NATANZINHO LIMA, A NOVA SENSAÇÃO DO ARROCHA, RITMO COMERCIAL SURGIDO NA BAHIA. Quando houve a campanha do "combate ao preconceito", há cerca de 25 anos, criou-se uma narrativa etnográfica e antropológica que eu, como jornalista, fui um dos poucos a desmontar, dentro de um questionamento jornalístico e intelectual muito raros no Brasil, embora existentes lá fora. Tudo isso nunca foi mais do que uma conversa para boi dormir, uma forma de criar perenidade a fenômenos comerciais da bregalização musical. Esse discurso andava meio em baixa nos últimos anos, devido ao desgaste do "combate ao preconceito" trazido pela intelectualidade "bacana". Mas às vezes ele volta, só que agora sem poder esconder seu contexto comercial, por mais que haja ainda um esforço de "etnicizar" e "socializar" os fenômenos popularescos. Uma matéria da revista Billboard ilustra essa tendência atual, de ainda vender a bregalização cultural como se fosse uma "cultu...