É verdade que o golpe político de 2016 realizou sérios ataques à cultura brasileira, que culminaram no discurso fascista e pseudo-humanitário do ex-secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro, Roberto Alvim. Mas as esquerdas deveriam repensar seus erros pois elas acolheram paradigmas culturais de centro-direita que simplesmente prejudicaram as mobilizações populares, desfeitas pelo entretenimento popularesco.
Neste ano que se começa, temos que refletir a respeito de um Brasil culturalmente degradado que, sem estar preparado para se tornar um país desenvolvido, tende a ser uma potência... de um grande parque de diversões!! Isso mesmo. Um país que supostamente se destina a ser "justo e igualitário" e "inevitavelmente desenvolvido", por conta do governo festivo de Lula, no entanto está mais focado no consumismo e no hedonismo, no espetáculo e na festividade sem fim. Um país que deveria ter, por exemplo, uma renovação real na MPB, acaba acolhendo um mero hitmaker comercial da linha de João Gomes. Não perdemos, nos últimos anos, João Gilberto, Moraes Moreira, Erasmo Carlos, Gal Costa, Rita Lee, Lô Borges e Jards Macalé para que a "mais nova sensação da música brasileira" seja um mero cantor de piseiro. Mas esse exemplo diz muito ao astral de parque de diversões que fez o Brasil se tornar esse país excessivamente lúdico nos últimos anos, quando a Faria Lima mostrou...
Comentários
Postar um comentário