Disse Lula há poucos dias, em Brasília, sequioso de se manter no poder:
"Eu vou viver até os 120 anos, eu vou demorar. Já falei para o homem lá em cima: não estou a fim de ir embora. Preciso disputar umas dez eleições, mais uns 20 anos. O Lula de bengala disputando eleição".
Com um governo medíocre que só empolga o seleto grupo de fãs e seguidores, Lula, obsessivo pela sua promoção pessoal, não esconde suas intenções de se perpetuar no poder, querendo ser reeleito várias vezes, ainda que recorra a um erro de cálculo, pois se ele for disputar dez eleições, não serão mais 20 anos de mandato , mas 40 anos, dentro da perspectiva etária que o presidente brasileiro alega ter.
O evidente personalismo de Lula, dentro do clima do culto à personalidade que enpolga a elite do bom atraso, a “nata” dos apoiadores atuais do chefe da nação, mostra o quanto significa essa “democracia de um homem só”, que descumpriu as obrigações do jogo democrático na campanha presidencial de 2022.
Uma “democracia” em que um único líder decide, enquanto seu público - já nem devemos chamar de “povo”, tamanha a decepção das classes populares com o ídolo petista - vai festejar, brincar e consumir, não é menos restritiva do que a “democracia” da Grécia Antiga, guardadas as diferenças profundas de aspectos.
Isso porque é uma “democracia” que tem que assegurar a “felicidade” de uma classe, a burguesia de chinelos, a classe média abastada que é a que realmente apoia Lula. Uma estranha elite qie joga comida fora, em parte fuma cigarro com muito orgulho e fica feliz quando deputados ganham uma fortuna para votar com Lula.
São costumes bizarros de uma elite descendente de escravocratas e exterminadores de índios do período colonial e das aristocracias rurais e urbanas que impuseram a República Velha e, mais tarde, a ditadura civil-militar de 1964-1985.
Por isso não é preciso pensar para ver que o sentido de “democracia” de 1964 não difere do de seis décadas depois. Afinal, “democracia” é um eufemismo para uma elite de abastados e privilegiados exercerem poder na sociedade, detendo o consumo pleno de bens e monopolizando o senso comum.
Para essa elite e seu humanismo de araque, Lula merece ser reeleito e ficar no poder até não poder mais, quase como um imperador. O grau de humanismo notado por essa elite do bom atraso é tal que reflete na pressa em comemorar antes de reconstruir o Brasil, a ponto de desprezar a tragédia do Rio Grande do Sul ao frstejar a eventual ação de socorro do presidente Lula.
Mal foram feitas as iniciativas, Lula passou a ser visto como um super-herói, quando ele fez apenas uma obrigação. E isso quando é uma ação que dá Ibope e lacração, pois em outros setores, como o contraste de um mercado de trabalho que abre vagas mas exige demais do candidato, sem falar de preconceitos de caráter etário e estético, Lula demonstra fraqueza e falta de firmeza para derrubar um sistema de valores caquético, com muitos resíduos da época dos generais Médici e Geisel.
Lula se acha dono da democracia e finge priorizar as classes populares, com as narrativas apostando em paradigmas que não existem mais. O presidente brasileiro só empolga mesmo a classe média abastada, porque as classes populares se sentiram abandonadas pelo chefe da nação, mais preocupado com o poder e o prestígio pessoal, daí o desejo de se perpetuar no Governo Federal.
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