Estou finalizando meu livro sobre a intelectualidade pró-brega, e analisei, entre outras coisas, dois intelectuais reacionariamente debochados. Um é o antropólogo baiano Roberto Albergaria, já falecido, e outro, o mineiro Eugênio Raggi, que, apesar do pseudo-esquerdismo, age como se fosse o "véio da Havan" da musicologia. Ambos se projetaram por um discurso marcado pelo deboche, em defesa do establishment cultural brasileiro que se refere à domesticação do povo pobre. Penso nisso quando alguns episódios vêm à tona. De um lado, temos o ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes elogiando o aumento do dólar e se queixando de que "até as empregadas domésticas estavam viajando para a Disney". De outro, temos o deputado federal psolista, Glauber Braga, que, em audiência com Sérgio Moro na Câmara dos Deputados, chamou o ministro da Justiça de Bolsonaro de "amigo dos milicianos". Glauber Braga, deputado fluminense, é o mesmo que chamou M...