BETTY FARIA ADVERTE SOBRE O ATRASO E A HIPOCRISIA DO BRASIL


A experiente atriz Betty Faria, que viveu a década de 1970 evocada pela novela Boogie Oogie, da Rede Globo de Televisão, tem todo o conhecimento de causa para comparar os tempos atuais com a década mais antiga, além também da de 1960, já que ela começou a carreira em 1961 e há uma edição de O Cruzeiro em 1963 com uma reportagem sobre ela, gatíssima até hoje.

Sem necessariamente revelar saudades ou tristezas em relação aos anos 70, Betty no entanto afirmou que a novela Boogie Oogie serviu para reforçar a noção dos excessos de problemas que a atualidade mostra, principalmente no Brasil.

"As pessoas eram mais limpas, livres, íntegras e verdadeiras. O mundo está careta, hipócrita, fingido e violento. As pessoas são simpáticas e fofinhas, mas nada é verdadeiro. É só colocar uma coisa na internet para ser xingada. Ninguém pode ter opinião, e todos têm que tomar cuidado com as palavras, já que isso ou aquilo ofende. É uma época dura e chata! O que me salva é o trabalho, a alegria de estar trabalhando", contou a atriz, em entrevista para o portal O Fuxico.

Recentemente a gata foi criticada por ter aparecido de biquíni na praia, de uma maneira discreta e dentro do contexto, só porque ela passou dos 70 anos. E isso com ela muito bem em forma e com sua beleza impecável, prestes a fazer 74 anos.

Num tempo em que valores retrógrados e avançados se misturam promiscuamente, com um "feminismo de silicone" deslumbrando intelectuais e ativistas muito "provocativos" mas tão equivocados, e de tanta estupidez veiculada na Internet, não há como não dar razão para Betty nessa declaração tão urgente.

A gente pode mesmo observar nas mídias sociais. Pessoas hipócritas, fingidas, violentas, impulsivas, intransigentes e teimosas. Desinformadas metidas a inteligentes. Pessoas sem especialidade para coisa alguma querendo se especializar em tudo. Indivíduos que têm uma grande obsessão em ser todo mundo, menos si mesmos.

O Brasil está muito atrasado, e é isso que Betty Faria percebeu, ela que pôde conhecer tempos bem mais modernos, muito mais idealistas, bem mais instigantes e bem mais interessantes. Valeu por sua mensagem, Betty!

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