Neste ano que se começa, temos que refletir a respeito de um Brasil culturalmente degradado que, sem estar preparado para se tornar um país desenvolvido, tende a ser uma potência... de um grande parque de diversões!!
Isso mesmo. Um país que supostamente se destina a ser "justo e igualitário" e "inevitavelmente desenvolvido", por conta do governo festivo de Lula, no entanto está mais focado no consumismo e no hedonismo, no espetáculo e na festividade sem fim.
Um país que deveria ter, por exemplo, uma renovação real na MPB, acaba acolhendo um mero hitmaker comercial da linha de João Gomes. Não perdemos, nos últimos anos, João Gilberto, Moraes Moreira, Erasmo Carlos, Gal Costa, Rita Lee, Lô Borges e Jards Macalé para que a "mais nova sensação da música brasileira" seja um mero cantor de piseiro.
Mas esse exemplo diz muito ao astral de parque de diversões que fez o Brasil se tornar esse país excessivamente lúdico nos últimos anos, quando a Faria Lima mostrou que "governa" a nossa cultura, a ponto de impor a perenidade forçada de uma gíria ligada a drogas alucinógenas, "balada".
Tudo virou mero entretenimento, consumo, emoções baratas. A relativa prosperidade econômica que atinge cerca de 33% da população tornou-se pretexto para um consumo obsessivo, para um hedonismo irresponsável, e toda aquela falácia da "sociedade do amor" se reduziu a isso, a pessoas se submetendo à "liberdade de instintos", que traz mero narcisismo tóxico, em vez de fortalecer a verdadeira autoestima.
Falta humanismo nesse "humanismo de resultados". É muita teoria para nenhuma prática, é muita pose, muita aparência, para nenhuma essência. Será que o Brasil vai se reduzir a uma mera Disneylândia do mundo? O preço da liberdade será a escravidão dos instintos?
Fica aqui nossa reflexão. Bom começo de ano.
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