury (AVANTE-SP) pode representar uma esperança para o fim da polarização, que é representada por dois políticos ostensivos, Lula e Flávio, que estão pouco preocupados em governar para os brasileiros.
O Brasil passou por seis décadas de profunda deterioração sociocultural e política. Não dá para esperar que o Brasil se torne uma nação desenvolvida, só para atender aos caprichos de uns milhares de bacaninhas abastados. O sistema de valores está deteriorado e atrasado e, se a Terceira Via não é a escolha dos sonhos de todo o povo brasileiro, ela é a mais realista.
Seria mais prudente haver um segundo turno com Ronaldo Caiado ou um Renan Santos e um Augusto Cury (não falo de Romeu Zema, pois este tem um programa próximo ao de Flávio Bolsonaro), tirando a dupla polarizada Lula e Flávio de cena. Será menos espetáculo, mas será menos doloroso e bem menos pretensioso para nosso país. É hora do Brasil descer do pedestal.

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