Nos últimos dez anos, o Jornalismo sofreu vários infortúnios. Além do empoderamento da mídia venal através da campanha lavajatista, vimos o fechamento de versões impressas dos periódicos, demissões em massa de jornalistas novos e veteranos e enxugamento das estruturas de grandes veículos de imprensa, que se tornavam “empresas pobres de empresários ricos” E ainda temos o bonapartismo radiofônico do “jornalismo de FM”, espécie de extended versions dos noticiários de TV, oferecendo overdose de informação sem permitir ao ouvinte parar para respirar, pensar e, simplesmente, viver. Essas rádios ainda têm o descaramento de hierarquizar a opinião pública, tratando os ouvintes como se eles não tivessem opinião. Com a decadência do bolsonarismo, fechando, em 2022, o ciclo abertamente golpista iniciado em 2015 (época das primeiras manifestações contra a presidenta Dilma Rousseff), a ciranda da mídia mudou. Uma imprensa mainstream passou a acolher veículos emergentes, tanto da mídia lavajatista ...