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EDUARDO PAES ESNOBOU "PRAINHA" PAULISTA. MAS TENTOU FAZER A SUA

PRAIA ARTIFICIAL CRIADA PELA SABESP, ÀS MARGENS DO RIO PINHEIROS, EM SÃO PAULO. A SABESP, empresa de saneamento de São Paulo, realizou uma grande gafe nos seus primeiros meses após a privatização, ocorrida em julho do ano passado. Inaugurada em 03 de dezembro de 2024, visando promover o programa Virada Sustentável da empresa, a "Prainha de Paulista" tinha areia, cadeiras para descanso, sombrinhas para abrigar do calor do Sol e até quadra de vôlei e futevôlei. Segundo comunicado da SABESP, a iniciativa visava criar um "espaço inovador que simboliza transformação, convivência e reflexão sobre o papel de cada cidadão na preservação do meio ambiente", às margens do Rio Pinheiros, revitalizado pelo Governo de São Paulo. Na inauguração, houve até bastante gente e até DJs animando a festa. A SABESP havia até divulgado a frequência inicial de 1.350 pessoas nos primeiros dias a partir da inauguração. Mas, pouco depois, a praia teve frequência baixíssima e acabou sendo desati...

BOLSONARISTAS CAUSAM PÂNICO COM MENTIRAS SOBRE PIX

Os últimos dias foram marcados, na Economia brasileira, por um escândalo provocado por uma onda de mentiras transmitidas por bolsonaristas, a partir de um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Assim que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que pretende aumentar a fiscalização para movimentações financeiras, as mentiras se voltaram para a hipotética taxação do Pix. Trata-se de uma interpretação leviana do que a equipe econômica cogitava fazer, que seria o aumento da fiscalização sobre transferências em valores superiores a R$ 5 mil através do Pix de pessoas físicas e acima de R$ 15 mil de pessoas jurídicas (empresas). A interpretação supunha que o Governo Federal iria aumentar os impostos de pessoas físicas que utilizassem pagamentos através do Pix, sistema de pagamento criado pelo Banco Central. Várias pessoas ligadas a grupos bolsonaristas espalharam a mentira e estarão sob investigação pela Polícia Federal, a pedido da Advocacia-Geral da União. A medida causou pânic...

A PROIBIÇÃO DO "FUNK" E DO USO DOS CELULARES NAS ESCOLAS

Nos dois lados da polarização, há iniciativas que, embora bastante polêmicas, pretendem diminuir a fuga de foco dos alunos dos ensinos fundamental e médio no cotidiano escolar. Do lado lulista, temos a aprovação de uma lei que limita o uso de telefones celulares para fins pedagógicos, proibindo o uso recreativo nos ambientes escolares. Do lado bolsonarista, várias propostas proíbem projetos que proíbem o "funk" e outras músicas maliciosas a serem tocados nas escolas. Lula sancionou a lei surgida a partir da aprovação do Projeto de Lei 104, de 03 de fevereiro de 2015, do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que estabelece a proibição do uso informal dos telefones celulares pelos alunos das escolas públicas e privadas. A lei só autoriza o uso dos celulares para fins pedagógicos, como pesquisar textos indicados pelos professores para exercícios em salas de aula. ""Essa sanção aqui significa o reconhecimento do trabalho de todas as pessoas sérias que cuidam da educação, de ...

INTELECTUAIS PRÓ-BREGA TENTARAM MASCARAR CONSERVADORISMO DAS ‘BIG TECHS’

EM 2012, A INTELECTUALIDADE "SEM PRECONCEITOS" CREDITARIA ELON MUSK E MARK ZUCKERBERG COMO SE FOSSEM "GUERRILHEIROS DIGITAIS DE ESQUERDA". HOJE ELES SÃO O SÍMBOLO DA DIREITA NAS REDES SOCIAIS DA INTERNET. O culturalismo brega-popularesco foi uma grande pegadinha que enganou as esquerdas, que acreditaram em suas lorotas sob a desculpa de que essa “cultura”, em tese, “fazia o pobre sorrir”. O dito “combate ao preconceito”, inicialmente uma bandeira articulada em conjunto pelas Organizações Globo e pelo grupo Folha, que enviou seu “menino de ouro” Pedro Alexandre Sanches como “interventor cultural” na imprensa esquerdista, foi uma forma de evitar os debates culturais que, nos anos 1960, geraram o Centro Popular de Cultura da UNE e o engajamento da MPB que fez o Brasil ainda respirar culturalmente mesmo nos primórdios da ditadura militar. Sanches, posando de “bom esquerdista” e tornando-se, ao lado de Paulo César de Araújo e Hermano Vianna, os principais ideólogos do cu...

COM A META ABOLINDO A CHECAGEM DE DADOS, LULISTAS DÃO MAU EXEMPLO

Na semana passada, o empresário do grupo Meta (famoso pelas marcas Facebook e Instagram), Mark Zuckerberg, anunciou a desativação do mecanismo de checagem de fatos em suas plataformas, o que causou grande pânico entre aqueles que veem nessa atitude um estímulo para a veiculação de fake news . Embora Zuckerberg tenha se posicionado como um rival e concorrente de Elon Musk, o dono do Facebook sempre demonstrou ser um empresário conservador, apesar de sua aparência de bom rapaz com trejeitos de estudante universitário. Ainda na semana passada, Zuckerberg manifestou seu machismo sentindo falta de "energia masculina" nas corporações do mundo inteiro. A checagem de fatos era um procedimento que visava avaliar se as mensagens produzidas na Internet eram verídicas, e se não havia alguma intervenção da Inteligência Artificial na veiculação das mesmas. Era uma maneira de ajudar a combater a veiculação de notícias falsas, que é produzida em quantidades industriais, ameaçando a humanidad...

LULISTAS DESCONTEXTUALIZAM A DITADURA, BOTANDO NO COLO DE BOLSONARO

Sabemos que Jair Bolsonaro é uma figura nefasta e prejudicial, nociva para o Brasil. Mas torna-se exagero botar todos os males do golpismo político no colo dele. Afinal, Bolsonaro é criatura e não criador, sendo mais um subproduto de um culturalismo ultraconservador que, vigente na ditadura militar, tenta sobreviver sendo "ressignificado" para o contexto da "democracia" lulista de hoje. Enquanto os verdadeiros algozes civis da ditadura militar agora se transformam em lobos em peles de cordeiros, uns até exagerando na pose de "esquerda democrática", os lulistas, mesmo os sindicatos mais influentes - como a CUT e o Sindicato dos Bancários - , estão mordendo a isca da doença infantil de atribuir todo o autoritarismo político ao "capitão". A tendenciosa associação das imagens da ditadura militar fundidas com a foto de Jair Bolsonaro, publicadas nas páginas da CUT e do Sindicato dos Bancários, segue a mesma retórica usada por Lula que, por um lado, pa...

EM 1964, AS ESQUERDAS PECARAM POR ACHAR QUE “PODIAM TUDO”

O IPES - PARTE DO COMPLEXO IPES-IBAD DE MANIPULAÇÃO IDEOLÓGICA DA DIREITA - FOI UM DOS INSTITUTOS DE FACHADA QUE CONTARAM COM A PARTICIPAÇÃO DA BURGUESIA NACIONAL, QUE AS ESQUERDAS ACREDITAVAM SER ALIADAS EM 1964. É certo que o colunista Arnaldo Jabor, falecido há poucos anos, teve seus surtos Reacionarismos à parte, Jabor falava das ilusões que as esquerdas tiveram em 1964 e sua enganosa ideia de onipotência e invulnerabilidade. As ilusões do subdesenvolvimento poetizado pela arte, a utopia de que as esquerdas podiam tudo no Brasil e de que a burguesia nacional era aliada das esquerdas brasileiras. Mas, na distância do tempo, temos que refletir sobre os erros que as esquerdas cometem nos últimos vinte anos e que, agora, mais uma vez são repetidos e, às vezes, agravados sob a ilusão da conduta autossustentável do presidente Lula. Entre 1963 e 1964, as esquerdas eram menos ingênuas que seis décadas depois. Havia uma glamourização do subdesenvolvimento bem menos grosseira que a de hoje. ...

A “DEMOCRACIA DE UM HOMEM SÓ” É UMA ILUSÃO

"DEMOCRACIA SEM POVO" - Com as classes populares se sentindo traídas e abandonadas, não foi possível esconder o fracasso do evento que consagraria a "democracia de um homem só" de Lula. O negacionista factual sente feliz com a zona de conforto da “democracia” lulista. Pode cruzar os braços, consumir o que seus impulsos pedirem, exibir nas redes sociais seu pedantismo pseudo-intelectual cheio de juízos de valor e esperar que um homem de 80 anos conduza o futuro dos brasileiros. Para ele, só vale a “democracia” lulista. Essa profissão de fé é recente, já que ele quebrou levemente a tradição direitista e golpista de seus antepassados e viu que Lula podia fornecer subsídios estatais para a elite do atraso, que da noite para o dia alegou que “era mais feliz” quando o Brasil era governado pelo petista. Daí que, enquanto o proletariado, abandonado por Lula - realidade que o negacionista factual se recusa a admitir - , segue com sua batalha diária pela sobrevivência sob um ...

JAIR BOLSONARO, NA ADOLESCÊNCIA, DIFICILMENTE CONHECERIA RUBENS PAIVA

Com a repercussão da premiação dada a Fernanda Torres, atriz protagonista do filme Eu Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, os lulistas de repente passaram a descontextualizar a figura do político Rubens Paiva. A euforia dos lulistas e seu protagonismo artificial já criaram “pérolas”, como o silêncio em torno do legado maldoso de Michel Temer, que fez com que o presidente Lula e seus seguidores passarem a adotar posturas estranhas em relação ao ideário esquerdista, posições que são adotadas sob o eufemismo de “democracia”. Com isso, a direita moderada passou a ser aceita, assim como parte do seu legado. As esquerdas médias já ensairam isso com os “brinquedos culturais”, tentariva de ressignificar valores e ídolos da direita ditatorial ou neoliberal para o contexto pretensamente progressista. E aí vemos certas narrativas das esquerdas lulistas nas quais Jair Bolsonaro teria sido “educado para odiar Rubens Paiva”, o que é um absurdo, pelas razões históricas e factuais que se conhece. Por p...

NÃO SE ACHA UM WALTER SALLES EM QUALQUER BOATE DESCOLADA OU BAR DA ESQUINA

Costumo dizer que exceção é como um micro-ônibus no qual as muitos querem que tenha a lotação de um trem-bala. Todos querem ser exceção à regra. A regra quer ser exceção de si mesma. E num Brasil afundado de muito pretensiosismo e falsidade, todos querem ser reconhecidos pelo que realmente eles não são. Na burguesia e, principalmente, na elite financeira, temos uma brilhante exceção que é o cineasta Walter Salles, de uma obra humanista e progressista. Por uma questão de vínculo familiar, Walter é membro de uma família de banqueiros, acompanhou o auge da carreira do pai, Walther Moreira Salles - do qual herdou o nome, acrescido da palavra "Júnior" - , e é uma das pessoas mais ricas do país. Mas Walter Salles é uma grande exceção à regra, e o seu cinema tem uma proposta de lançar questões que ele mesmo tem em mente, indo do documentário sobre Chico Buarque ao recente drama sobre Rubens Paiva, Eu Ainda Estou Aqui , passando por temas como a geração beat  e a juventude de Che Gue...