O decepcionante terceiro mandato de Lula se baseia numa grandeza por fora e uma pequenez por dentro. Marcando farta presença na política externa, sempre comparecendo às reuniões de cúpula, Lula se mostra ausente no cotidiano do povo pobre. Assim que babás não substituem os pais no cuidado com os filhos, o relatorismo das “fantásticas realizações” do “Efeito Lula” em nenhum momento substitui a atuação presencial do presidente. Lula expressa a “democracia de cúpula”, que é protocolar e com velhas estruturas hierárquicas que não foram devidamente transformadas. As pautas trabalhistas foram acolhidas em última hora, enquanto a prioridade havia sido a política externa. Isso doeu no coração do povo pobre, que viu em Lula um tutor ausente e que tanto falava em combater a fome e reconstruir o Brasil mas resolveu viajar para o exterior. As classes populares se sentiram traídas e abandonadas. Não cansamos de escrever, aqui, o que os fatos veem como óbvio e o que as redes sociais renegam tapando ...