A resistência surreal da gíria “balada”, o jargão privativo da Faria Lima que tentou se passar por uma expressão “Universal” e “acima dos tempos e das tribos”, nos faz a pensar como uma palavra de um vocabulário particular de empresários da Zona Sul de São Paulo pode se impor a diferentes segmentos sociais em regiões das mais distantes do país. O “Jornalismo da OTAN”, que aposta no “culturalismo sem cultura”, não quer que as pessoas saibam que o “vocabulário do poder” analisado pelo jornalista britânico Robert Fisk é aplicado no Brasil justamente no cotidiano comum dos brasileiros. Limitam-se a dizer que o “culturalismo viralata” se limita a propaganda política e ao humorismo sociopata ou a algum golpista de plantão, podendo ser uma Cássia Kis, um Amado Batista ou um Zezé di Camargo. Dito isso, vemos o quanto representou uma gíria, que definia o consumo de drogas alucinógenas em São Paulo, ao se impor como um jargão pretensamente universal e atemporal para o Brasil inteiro. A gíri...