A princípio, a tragédia dos temporais e enchentes no Rio Grande do Sul soaram como um "castigo" para o presidente Lula, que não pode capitalizar sia imagem em torno da apresentação de Madonna em Copacabana, no Rio de Janeiro. A chance de Lula usar óculos coloridos e Janja expressar seu carisma pop foram canceladas.
A tragédia causou, até a edição desta postagem, cem mortos. Lula teve que agir para socorrer o Estaso afetado. Pelo menos é uma atitude positiva do governo agir assim e não abandonar o povo sofrido. É um momento melancólico.
Mas o que constrange é o oportunismo de celebridades que não conseguem disfarçar a vontade de se promoverem com as doações às vítimas da tragédia. Gente que normalmente não é de ajudar o próximo, ocupada com coisas "importantes" como comprar cerveja e cigarros, de repente passou a ser "solidária", embora a gente fique perguntando se "solidariedade" se escreve xom "s" ou "$".
Exceção à regra que pode ser destacada é e de Alexandre Frota, que foi pessoalmente ver a tragédia e socorrer pessoas e animais. Frota mudou muito e está preocupado com o altruísmo e a justiça social. Uma grata surpresa dos tempos pós-2016.
Vivemos uma grave crise sociocultural no Brasil. Um quadro catastrófico, diga-se de passagem. E o governo Lula, em criae de popularidade, tenta ao menos mostrar serviço ao aconpanhar o infortúnio e tomar as medidas necessárias, liberando recursos e promovendo o trabalho de reconstrução do Rio Grande do Sul.
Devemos ter cautela e pensar um pouco. Em 2013, gouve a tragédia de Santa Maria, uma cidade gaúcha. Poucos meses depois, vieram as jornadas de junho que abriram a Caixa de Pandora do Brasil de então. O temor é que algo semelhante aconteça daqui a alguns meses, pois nisso país está complexo demais, com o aumento dos valores super-ricos através do setor do entretenimento. O Brasil não vai se desenvolver com uns poucos querendo demais na vida.
O Brasil já tem um quadro de pobreza catastrófico, devido à nova concentração de renda beneficiar hoje categorias como dirigentes esportivos e empresários de festivais de música e de agenciamento de subcelebridades e ídolos musicais popularescos.
Com o prejuízo no Rio Grande do Sul, esse quadro piora e vai demonstrar que a obsessivo pelo Primeiro Mundo escapará das mãos do nosso país. Cabe, portanto, pensarmos num déficit social zero, reparando os estragos diversos. Se o Brasil for um país que se permita um pouco de dignidade para os não-privilegiados, estará bom.
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