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A ABERRAÇÃO CARIOCA DOS ROQUEIROS FÃS DE UMA MÚSICA SÓ

AC/DC NÃO FEZ SOMENTE BACK IN BLACK.

Há quase um ano, a banda do ex-Ramones Marky Ramone, a Marky Ramone's Blitzkrieg, abandonou a apresentação no Rio de Janeiro, depois de 47 minutos de concerto.

Os fãs ficaram irritados. Eles queriam uma apresentação completa, que prometia uma revisão do repertório da lendária banda de Nova York.

Deveriam agradecer ao Marky Ramone.

Na época, a "rádio rock" no ar no Grande Rio, a canastrona Rádio Cidade, não tocava mais do que umas três músicas dos Ramones.

"Pet Sematary", "Straight to Endure" e "I Wanna Be Sedated". Fora elas, covers como "Spiderman" e "What a Wonderful World", esta na gravação solo de Joey Ramone.

Mas a coisa piorou ainda.

Se era estranho os roqueiros dos anos 1990 deixarem o espírito de garimpagem e se contentarem com os "gretéste rites", achando canções de lado B de compacto "um lixo", prepare-se para a aberração.

Ela se chama "fã de uma música só".

Sim, roqueirão que só ouve uma música.

No caso de AC/DC, só "Back in Black". Deep Purple, só com "Smoke on the Water". The Cure só com "Boys Don't Cry".

Tinha cara que só ouvia esses sucessos e ficava se achando.

Se dizia que o cara só gostava de hit-parade, ele ainda reagia xingando e falando palavrão.

Pensa que hit-parade é só pop dançante, "sertanejo" e axé-music.

Mas também se pedir para o cara não ficar nos hits, o cara fica hesitando.

Coisa típica nesse país chamado Brasil.

Até os roqueiros sucumbem a esse comportamento "meio-meio".

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