Na minha caminhada pelas ruas de Niterói, eu vi, perto de um poste, um monte de livros jogados no chão descartados por quem havia adquirido tais obras.
Por curiosidade, eu vi o conteúdo. Livros juvenis banais, desses que o calor do momento faz badalação intensa, mas o tempo condena ao esquecimento mais fúnebre, e o Floresta Encantada, "clássico" dos "livros para colorir".
FLORESTA ENCANTADA, LIVRO PARA COLORIR, FOI UM DOS LIVROS DESCARTADOS.
Tudo literatura analgésica, em que palavras como Conhecimento e Saber são praticamente inexistentes.
São muitos vampiros estudantis, muitos cavaleiros medievais atormentados que correm atrás do segredo do Livro do Nhem-Nhem-Nhem, da Espada de Piroca, da Medalha de Telkur...
Gente que lê livros sob a desculpa de exercer um "saudável entretenimento", mas foge de medo de livros que trazem algo diferente em termos de compreensão da realidade.
Daí o grande medo que se tem de Esses Intelectuais Pertinentes..., que desconstrói a "campanha contra o preconceito" que levou muito marmanjo mimado para a cama, depois das noitadas popularescas.
Mas tudo tem limites e nem mesmo cavaleiros medievais, bonecos de Minecraft e vampiros estudantis conseguem se segurar por muito tempo.
Chega uma hora que até esses astros da literatura anestesiante são condenados ao lixo do esquecimento.


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