LULA PASSOU BOA PARTE DO TERCEIRO MANDATO SE DIVERTINDO.
A situação do desfecho eleitoral do último domingo não é para maniqueísmos. Os dois lados da polarização cometeram erros grosseiros e a vitória eleitoral de Lula não pode ser vista com orgulho, mas com vergonha, embora, do outro lado, se reconhece a ameaça de golpe do derrotado Flávio Bolsonaro, que “encarnou” a raiva de Aécio Neves em 2014.
Lula conquistou o quarto mandato como um aluno que matou aula em quase todo o período letivo e colou nas provas. Seu terceiro mandato não foi produtivo, foi marcado pela propaganda. E Lula cometeu erros e gafes vexaminosos demais para merecer uma reeleição.
Só que o grande problema é que estamos num mato sem cachorro. Do outro lado, se tem a ameaça golpista a ser comandada pelas Forças Armadas dos EUA. E aí temos que nos contentar com um presidente medíocre que promete, ao menos, “garantir a democracia”. Com nosso esforço, resta lutar para evitar o Brasil de se mostrar ao mundo subindo de salto alto ao pedestal. Que a mediocridade sociocultural fique nos compartilhamentos domésticos das redes sociais.
Lula gastou saliva e neurônios para bradar contra os juros altos na gestão Campos Neto do Banco Central. Urrou à toa, pois nunca agiu contra os juros altos da dívida pública. Campos Neto foi.poupado no cargo e Gabriel Galípolo, virtual sucessor, parecia ser a esperança para a queda dos juros. Mas, assim que Galípolo assumiu o comando do Banco Central, ele não só manteve os juros altos como aumentou e causou estragos.
Preços aumentaram, empresas faliram, houve desemprego em massa (apesar do relatorismo do Governo Federal lulista alegar o contrário), pessoas ficaram endividadas, aumentou a população de rua e as cestas básicas reduziram para, por enquanto, quase nada. E, quando Lula foi reeleito, até a Bovespa entrou em colapso.
Lula fez do terceiro mandato uma vergonhosa farra, com apenas simulacros de ações através de promessas, opiniões e relatórios que mascaravam a falta de medidas concretas que fossem sentidas nas vidas do povo pobre da vida real. O presidente viajou, fez discursos cheios de gafes, fingiu fazer cobranças para os ministros nas reuniões ministeriais.
Mas tudo não passou de pantomima. Apesar de mais velho e mais experiente, Lula pareceu mais um moleque no seu terceiro mandato. Não agiu de verdade para reconstruir o país e não fez um governo que deixasse marca e fizesse diferença. Até o bolsonarismo saiu fortalecido com as peraltices de Lula.
Lula foi reeleito por sorte. Aliás, pela esperteza dele. Mas no quarto mandato ele vai pagar a conta da festa do mandato que está se encerrando. E se Lula manteve os juros para evitar dar um cavalo-de-pau na Economia, ele acabou levando um coice da realidade.

Comentários
Postar um comentário