Alguns fatos já demonstram o quanto o terceiro mandato de Lula, que prometeu ser o melhor de todos, tornou-se o pior dos três. A crise das empresas em falência, os impostos e preços altos e o aumento da miséria são alguns desses fatos. Lula não é um fetiche nem uma força mágica que cometeria abertos até quando erra. Lula, quando erra, erra como toda pessoa comete erros e não é sendo Lula que esses erros se tornam ações acertadas.
A atitude de Lula de não dar invertida quando a jornalista Renata Vasconcellos perguntou sobre o rombo trilionário mostra que o presidente cometeu erros desastrosos. O olhar irritado que Lula fez para Renata diz muito de um político que não faz autocrítica e age de forma impulsiva. E acaba admitindo, pela negligência, o erro que se recusou a explicar.
Foi muita festa e pouco trabalho. Nada de políticas de geração de empregos. Nada de valorização autêntica dos salários dos trabalhadores. Tudo da ficção dos relatórios, que os lulistas tratavam como sendo “realtórios”, que mostravam coisas melhores que a realidade.
O governo Lula chegou a dizer que o povo brasileiro ”estava desinformado” da “magnitude das realizações do seu governo”. Queria que o povo acreditasse nas fantasias fantásticas que em nenhum momento se refletiam na realidade concreta.
Mas, lamentavelmente, Lula foi tomado de estrelismo e neste mandato ele ainda se tornou ambicioso demais, enquanto encenava diferentes personagens conforme a ocasião. Nas reuniões de cúpula internacionais, Lula posava de orador pomposo. Nas entrevistas da TV, é o estadista sério e experiente. Nos comícios, é o inquieto populista que anda de um lado para outro mexendo os braços e desabafando.
O problema é que esses papéis de Lula são desempenhados por fins marqueteiros, de pura promoção pessoal do presidente. Diferente dos dois mandatos anteriores, que, por mais moderados e até imperfeitos que fossem, ainda mostravam alguma gestão, o terceiro mandato de Lula foi pura propaganda e uma grande ilusão.
É assustador que, mesmo com o mandato de Lula 3.0 ter sido desastroso, as chances dele ser reeleito são fortes. O mais grave é que já não é mais apenas um governo medíocre, mas um governo ruim, devido às consequências da crise socioeconômica que só os lulistas não veem.
Lula reagiu com cinismo e arrogância à repercussão negativa do aumento do Bolsa Família a poucas semanas das eleições. Disse que isso foi bom porque a campanha eleitoral se desprendeu da crise do Supremo Tribunal Federal e trouxe visibilidade para o presidente e candidato à reeleição.
Lila ainda prometeu que o SUS ofereça de graça canetas emagrecedoras como uma de suas medidas para obter votos. E o presidente também volta às bravatas desafiando a indústria das bets, as apostas virtuais de futebol, numa iniciativa bastante arriscada para a reputação do petista entre os torcedores de futebol.
Em todo caso, Lula 3.0 foi confirmadamente decepcionante, conforme mostrou meu livro Lula - Uma Decepção. Um presidente que pede para o povo trocar carne por ovo, anos após prometer picanha mais barata. Fosse qual o carisma de alguém, se essa pessoa fez um péssimo governo, seria derrotada nas urnas em um país menos ingênuo. Só um país surreal aceitará reeleger quem governou mal.

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