Na última sexta-feira, 22 de maio, o presidente Lula cometeu uma de suas vergonhosas gafes, sob os aplausos e risadas de sua bolha de seguidores. Foi durante uma entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, da EBC do Governo Federal.
A gafe ocorreu quando Lula, ao anunciar entregas recentes do programa Minha Casa Minha Vida, disse que as unidades foram adaptadas para incluir o que o presidente chama de “varanda do pum”. “Estamos entregando a casa de 49 metros quadrados. Uma casinha de 42 metros quadrados e não tinha uma varandinha de 1 metro”, disse o presidente, comentando uma obra que visitou certa vez no Rio de Janeiro.
Lula perguntou, então, aos responsáveis pela construção: “Eu falei, meu amigo, me diz uma coisa. Não dá pra você fazer uma varandinha dessas casas? Você não solta pum?”. Só para não pegar mal, Lula disse que as modificações, além da varanda, incluem também espaço para biblioteca e visam “melhorar a vida da população“.
O presidente brasileiro fez uma grave ofensa à população pobre, achando que os pobres usam a varanda para peidar. É um preconceito social sem tamanho, o que mostra o distanciamento de Lula das classes populares, pois não se faz contra elas um comentário tão ofensivo e claramente depreciativo.
Para as classes populares, principalmente para quem trabalha duro e chega muito cansado em casa, a varanda é um local de relaxamento e convivência. Serve para o trabalhador aliviar as tensões observando a paisagem ou para receber amigos e parentes para pôr a conversa em dia.
É a quarta vez, pelo que eu saiba, que Lula faz essa piada da “varanda do pum”. Uma gafe terrível que poderia muito bem cancelar de vez a reeleição, se o Brasil fosse um país menos ingênuo. O “pum” declaratório que representa as gafes de Lula mostram que o presidente deveria agir mais e falar menos.
A burguesia ilustrada se diverte com as gafes de Lula, mas as classes populares se sentem ofendidas e até agredidas com tais piadas. É bom Lula tomar cuidado com o que diz, para não dar munição aos bolsonaristas.

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