TURISTA CONTEMPLA A ROCINHA NO MIRANTE "PORTA DO CÉU", LOCALIZADO NA REFERIDA FAVELA. A burguesia insiste em transformar o Brasil em um paraíso. Para ela, não há música comercial, os sucessos popularescos seriam “o folclore do futuro” que refletem a “vida e as emoções das pessoas pobres”. Overdose de informação virou sinônimo de “liberdade de expressão”, “prestação de serviço" e “defesa da cidadania”. Positividade tóxica virou “espiritualidade sublime”, no caso religioso, ou “alegria verdadeira”, no caso da festividade mercantil da axé-music e derivados. Até a “sociedade do espetáculo”, tão analisada por intelectuais renomados como Guy Debord e Jean Baudrillard, mal consegue ser atribuída somente a um mofado colunismo social da burguesia ortodoxa, a única que pode ser chamada pelo nome, num país em que futuros grandes intelectuais, do nível de um Umberto Eco, são boicotados pelos cursos de pós-graduação, dominados por acadêmicos que estão mais para juízes de valor do que...