CALCINHA PRETA - Grupo de forró-brega marcado pela ausência de elementos culturais nordestinos. A gente não pode falar em indústria cultural no Brasil que a intelectualidade “bacana” sofre chilique e reage como se fosse um bando de dondocas contrariadas. Mas a verdade é que a música brega-popularesca, por mais que pareça agradável e “gostosa de ouvir” pelo grande público, ela segue critérios comerciais bem rigorosos. A narrativa da intelectualidade ”bacana” fala de ideias maravilhosas como “expressão das vivências e emoções” do povo pobre. É aquela retórica da “livre expressão das periferias”, do papo furado do “popular com P maiúsculo” que nunca fez sentido lógico algum. Depois do discurso do “combate ao preconceito” ter prevalecido na mídia, numa época em que o espaço de questionamentos nas redes sociais ainda não estava desenvolvido, se começou a desmontar essa narrativa assim que meu antigo blogue Mingau de Aço fez pressão para contestar a campanha pela bregalização cultural. E aí ...