Enquanto o dito Dia Mundial (sic) do Rock rende, no Brasil - único país em que se comemora essa data, criada pela "Jovem Pan com guitarras", a 89 FM de São Paulo - , um mundo de festa e alegria (afinal, "É dia de rock, bebê!"), o criador do Live Aid, que inspirou a data e comemorou 35 anos de existência (em 13 de julho de 1985), o músico Bob Geldof, afirma que o festival lhe trouxe prejuízos em sua vida.
Nas minhas andanças cotidianas, vejo que as pessoas estão se livrando de obras que haviam sido best sellers neste mercado analgésico que é o da comercialização de livros. Dias atrás, em Niterói, numa dessas caixas de doação de livros nos pontos de ônibus, vi muitos livros da série 50 Tons de Cinza , espécie de erotismo milenial cheio de suspense. No último dia 10, foi a vez de uma sacola deixado pela vizinhança para o recolhimento de descartáveis. Como era domingo, a sacola eu tive que pegar para botar embaixo no prédio, porque é proibido deixar material reciclável na escadaria nesse dia da semana. Por curiosidade, eu vi o conteúdo. Livros juvenis banais, desses que o calor do momento faz badalação intensa, mas o tempo condena ao esquecimento mais fúnebre, e o Floresta Encantada , "clássico" dos "livros para colorir". Tudo literatura analgésica, em que palavras como Conhecimento e Saber são praticamente inexistentes. São muitos vampiros estudantis, muitos cavaleiro...
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