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“PIRULITO BABY, AH-AH"?!

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ESCÂNDALO DO BANCO MASTER VAI IMPLODIR A POLARIZAÇÃO?

DANIEL VORCARO, DONO DO BANCO MASTER. Viajar na agenda setting  é uma aventura um tanto chata e complicada, além de soar um lugar comum, pois você corre o risco de repetir demais o que é falado, e é por isso que a overdose de informação prejudica, pois as pessoas viram papagaios informativos, seguem a linha editorial do veículo midiático que consomem e pouco acrescentam ao debate, apenas fazendo número aos comentaristas que falam mais do mesmo.  Para quem não sabe, agenda setting  é uma seleção de assuntos mais falados, apreciados e difundidos nos meios de comunicação. Sua importância se compara ao hit-parade na música, blockbuster  no cinema e best seller  na literatura. O agenda setting , portanto, seia uma espécie de hit-parade  da notícia. Trabalhando como atendente de telemarketing , escrevo mais temas que podem ser atemporais e raramente sigo o assunto do momento, até porque precisava parar para saber melhor do tema e, também, para tentar escrever alg...

PORQUE SUCESSOS INFANTO-JUVENIS VIRARAM PRETENSAS "CANÇÕES DE PROTESTO" NO BRASIL?

Uma estranha mania dos jovens brasileiros de hoje em dia é cantar os sucessos comerciais infantilizados do passado. Músicas como "Superfantástico", "Lua de Cristal", "Xibom Bom Bom", "Ilariê", "Não Se Reprima" e outras canções similares de repente passaram a ser cantadas por gente na faixa dos 18 aos 30 anos, não só por pretensa nostalgia de algo que não eram nascidos ainda para vivenciar, mas dar um pretenso tratamento de "canções de protesto". De repente enfrentamos situações surreais como o de Xuxa Meneghel, que nunca foi uma cantora de verdade e, de repente, passou a ter uma reputação, entre a juventude woke , como se fosse uma "Joan Baez brasileira". Sim, isso mesmo. O FEBEAPÁ, o famoso "festival de besteira", sobrevive décadas depois da perda do seu criador Sérgio Porto, e vivemos um processo de imbecilização cultural sem precedentes. Já não era suficiente o brega vintage, a nostalgia calculada pelos ...

MÚSICO DE ORIGEM PSICODÉLICA, LIMINHA APELA AO “MAHARISHI” BRASILEIRO PARA DEFENDER ANIMAIS

Foi bastante vergonhosa e infeliz a iniciativa do renomado músico e produtor Arnolpho Lima Filho, o Liminha, de currículo notável e conceituado, recorrer a um charlatão religioso de ideias medievais para defender os animais. Para quem não sabe, houve um episódio em que um cão comunitário de minha cidade natal, Florianópolis, foi surrado até a morte por um grupo de adolescentes riquinhos. O cão, chamado Orelha, era muito querido e dócil e a agressão repercutiu nacionalmente. Dois dos agressores haviam depois viajado para os EUA e já voltaram ao Brasil. O caso também inspirou outro ataque que matou o cão comunitário Abacate, em Toledo, no Paraná. Aí Liminha cometeu uma atitude extremamente lamentável, quando publicou um vídeo com o “médium da peruca” da cidade de Uberaba - a cidade “mais barata do país” com passagens de ônibus mais caras que o eixo Rio-São Paulo e com apartamentos “de baixo custo” com o dobro do preço de similares na Zona Sul paulistana - , falando de “animais no mundo ...

OVERDOSE DE INFORMAÇÃO NÃO AJUDA NO CONHECIMENTO

O Brasil tem dessas estranhas peculiaridades. No exterior, a overdose de informação é um fenômeno no qual a sobrecarga de notícias contribui para o desgaste mental do receptor, que é impedido de parar para pensar e refletir sobre o que foi noticiado, restando a ele apenas estar de acordo com a linha editorial do veículo emissor. No Brasil, porém, a overdose de informação, em vez de ser chamada pelo nome, é vista como “liberdade de informação”. Digo isso porque, na postagem anterior, causou estranheza um jornalista não curtir jornalismo sobrecarregado. Mas a verdade é que não somos uma ilha cercada de noticiários ao redor. Temos nossas vidas e seria muito chato se tivéssemos que ficar só recebendo notícias, sem falar que isso seria estéril, pois se a vida fosse refém de noticiários, nenhum fato seria produzido, pois ninguém viveria, só consumiria noticiários e, sem vida, também os noticiários morreriam por falta de notícias. É hipócrita essa sociedade que vê as coisas de maneira fragmen...

NUNCA FUI UM FÃ DE NOTICIÁRIOS PROLONGADOS DE RÁDIO FM

Hoje em dia, o rádio FM está praticamente morto, sendo apenas uma vitrine comercial que retransmite o que webradios, podicastes e camais do YouTube administrados pela grande mídia produzem. O rádio FM, com toda a pretensão publicitária, com todo o lobby do poder midiático e com toda a blindagem de internautas, não conseguiu substituir o rádio AM nem em herdar seu carisma e seu legado históricos. A chamada “aemização” das FMs, com programas de locutor, jornalismo prolongado e jornadas e transmissões esportivas, além de contar com o ranço jabazeiro e o comportamento superficial das FMs comerciais, não tinham a criatividade das antigas AMs e, quando tentavam imitar a linguagem de AM, como em muitas transmissões de futebol, soavam velhas e mofadas, como que perdidas em algum arquivo do começo dos anos 1970. A “invasão AM” nas emissoras FM foi um bonapartismo radiofônico da qual houve muitas expectativas: a liberdade de opinião, o direito à informação, a prestação de serviço etc. Foi uma ut...

A ELITE DO BOM ATRASO E SEU COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

A elite do bom atraso não tolera críticas. Com sei cão de guarda chamado negacionista factual, a burguesia de chinelos Havaianas, invisível a olho nu, não quer ser contrariada, pois finalmente atingiu a plenitude e obteve as conquistas sonhadas pelos seus avós golpistas em 1964. Transformando o Brasil num grande parque de diversões, vivemos uma ilusão de hedonismo sem limites que mal consegue mascarar a carestia de preços e o trabalho precário, que ocorrem sob o aparato desta “felicidade” lúdica.  Mas denunciar o lado sombrio dessa ilusão irrita o negacionista factual, que não gosta muito de fatos que não lhe agradam, embora seu apetite por mentiras não tenha o nível insano dos bolsonaristas. O negacionista factual não é uma pessoa apaixonada por fake news, ainda que seja pouco inclinado a apreciar a verdade dos fatos. A elite do bom atraso, na terceira geração depois que foi realizado o golpe de 1964, representa o estágio da realização plena. Seus avós derrubaram João Goulart sob ...

CULTURA 'COUNTRY' É MUITO DIFÍCIL DE SE IMPLANTAR NO BRASIL

Uma das culturas que são muito difíceis de serem implantadas no Brasil é a cultura country . Desde quando eu era criança, achava o country muito, digamos, “country”, no sentido estadunidense do termo. Uma coisa bem fechada no estado de espírito do povo dos EUA. A cultura dos caubóis - termo abrasileirado num país que resiste em traduzir bullying como “valentonismo” - é bem típica dos EUA: é expressão das sociedades rurais de Estados como Texas, Tennessee, Alabama e Geórgia. É algo bem estadunidense, no sentido privativo da nação mais poderosa do mundo. O estilo do vaqueiro, aquela mentalidade do Velho Oeste, o tipo de fazendeiros nessas regiões, o figurão caipira - que no inglês significa hillbilly , o “Gui da colina” traduzido ao pé da letra - , tudo isso tem a ver com os EUA, com a alma estadunidense, fortemente norte-americana. Não vejo probabilidade de desenvolver uma brasilidade em torno disso. Quando se introduz o country no Brasil, poucos conseguem ser bem sucedidos, como Raul...

O PARQUE DE DIVERSÕES E A ILUSÃO DO HEDONISMO DESENFREADO

Na infância do Brasil, a "boa" sociedade e a juventude woke  que segue seu embalo querem parecer "tudo de bom", não aceitando críticas nem questionamentos. Essa fase narcisista de uma parcela influente da sociedade brasileira, que deixou para trás os malefícios do bolsonarismo e da pandemia, se manifesta pela profunda histeria que o país governado por Lula estimula e que cria uma cegueira cognitiva nas pessoas que vivem nesse clima de hedonismo desenfreado. Consumismo, hedonismo, culto às marcas, à fama, ao sucesso, ao prazer sem controle. A liberdade de instintos que dispensa o freio da consciência. E quem vive isso acha que está certo em tudo, sobretudo os "isentões" da hora que são os negacionistas factuais, que só veem seu julgamento de valor, não dando sequer voz para a realidade, pois se acham "donos" dela. Vemos o quanto o Brasil de Lula planeja reduzir o país a um grande parque de diversões. E eventos como o CarnaUOL mostram o quanto a Fa...

MERCADO REABILITA MPB, MAS TENTA JUNTÁ-LA AO BREGA-POPULARESCO

  NO INTERIOR, A MPB ENCONTRA DIFICULDADES DE ACESSO DEVIDO À SUPREMACIA DOS RITMOS POPULARESCOS LOCAIS. A reabilitação da MPB entre o público médio ocorre muito gradualmente e de maneira tímida. Sinaliza uma possibilidade de nomes como Novos Baianos, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de outros como Zé Ramalho, Milton Nascimento e Elis Regina, serem aceitos largamente por um público que, antes, dependia das trilhas de novelas para ouvir alguma MPB mais acessível. No entanto, se esse processo é um progresso diante da intolerância do "combate ao preconceito" em relação à MPB - que o "deus" da intelectualidade "bacana", Paulo César de Araújo, definia jocosamente como "MPBzona", fazendo um trocadilho entre a suposta grandiloquência e a palavra "zona", sinônimo de "bagunça" - , ele também não é gratuito, pois a supremacia brega-popularesca quer usar a MPB para uma associação forçada, visando interesses ...