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A MULHER E A LUTA CONTRA O MACHISMO RECREATIVO

EMMA WATSON GOSTA DE SER SEXY, MAS APENAS DENTRO DO CONTEXTO. O feminismo brasileiro enfrenta muitos desafios. Enfrenta paradigmas machistas e obstáculos armados por um machismo engenhoso, cruel e totalitário. Um machismo que tenta negociar com o feminismo, para que a "tradição machista" sempre leve a melhor. Isso pesa sobretudo quando há um fenômeno confuso. O das mulheres que vivem só de mostrar o corpo, por sinal exagerado por doses pesadas de silicone. Elas se dizem "donas do seu corpo", como desculpa para ficar só com estas ostentações. Elas nada têm a dizer, a não ser mostrar a "sensualidade" e vê-la como um fim em si mesmo. Até quando tentam outros contextos, como exibir o pôr-do-sol ou ir a uma feira de automóveis, é a ostentação corporal que se sobressai. Isso se torna ridículo, enjoativo. Mas a mídia venal adora. Ju Isen, Solange Gomes, Mulher Melão, Mulher Melancia e outras são até protegidas das Organizações Globo e Grupo ...

MICHEL TEMER NA CONTRAMÃO DE JUSCELINO KUBITSCHEK

Quando Michel Temer estava às boas com Dilma Rousseff, as esquerdas médias o viam com boa-fé. Admirando a beleza da esposa Marcela, achavam que ela se destacava com "outro tipo de feminismo". E, diante do vínculo com a jovem esposa, Michel Temer era tratado como se fosse um estadista do nível de Juscelino Kubitschek. As circunstâncias fizeram mudar a situação. Temer traiu Dilma e, tornando-se aliado dos rivais do PSDB, estabeleceu um golpe político-institucional com as ações do Judiciário e a propaganda da grande mídia venal. E temos o governo desastroso que hoje vemos. Nem um pingo de Juscelino Kubitschek. E se descobriu que Marcela seguia o estilo da esposinha submissa do século XIX. Bela, recatada e do lar. Temer está muito preocupado com as reforças trabalhista e da previdência, além das privatizações. E assiste de camarote ao desmonte das empresas nacionais de infra-estrutura, por causa da ação imperiosa da Operação Lava Jato. Por trás disso, está ...

CARNAVAL MARCOU SUPREMACIA DO COMERCIALISMO MUSICAL

O Carnaval 2017 marcou o sepultamento da MPB, como uma frente musical de qualidade lançada oficialmente em 1964, para se contrapôr à ditadura militar. O processo do desmonte da MPB se deu desde os anos 1990, através de uma geração de intelectuais identificados com a Teoria da Dependência de Fernando Henrique Cardoso. Entre eles, Paulo César Araújo, Hermano Vianna e o "bom esquerdista" Pedro Alexandre Sanches. Todos traduzindo o pensamento de FHC para o âmbito cultural, com ênfase na música. Era a ideia de subordinar a cultura popular brasileira às regras de mercado trazidas pela ideologia pop do comercialismo hit-parade  dos EUA. Essa perspectiva entreguista surgiu desde os primórdios da música brega, quando ídolos musicalmente confusos estavam indecisos entre boleros americanizados e country . O comercialismo musical, que praticamente privatizava a cultura popular em prol de grandes empresas de entretenimento, mesmo regionais, começava com Orlando Dias, Waldic...

REDE GLOBO PEGA CARONA TARDIA NO "FORA, TEMER"

No último Carnaval, a Rede Globo e a Globo News, em seus noticiários, admitiu que o Brasil protesta contra o presidente Michel Temer. É uma situação um tanto insólita, se vista de maneira simplória, pois a Globo é beneficiária das generosas verbas públicas que Michel Temer banca como "mesada". Além disso, uma reportagem do blogue Tabapuã Papers mostra toda uma rede de relações entre Michel Temer, um filho do seu assessor José Yunes, Marcos Yunes, e os donos da Globo, principalmente José Roberto Marinho. Reportagem de O Cafezinho traz detalhes sobre o assunto. Há muito a plutocracia do PMDB/PSDB tem associações com os barões da mídia. No caso do Banestado, nos anos 1990 e investigado em 2003 pelo mesmo tendencioso juiz Sérgio Moro, essa associação envolvia negócios de arrepiar. No Google há muitas referências sobre esse episódio que terminou em "pizza", com tucanos pouco expressivos sendo condenados e todos os "peixes grandes" inocentados. ...

A ABERRAÇÃO CARIOCA DOS ROQUEIROS FÃS DE UMA MÚSICA SÓ

AC/DC NÃO FEZ SOMENTE BACK IN BLACK. Há quase um ano, a banda do ex-Ramones Marky Ramone, a Marky Ramone's Blitzkrieg, abandonou a apresentação no Rio de Janeiro, depois de 47 minutos de concerto. Os fãs ficaram irritados. Eles queriam uma apresentação completa, que prometia uma revisão do repertório da lendária banda de Nova York. Deveriam agradecer ao Marky Ramone. Na época, a "rádio rock" no ar no Grande Rio, a canastrona Rádio Cidade, não tocava mais do que umas três músicas dos Ramones. "Pet Sematary", "Straight to Endure" e "I Wanna Be Sedated". Fora elas, covers  como "Spiderman" e "What a Wonderful World", esta na gravação solo de Joey Ramone. Mas a coisa piorou ainda. Se era estranho os roqueiros dos anos 1990 deixarem o espírito de garimpagem e se contentarem com os "gretéste rites", achando canções de lado B de compacto "um lixo", prepare-se para a aberração. Ela se chama ...

FALTAM BEBIDAS LÁCTEAS EM NITERÓI

Comprar bebida láctea em Niterói, ou talvez em outras cidades do Grande Rio, são um suplício. Primeiro, porque os produtos se esgotam e os estoques demoram a ser repostos. E isso num dos centros de fabricação e distribuição de produtos. Dá a impressão de que os gerentes de supermercados são como bonecos de corda que param e precisam de um puxão para voltarem a agir. Segundo, o que predomina são bebidas de garrafa com preço muito caro. É aquele esquema: compre um e pague cinco. As grandes marcas sempre estão no mercado, mas não há como pagar mais de cinco reais por um conteúdo que nem é um litro. Terceiro, muitas boas marcas sumiram. Bom Paladar, Godam, Milk Mix, Aurora, Bialini, Goody (Itambé), esta última muito cara. Ou deixaram de ser produzidas, ou deixaram de ser distribuídas no Grande Rio. Mas há marcas medíocres, como Paulista e Macuco, que nem parecem bebidas lácteas. Parecem xaropes de sabor de fruta inseridos em soros que parecem imitação ruim de leite...

DEUTSCHE WELLE BRASIL CAI NA LADAINHA DO "FUNK"

É muito estranho. Toda vez que o governo Temer entra numa séria crise, entra em ação os  patrulheiros do "funk" com seu discurso já muito surrado. O "funk" é um fenômeno muio estranho para ser considerado um movimento cultural. É dotado de um rigor estético bastante severo. O "funk carioca", surgido em 1990, só descobriu o violão 15  anos depois. A título de comparação, o rock já conhecia as orquestras na década de 1950, época de seu surgimento. No "funk", o MC não podia tocar uma gaita. E olha que o povo pobre é louco por um instrumento musical. Tendo um no acesso, o  pobre pega e toca. O "funk" nunca foi uma expressão natural do povo pobre, isso é um discurso armado pelos empresários-DJs para arrancar verbas do Estado. A retórica serviu também para atrair o turismo acadêmico às custas de tamanha falácia. Afinal, o "funk" sempre foi uma base sonora para todo mundo,não sendo mais que simples caraoquê. ...

AS GAFES DE ALEXANDRE GARCIA

Alexandre Garcia cometeu uma gafe. O jornalista da Globo, dado a se achar um sábio, confundiu "gestão" com "gestação". "Ouvi agora um “especialista em gestão de pessoas”. Ora, especialistas em gestão de pessoas são as mulheres, que gestam pessoas por 9 meses", disse ele. Simbolo do jornalismo dito "opinativo", especie de deus dos chamados "lideres de opinião",  Garcia representa hoje o establishment do jornalismo conservador. É um guru dos conservadores mais adultos, embora considerado um dinossauro pela geração coxinha. Daí as piadas que os jovens fazem com mais facilidade sobre o caso. Mas não é a unica gafe cometida pelo comentarista. Outra gafe que repercutiu mal foi quando fez um comentário irônico no seu perfil no Twitter. "“Feminicídio” é invenção de quem pensa que homicídio é matar 'hômi'", escreveu. Não foi só isso. "Me ajude, então: assassinato de homem vulnerável seria 'andro...

AGORA QUE BREGALIZOU LEGAL, QUEREM SE LEMBRAR DA ANTIGA MPB?

A intelectualidade "bacana" se sossegou. De vez em quando pipoca em alguma mídia esquerdista, fazendo proselitismo pelo neoliberalismo musical. Mas aquela choradeira toda, a da "ruptura do preconceito", já cumpriu seu trabalho. Como José Serra no Ministério das Relações Exteriores. Acertado o desmonte da Petrobras, é hora de vender o petróleo transbrasileiro. Acertado o desmonte da MPB, é hora de investir na música transbrasileira. Com a Billboard como Bíblia, ditando o que a nossa "verdadeira MPB", a dos lotadores de plateias, deve imitar do pop estadunidense. Com Dilma Rousseff fora do governo, e Chico Buarque menos influente entre os jovens, desenhou-se a precarização da música brasileira. "Funk", "sertanejo", "forró eletrônico", e a axé-music, dominam o mercado. Será que os intelectuais vão agora mostrar a MPB das antigas para a moçada brega-popularesca? Certamente vai ser a MPB pós-tropicalista de g...

NIZAN GUANAES AGIU COMO UM ANTI-PUBLICITÁRIO

O assunto parece coisa relativamente velha, mas teve que vir à tona. Estou lendo o livro Metendo o Pé na Lama - Os Bastidores do Rock In Rio de 1985 , de Cid Castro, publicitário que trabalhou na Artplan. A certa altura do livro, Cid descreve sobre um "redator baiano" que havia passado pela Artplan, a empresa da família Medina. Só um parêntesis. Nessa época ainda atuava o empresário Abraham Medina, ou Abraão Medina, famoso, nos anos 1950-1960, pela rede de lojas O Rei da Voz. O "redator baiano" em questão era Nizan Guanaes. Ele sugeriu, na Artplan, que os funcionários da empresa, que então entravam pela porta dos fundos, entrassem pela porta da frente. Era considerado um dos mais criativos da agência que se tornou notável pela organização de um dos maiores festivais de música do Brasil, com franquias em outras partes do mundo. Observando os esboços que Cid Castro fazia para o logotipo do Rock In Rio, Nizan havia dado um conselho. "Tudo o que ...