Tudo está no seu lugar, sim, mas graças aos interesses dos que pretendem banir Lula na corrida presidencial de 2018. Enquanto se acelera o processo de julgamento que irá desenhar o quadro eleitoral do próximo ano, a CPMI se afrouxa e tenta abafar as denúncias contra integrantes da Operação Lava Jato. Pressionado pelo governo Temer, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre supostos esquemas de corrupção da empresa JBS, Carlos Marun, excluiu o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran do relatório final. O acordão que poupou a Lava Jato também excluiu o indiciamento do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot e seu ex-chefe de gabinete na PGR, o procurador Eduardo Pellela, limitados a serem citados em um pedido de investigação. O deputado Wadih Damous, advogado e ex-presidente da OAB-RJ e um dos membros da CPMI, escreveu um relatório parcial pedindo as investigações de Zucolotto e dos procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberto Pozzobom ...