"PAI" DA GÍRIA "BALADA", LUCIANO HUCK ENFRENTA PROBLEMA COM SUA GRIFE


Luciano Huck, que juntamente com o coordenador da Jovem Pan FM, Tutinha, é o responsável pela popularização da gíria "balada" - que os "coxinhas" entendem como sinônimo de "agitos noturnos" - , enfrenta um sério problema jurídico causado por uma grife de camisetas, Use Huck, marca criada pela empresa Grupo Reserva em parceria com o apresentador.

Várias frases usadas em camisetas causaram séria repercussão por sugerirem pedofilia e apologia ao estupro, como "Vem ni mim que eu tô facin" e "Se eu não lembro, eu não fiz", impressas em camisetas de tamanho infantil.

Há também outros casos ofensivos, como uma sugestão de machismo, numa estampa de camiseta que diz, referente ao Dia Internacional da Mulher: "Campeão olímpica de estouro de cartão de crédito", com base no estereótipo "gastador" que o machismo atribui às mulheres.

A empresa Grupo Reserva já enviou um pedido de desculpas e disse, sobre as frases estampadas em camisetas infantis, que elas foram impressas por engano, e sua comercialização, que incluiu vendas pela Internet, já foi suspensa.

Mesmo assim, o Ministério Público do Rio de Janeiro vai apurar o caso, com base em diversas denúncias sobre o teor das mensagens impressas nas camisetas, no sentido de tomar, depois das investigações, as medidas cabíveis previstas em lei.

Luciano Huck é considerado uma das personalidades mais influentes entre os jovens brasileiros. Seu raio de influência vai desde o "funk carioca" (que adotou a gíria "É o Caldeirão", que quer dizer "é o máximo", em homenagem ao Caldeirão do Huck) às "rádios rock" Rádio Cidade e 89 FM, que adotam elementos comportamentais popularizados pelo apresentador e empresário.

Huck é associado também à popularização nacional da gíria "balada", juntamente com o radialista Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan FM. A gíria "balada" havia sido uma gíria privativa difundida por DJs de casas noturnas paulistas, antes de se tornar "gíria nacional".

A repercussão negativa de Huck e a crise institucional da Globo - que acabou de perder sua estrela Xuxa Meneghel para a Rede Record - refletiram até mesmo na colega e esposa do apresentador, Angélica Ksyvickis, que foi vaiada quando visitou a UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) para gravar uma entrevista com dois atores do seriado Malhação.

A apresentadora, segundo informa Fabíola Reipert, do portal R7, teve que sair às pressas do local, aparentemente indiferente à ocasião.

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