NO JORNALISMO DE ESCRITÓRIO, OS CONSELHOS EDITORIAIS SE ACHAM ACIMA DOS FATOS. A recente demissão da jornalista Graciela Andrade, na TV Globo de Minas Gerais, é mais um capítulo de tantas demissões de profissionais experientes e no vigor de seu trabalho, criando lacunas de gente experiente e com uma visão de mundo relevante e consistente. Desde o governo Michel Temer, vemos a imprensa brasileira decair no enxugamento de profissionais, no encolhimento de veiculos, na domesticação das pautas. Há dez anos, emergiu o “jornalismo de escritório”, voltado a atender interesses comerciais dos conselhos editoriais, pouco preocupado com a vivência humana e o contato efetivo e honesto com os fatos. O clube de veículos do “jornalismo de escritório” não é exatamente homogêneo, mas o clima de redução do senso crítico e a interpretação da realidade pouco vinculada aos fatos unifica desde veículos de direita, como O Antagonista e Oeste (este com logotipo da mesma fonte gráfica de Isto É), de esquerda, ...