Nos anos 1990, confesso que eu detestava, a princípio, o seriado Beavis & Butthead a ponto de escrever, no meu antigo zine Tarantula View, um texto dizendo que, com o fim da série, a dupla não deixava saudades. Mas a verdade é que eu não detestava o seriado em si, mas a forma como os dois personagens eram tratados pela mídia musical brasileira. Maiores explicações neste vídeo. Mil desculpas ao grande Mike Judge.
Não ia escrever mais um texto consecutivo sobre "funk", ocupado com tantas coisas - estou começando a vida em São Paulo - , mas uma matéria me obrigou a comentar mais o assunto. Uma reportagem do Splash , portal de entretenimento do UOL, narrou a iniciativa de Thiago de Souza, o Thiagson, músico formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) que resolveu estudar o "funk". Thiagson é autor de uma tese de doutorado sobre o gênero para a Universidade de São Paulo (USP) e já começa com um erro: o de dizer que o "funk" é o ritmo menos aceito pelos meios acadêmicos. Relaxe, rapaz: a USP, nos anos 1990, mostrou que se formou uma intelectualidade bem "bacaninha", que é a que mais defende o "funk", vide a campanha "contra o preconceito" que eu escrevi no meu livro Esses Intelectuais Pertinentes... . O meu livro, paciência, foi desenvolvido combinando pesquisa e senso crítico que se tornam raros nas teses de pós-graduação que, em s...
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