Uma situação se torna evidente e que aos poucos vai sendo admitida oficialmente: Lula, que recentemente se encontrou com Donald Trump no exterior, abandonou as classes populares. A cada dia as críticas ao governo Lula ultrapassam os limites do bolsonarismo e a queda de popularidade, que as supostas pesquisas de opinião divulgavam de forma suave, tende a atingir níveis dramáticos.
Arrogante, Lula, que afirma que só “concorre à Presidência pra ganhar” e que não será derrotado por qualquer outro concorrente - o que é uma postura antidemocrática, admitamos - , avisou que, se “perder as eleições, o Brasil vai parar”. Pura falta de humildade.
Lula não pode ser o dono da democracia. Multilateralismo lhe é válido apenas na política externa, mas nas eleições Lula se impõe como “candidato único”, trocando o discurso da esperança de 2002 pelo do medo, já usado na campanha de 2022.
O povo pobre está cansado de perder, mas infelizmente não ganhou muito com Lula. Aumentos salariais mixurucas, pequenos auxílios financeiros, pequenas facilidades no crédito (inclui o Minha Casa Minha Vida), e pouco além disso.
Em compensação, os alimentos estão caros, como produtos e serviços. Os impostos aumentaram. E até o Desenrola impõe uma burocracia para os endividados pagarem as dívidas com recursos do FGTS. Daí que o pessoal das classes populares está furioso com Lula e não há comunicação do governo que resolva.
Em compensação, a burguesia ilustrada, cheirosa, limpinha e com chinelos Havaianas, está feliz com Lula. A nata da Faria Lima também, mesmo quando combina falsas tretas com o petista, da linha Beatles versus Rolling Stones. Tudo faz-de-conta para garantir o papel de “pai dos pobres” que Lula deixou de exercer.
A “boa” sociedade quer Lula reeleito por um aspecto muito simples. O petista é o único que, se ostentando para o mundo, garante o passaporte VIP para a moçada cheia da grana. A reputação postiça de “país desenvolvido” que Lula quer promover garantirá o acesso das elites bronzeadas para o turismo internacional, já que nenhum outro político teria tanta ambição em se ostentar para o mundo.
Daí que Lula é o único em condições de abrir as portas do mundo para a burguesia brasileira. A fome e a sede de uma elite tropical pelo protagonismo mundial são enormes, daí a preferência pelo petista, algo impensável tempos atrás mas que hoje é mais do que evidente.
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