Há um problema nos concursos públicos que, mesmo se esmerando na organização de questões para as provas, não estão imunes a erros nem equívocos, investindo em matérias sem relação direta com os cargos oferecidos, como Matemática para o setor de Comunicação, por exemplo.
Os concursos públicos produzem provas que seguem padrões de meritocracia no modo de como as questões são escolhidas. E isso influiu, com frequência, na aprovação e contratação de parte de candidatos capaz de fechar um gabarito, mas que não se identifica com a função é apenas a escolhe como um emprego tampão.
Pessoas de famílias influentes, servidores estáveis querendo mudar de instituição, pessoas apadrinhados por algum figurão importante acabam ocupando cargos tirando o lugar de quem precisa. Isso cria uma injustiça e uma desigualdade que acaba afetando a qualidade do serviço público, que quase sempre não chega a ficar ruim, mas poderia ser melhor.
Há “atletas” de concursos que não exatamente sabem quase todo o conteúdo do programa, sabem de 40% a 60% e o resto fazem pelo “chutômetro”, acertando por sorte e até sendo contratados e empossados. Mas, quando o trabalho vira rotina, eles passam a reclamar do salário que mal dá para fazer a sonhada viagem de férias para a virada de um ano. Não querem muito exercer um cargo público mas são os que vencem os concursos com mais facilidade.
É claro que as provas de concursos públicos não devem ser fáceis, mas que critérios devem haver para que certas questões devam ser colocadas devem ser estranhos. A impressão que se tem é que os concursos, assim como na iniciativa privada, estão procurando candidatos com “cara” de profissional, e não com “alma” de profissional.
CDFs, burocratas, gente bonita, comediantes, influenciadores, jovens atraentes, estes obtém empregos com facilidade, mesmo tendo talento inferior. Mas quem tem talento mas não tem status quo e não seguem “certas regras” - como, no Rio de Janeiro, ter que gostar de futebol e beber cerveja - , estes não conseguem. E ainda tem gente que acha que o Brasil vai chegar ao Primeiro Mundo.
Comentários
Postar um comentário