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EM CRISE, GOVERNO LULA TENTA "RESPIRAR" COM APOIO A DEPORTADOS E PLANO PARA BAIXAR PREÇO DE ALIMENTOS


A semana passada foi bastante difícil para o governo Lula. Houve a posse de Donald Trump em seu segundo mandato como presidente dos EUA, tornando ainda mais problemática a geopolítica mundial. Mas, no Brasil, a crise do próprio governo brasileiro chamou a atenção, preocupando o presidente e seus aliados, como se observou na primeira reunião ministerial de 2025.

Supostas pesquisas de opinião são forçadas a admitir uma drástica queda de popularidade de Lula, e, o que é pior, entre aqueles que deveriam mais apoiar o governo, segundo o petista: os mais pobres, os menos escolarizados e a população do Nordeste.

Há também o processo, em andamento no Tribunal de Contas da União, movido por opositores do governo, acusando o presidente de usar o programa social Pé-de-Meia (destinado a assistir crianças e adolescentes em idade escolar para evitar o trabalho precoce) para realizar "pedaladas fiscais"(manobra que permite realizar gastos fiscais acima dos limites de determinado período relacionado), fazendo com que o órgão bloqueasse recursos da ordem de R$ 6 milhões.

A crise tornou-se tamanha que Lula chegou mesmo a causar apreensão quando falou aos ministros que cogita desistir de se candidatar para a reeleição, apostando num possível herdeiro político. Para os lulistas, Lula é o único candidato do PT com condições de articular alianças dos mais diversos partidos para possibilitar sua vitória eleitoral, além de ser o único político do partido dotado de um carisma entre seus apoiadores.

Para piorar ainda mais, o Centrão, que Lula conta como apoio necessário para anabolizar sua campanha eleitoral, afirmou que, embora queira obter vários ministérios do Governo Federal, não garante que vai apoiar o petista na campanha de 2026 que, em contrapartida, deve contar com uma diversidade de candidatos da direita moderada e da extrema-direita.

Com isso, Lula também se lembrou da sua plataforma eleitoral, o "combate à fome", e foi informado de que os preços dos alimentos continuam caros. O presidente deu bronca aos ministros pela falta de uma política de redução de preços, mas devemos admitir que o próprio Lula é que não se empenhou de maneira adequada e imediata para essa finalidade, que deveria ter sido o primeiro ato de seu governo, já em janeiro de 2023.

E Lula, para piorar, não conseguiu bancar o pacifista, e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, excluiu o presidente brasileiro da elaboração de um plano de paz para o país europeu e a Rússia, que vivem um sério confronto nos últimos anos.

Foi um grande erro Lula priorizar a política externa, além de promover a reconstrução do Brasil com mais festa do que trabalho. Seu primeiro erro foi o Festival do Futuro, que atrasou a posse dos ministros, que seria um ato urgente para um país em reconstrução.

Além disso, houve mais simulacros do que ações. Os "recordes históricos" não passavam de meros relatórios que não condizem com a realidade concreta dos brasileiros, e também não conseguiram esconder a crise econômica, com juros da dívida pública altos e com o preço do dólar aumentando (e só agora ensaia uma queda gradual).

Relatórios, cerimônias, opiniões - quando Lula não consegue agir, ele comenta, para lacrar na Internet dando a impressão de que "está combatendo" algum obstáculo de um opositor circunstancial - , rituais e outros artifícios apenas forjavam uma falsa grandeza, que era desmentida pelo cotidiano dos brasileiros que não fazem parte da espetacular bolha do lulismo.

Resta a Lula, agora, tentar "respirar" politicamente com sua boa performance no apoio aos brasileiros que foram deportados do EUA e buscar alguma política de redução dos preços de alimentos. O mais complicado é que isso não é garantia de que Lula irá retomar a popularidade, pois "aqui em baixo" os brasileiros andam muito irritados com o presidente que nada faz de concreto para quem é mais pobre.

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