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BURGUESIA FINGE SER POBRE PARA DIZER QUE "COMPROU MAIS" SOB LULA 3.0

PREÇOS MÉDIOS DE CHOCOLATE E CARNE, QUE DESMENTEM QUE O POVO POBRE VOLTOU A CONSUMIR TAIS PRODUTOS.

Institutos ligados ao "mercado" e ao lulismo, que sustentam a "democracia" burguesa dos últimos dois anos, estão difundindo fake news para dar a falsa impressão de que o povo pobre passou a consumir mais produtos e estes produtos teriam ficado mais baratos.

Um suposto levantamento trazido pelo instituto Tendências Consultoria, divulgado pelo jornal O Globo, alega que as classes D e E, com rendas declaradas de até R$ 3,2 mil, teriam sido beneficiadas pela inflação baixa e pelo suposto aumento de renda, voltando a comprar não apenas feijão e arroz, mas também carne, chocolate, iogurte, salgadinhos de pacote, refrigerante e cerveja, havendo espaço até para comprar pacotes de rações para cachorros. O suposto êxito se deu em comparação aos niveis de consumo registrados no ano passado.

Os internautas apoiadores de Lula ficaram extasiados com tamanha ficção estatística, chegando a falar em "Efeito Lula" nas redes sociais, falando da "diferença" em relação ao período bolsonarista, quando a gente percebe que o "aumento de consumo" se deu pela mesma classe média abastada que compra e consome muito desde os tempos em que o governo Médici botava para quebrar torturando e matando presos políticos há mais de 50 anos.

Eu ando pelas ruas, percorro os mais diversos mercados, desde os mercadinhos de bairros até as redes atacadistas, e vejo que os preços, em vez de baixar, estão subindo, apenas ficando temporariamente mais baratos por conta de promoções feitas somente para não deixar o estoque parado por muito tempo. 

Mesmo assim, são promoções quase relâmpagos, de um dia até uma semana, das quais é necessário correr para comprar, e, ainda assim, os preços não são tão generosos assim. Vide o leite que mal consegue ficar com menos de R$ 5 e, com dificuldade, tem promoções custando cinquenta centavos a menos.

As carnes custam, em média, cerca de R$ 37,99 o quilo, o chocolate de barra de 100 gramas custa em média R$ 8,99 e, em certas lojas, custa um suado R$ 4,99. A banana custa onze reais, o iogurte para beber, de 800 a 900 gramas, dificilmente está abaixo de doze reais.

A "queda de preços" e o "aumento de consumo" das ditas classes D e E não passam de uma grande ficção estatística, sendo "fake news do bem", que não encontram reflexo na realidade concreta dos fatos vividos. A classe que exalta os supostos dados divulgados vive no seu conforto isolacionista e, portanto, não percebe o que os verdadeiros pobres vivem, ainda permanecendo na "fila do osso".

Os lulistas que exaltam esses supostos dados nas redes sociais mal conhecem a realidade do povo. Passaram a fazer compras por aplicativos ou vão com seus carrões fazer compras em supermercados sem olhar os preços dos produtos. São a burguesia de chinelos, a elite do bom atraso, e são tão arrogantes no seu complexo de superioridade que se acham no direito de julgar e falar até em nome do povo pobre, sem entender bulhufas da realidade vivida pelo excluídos da vida real.

Essa burguesia enrustida que se acha "pobre" porque paga IPVA e fala português errado é que acha barato uma picanha custar R$ 70 e uma barrinha de chocolate custar, em certos mercados, até doze reais. Trata-se de uma classe hipócrita e mentirosa que apoia Lula e se contenta com dados de relatórios, sem comparar com a realidade que suas imaginações férteis fingem entender bem e não entendem sequer um milésimo.

Ontem, o presidente Lula animou o seu fã-clube de abastados ao dizer, na entrevista dada ao portal UOL, que "enquanto for presidente, não vai mexer no salário-mínimo", ainda que esse salário esteja no valor precário de R$ 1.412, num governo que paga milhões para deputados federais votarem a favor do petista:

"O salário mínimo não será mexido enquanto eu for presidente da República. O que diz a lei que regulamenta o aumento do salário mínimo: você tem sempre que colocar a reposição inflacionária para manter o poder de compra; e nós damos uma média do crescimento do PIB dos últimos dois anos. Ora, o crescimento do PIB é exatamente para isso, para você distribuir entre os 212 milhões de brasileiros. Eu não posso penalizar a pessoa que ganha menos".

Quem ficou extasiado com essa declaração são os lulistas que, evidentemente, ganham no mínimo oito vezes mais do que esse salário de fome que mal consegue abastecer as famílias humildes. Não são pessoas que vivenciaram os problemas econômicos das classes populares, embora se acham no juízo de valor de falar e pensar em nome dos pobres que não conhecem e, no fundo, desprezam.

Afinal, para quem ganha R$ 1.412, sendo um chefe ou uma chefe de família (lembrando que muitas mães ficam divorciadas ou viúvas e têm que cuidar de muitos filhos), precisa obrigar até as crianças de três anos de idade a ter que vender balas para dar um pequeno reforço à apertada renda familiar. Ou seja, o pobre já é penalizado com esse salário-mínimo de fome.

Além disso, devemos lembrar que a renda de R$ 3,2 mil pode ser apenas uma pequena parcela do que é declarado pelos "pobres de fachada", o que pode esconder um valor ainda maior, pois pode ser apenas o salário bruto, o que não inclui as outras gratificações. e R$ 3,2 mil não é o valor máximo, mas muito provavelmente o valor mínimo.

Quem está comprando mais produtos é sempre a mesma classe média abastada que não olha preço para comprar bens e utilizar serviços. É a mesma elite beneficiária do "milagre brasileiro", o que significa que essas classes tidas como "D e E" têm mais o aspecto de "B e C", algo facilmente manipulável pelo balé de números, palavras, gráficos e imagens que o espetáculo de simulacros do governo Lula 3.0 produz com a facilidade de varinhas mágicas das fadas-madrinhas.

Fora dessa bolha social, os pobres da vida real não conseguem comprar um pedaço de carne, precisam pedir a outras pessoas que lhes comprem uma caixa de leite integral ou um pacote, se não de leite em pó, pelo menos de um composto lácteo de sabor ruim e valor nutricional pior ainda. E quando recebem um chocolate como esmola, é para revender em sinaleiras - "no farol", segundo a gíria paulistana - para, pelo menos, obter algum dinheiro para uma refeição precária que possa matar a fome.

A realidade brasileira é dura demais para os lulistas bem de vida entenderem. E a arrogância dos lulistas os faz juízes de valor com a pretensão de classificar a realidade conforme suas convicções paternalistas. E é lamentável que, só por ter muito dinheiro e consumir constantemente a Internet, essa pequena burguesia se acha capaz de ter a verdade e a palavra final de suas mãos. É triste, mas a realidade sempre foge de ser escrava dos julgamentos dessa elite pretensiosa e súdita do presidente pelego.

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