A vida ensina que a melhor forma de conquistar as pessoas lá de fora são as coisas positivas que se fazem aqui dentro. Não precisam ser grandes proezas, mas atitudes positivas que tragam resultados concretos e benéficos. Em muitos casos, pequenos resultados concretos valem mais do que façanhas que ninguém sente de verdade.
Lula quis ser maior e mais espetacular do que suas condições e as condições do nosso país permitiram. O erro grosseiro de Lula priorizar a política externa se mostrou o pecado original das crises que enfrentou, refletindo na queda de popularidade.
O presidente quis reconstruir a Ucrânia antes do Brasil. Lutou contra o tarifaço de Donald Trump, mas, depois de bradar contra os juros altos da dívida pública, resolveu passar pano. “Não quero dar cavalo-de-pau na Economia”, disse. O resultado foram empresas em falência e aumentos dos preços, além de desemprego em massa e aumento da fome e da população de rua.
As viagens ao exterior, a concessão de verbas para parlamentares votarem emendas e os incentivos fiscais a artistas e famosos em geral causaram um rombo trilionário. Lula não foi capaz de desmentir o rombo e a desculpa vaga, lacônica e apressada de que “não existe crise fiscal” não convenceu.
Lula também não convenceu quando alegou que, nas suas viagens ao exterior, “não abandonou os brasileiros mais carentes”. Essa desculpa simplesmente não cola, porque era obrigação a presença do presidente no Brasil para comandar a reconstrução, investindo em Educação, Saúde, Agricultura, Indústria e Comércio, para melhorar a qualidade de vida da população e fazer a Economia respirar e se movimentar.
Mas Lula preferiu o faz-de-conta do relatorismo, e temos que bater na tecla porque as classes populares estão revoltadas com a carestia e o desemprego. Lula foi lutar contra o tarifaço de Donald Trump, um assunto de economia externa que os lulistas venderam como economia interna brasileira. Enquanto isso, os juros altos da dívida pública pioraram a economia do nosso país.
Lula fez um governo ruim, pelos estragos causados pela festa que se deu no lugar da reconstrução que terminou sem começar. E o presidente, mesmo assim, acredita que sua reeleição está certa e que basta derrubar os obstáculos da oposição para vencer, mesmo que seja por uma margem pequena de votos.
Nesta semana Lula começa discursando na Organização das Nações Unidas (ONU), na sua sede em Nova York, para defender a soberania brasileira e a pedir para que Donald Trump evite enviar representantes para interferir nas eleições brasileiras. Na cidade estadunidense, Lula também fará outros encontros políticos.
Seria, portanto, um discurso de um presidente do Brasil ou um comício informal para sua campanha? De certa forma, presidente e candidato não parecem, em Lula, ter divisões circunstanciais. Lula usa chapéu Panamá na foto que ilustrará a urna eletrônica. Perto das eleições, o chefe do Executivo nacional reajustou os valores do Bolsa Família.
Com isso, pode fazer sentido que tudo o que Lula fizer não signifique ilegalidade quanto às normas eleitorais vigentes. Mas é inegável que presidente e candidato se misturam e isso é tão complicado quanto Trump intervir nas eleições brasileiras. Em todo caso, se o povo brasileiro fot experto, votaria na Terceira Via, em vez de reeleger um presidente que, desejando ganhar o mundo, se esqueceu dos brasileiros.

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